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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Na miséria?

A promotora Natália Cagliari centrou sua denúncia no caso Colina do Sol na tese de que Fritz Louderback, "utilizando com artifício a entrega de presentes diversos, consistentes em valores, alimentos e bens materiais" comprou os filhos de Morro da Pedra, cujos pais, "uma vez que chegou a receber valores e alimentos em troca da exploração sexual do filho", os vendiam.

A teoria da promotora está fundamentada na "miserabilidade em que vivia a vítima", de que as famílias de Morro da Pedra moram na pobreza absoluta, e que a pobreza material está necessariamente acompanhada pela pobreza moral.

A teoria da promotora, não é sustentada pelos fatos. Perguntei para as vítimas e suas famílias, se moram na miséria. Negam. Uns riram da minha cara.

Nós vamos ver hoje que realmente, o povo de Morro da Pedra não estava dependente em Fritz Louderback para suas despesas de dia-a-dia; que não consideram que vivem na miserabilidade; que quem teve grande dependência financeira no Fritz era a corja da Colina do Sol.

Veremos também o motivo real da promotora em fazer estes alegações: os filhos negavam o abuso, e os pais, acreditando nos seus filhos, se recusavam de acusar um homem que sabiam inocente. Acusando os pais de prostituir seus filhos, a promotora poderia fazer a acusação por conta própria, baseado nas afirmações da psiquiatra fajuta Dra. Heloisa Fischer Meyer, dos CDs entregues à Justiça pela polícia que excederam em bastante o número apreendido, e outras "evidências" de valor duvidoso.

A miséria

Faz quatro anos que estou seguindo este caso, e vi várias mudanças no Morro da Pedra neste tempo. Comentei isso em novembro, depois da visita mais recente.

Isaías reformou a casa enquanto Fritz Louderback estava preso, desmontando a antiga e construindo uma nova, melhor, no mesmo terreno. Claro que não contou com ajuda do americano. Jantei com sua família uma vez, churrasco, e numa outra visita, estava com dois porcos para engordar.

Marino faz uma festança todo ano para seu aniversário. Matou um boi e uma ovelha quando eu lá estava em 2009, naquela fim de semana. Em novembro passado, notei que ele tinha adicionado um alpendre a sua casa.

Da mesma maneira o boi que matou para a festa foi criado no seu próprio campo, a pedra do alpendre (e da casa e do estábulo) veio da sua própria pedreira.

Marino planta mandioca, e na última visita me mostrou o feijão novo, plantado em terras arrendadas da família do finado Deroci Farias de Vargas. Arrenda também as terras ao lado dos Schirmer. E tem a escritura da terra onde fica sua casa.

Eu já falei com brasileiro de interior que lamentava a chegada "desta coisa de cruzeiro", gente que cresceu numa economia de autossuficiência e pequenas trocas de bens, sem uso de dinheiro. A vida no campo, que permite a criação de mandioca, de porcos, de bodes, não pode ser equivalido a uma vida na cidade com renda igual em dinheiro.

A diferença que Fritz fazia

O ONG de Fritz, New Faces, fornecia aulas de reforço, de inglês, e fornecia pequenas ajudas, como tênis e matéria escolar no começo do ano. Também, pelo médico Dr. Everton em Novo Hamburgo, conseguiu tratamento médico para o povo de Morro da Pedra.

Fritz tinha conexões americanos para tratamento mais especializado. Já falamos do tratamento da menina Laura, conseguido através da Shriners Hospital, com hospedagem e doações de nudistas, a propaganda na Boletim do AANR apontada pelo FBI como a "imagem mais notável" que encontraram nos discos rígidos externos.

A doença de Sirineu poderia ter sido identificada mais cedo, e tratado com sucesso, caso o trabalho de Fritz tivesse continuado como estava, antes das falsas acusações de pedofilia? Nunca saberemos. Há gente rica que morre de câncer: certas coisas nem todo o dinheiro do mundo compra. A esposa da própria Dr. Everton morreu de uma câncer que poderia ter sido identificado em tempo para o tratamento, mas os médicos brasileiros não identificaram.

Esperança

A diferença maior que Fritz fez, poderia ter sido a esperança. Mostrou para as crianças de Morro da Pedra um mundo maior que Morro da Pedra, e deu a elas a esperança de que fazia parte dele. Incentivava elas para que continuassem na escola.

O professor Paulo, que organizava as aulas de reforço, disse que foi interpelado, "Porque dar aulas para estes meninos? Vão todos acabar na pedreira, mesmo." E, sim, quase todos estão nas pedreiras. Uns não tiverem mesmo interesse nas aulas. Mas outros, quem sabe se o trabalho de ONG tivesse continuado, teriam um futuro maior?

A família de Cleiton e Charles

Cleiton e Charles receberam as pequenas ajudas que muitas crianças de Morro da Pedra receberem de Fritz Louderback, "...entrega de presentes diversos, consistentes em valores, alimentos e bens materiais – tais como: aparelhos de telefone celular, roupas, calçados, bicicletas..." nas palavras da promotora na denúncia.

Um dos policias - não notei o nome, mas teria sido Sylvio Edmundo ou Marcos - afirmou nas fls 1430-1431 de que:

"Certifico que, nesta data, estive na residência da Sra. Ereni da Rosa, localizada na Estrada da Grota, na Vila dos Picolés, onde verifiquei que no local existem várias casinhas de madeira onde residem pessoas muito carentes, entre elas a Sra. Ereni".

Enquanto a polícia juntou fotos da casa de Sirineu - que de fora parece precisando muito de reforma, ainda que por dentro, é tudo limpo - não juntou fotos da casa de Ereni. Para meus olhos, o que mais se destaca na Vila Picolé é a verdura do gramado. A casa me pareceu bem construída, muito mais do que as cabanas da Colina do Sol, e nestes quatro anos que sigo o caso, o pai deles a aumentou duas vezes. Ele mesmo fez o trabalho, e em harmonia com o que já tinha erguido, não deixando ares de "puxadinha". E isso sem a ajuda de Fritz, que estava na cadeia, ou com suas finanças comprometidas com as despesas do processo.

"Pessoas muito carentes?" De uma das casas, restava somente os alicerces. Era da família de Gilberto, que aguardava mais de uma década quase R$200 mil reais devido pela empresa Naturis ou seus donos, Celso Rossi, Paula Fernanda Andreazza, e o Clube Naturista Colina do Sol. A casa já foi reconstruída, neste último ano.

O truque jurídica

Já comentamos que algo que chama atenção na denúncia é a folha que fala "DAS REPRESENTAÇÕES NOS CASOS DE DELITOS SEXUAIS". A promotora acho necessário explicar porque prosseguiu com estas acusações, sendo que além dos acusados, as próprias "vitimas" e seus pais, negaram que tivesse acontecido qualquer crime.

No caso de JLO, a explicação é:

Para JLO, aplica-se o art. 225, §1°, inciso II, do CP, tendo em vista que os delitos foram praticados com abuso do poder familiar, já que o pai Marino José de Oliveira foi conivente com os crimes, obtendo vantagem econômica dos fatos, sendo também denunciado em razão disso.

O raciocínio velado é que "a miséria absoluta corrompe absolutamente", que pobre faz qualquer coisa, até prostituir seus filhos, para pequenas quantias.

Mas a promotora e delegado acreditam nisso, ou é somente um pretexto?

Vimos que Ereni assinou a representação (enganada sobre o que se tratava), e seu marido não foi denunciado. Quando um filho de Isaías "confessou" ser vítima, depois de 7 horas na delegacia, delegado Juliano expressou para a imprensa a opinião de que Isaías também era vítima. Depois que Isaías e seus filhos relataram a Corregedora a agressão física e moral que sofreram, indiciou Isaías.

E nenhuma mãe foi denunciada.

Os fatos sustentam melhor a tese de que a denúncia foi motivada não pela "conivência", mas pela resistência aos desejos da promotora. Não porque foram coniventes com o abuso dos seus filhos, mas porque recusaram ser coniventes com acusações falsas.

Favores maiores para CNCS

Em valores, os empréstimos de Fritz Louderback para os sócios da Colina do Sol, foram muito mais relevantes do que os pequenos presentes para as famílias de Morro da Pedra. O único destes presentes do que recordo o valor, é uma bomba de poço dado para Isaías, no valor de uns R$300. O custo dos divisórios da casa de Marino - que era para adequar a sala, numa sala de aula, e do estábulo, que ia abranger cavalhos para uma programa de tradicionalismo gaúcho - nunca vi valor.

Mas o que era emprestado para Eta, e para Bete e Raul, era respectivamente em volta de R$ 14.000,00 e $15.500,00. Tuca também recebeu empréstimo, que Fritz chegou a protestar.

O advogado de Fritz perguntou no Fórum o que a promotora não cogitou na sua denúncia: Dado os valores expressivos que Fritz deu para estes sócios da Colina do Sol, eles emprestarem seus filhos para Fritz para favores sexuais? Responderem que não.

80% das acusações de abuso sexual infantil são falsas, conforma a delegada de NUCRIA em Paraná, que explica:

 
"Muitas das denúncias falsas são apenas para prejudicar outras pessoas. E quanto mais grave ela é, maior é a chance de ser infundada."
 

A promotora usou dois pesos e duas medidas: as famílias de Morro da Pedra recebiam pequenos favores, e por isso vendariam seus filhos; a corja da Colina do Sol deviam somas altas, mas sua palavra era totalmente confiável.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Metadata

A examinação de dados digitais - seja emails, contabilidade, ou fotos - é em grande parte a examinação de metadata.
É uma palavra que, como metafísica, sugere algo incompreensível, e de utilidade duvidoso.

Mas não é nada disso. Vamos primeiro ver uns exemplos, antes de falar de teoria.

Ao lado temos um foto de Douglas Anner Louderback, que já publicamos aqui antes. Quem clicar no foto, vai ver ela bem grande. Mas quem abaixa para seu computador, olhe no "Windows Explorer" (ou qual que seja o nome que deram para o File Manager em Windows XP), e clique com o botão direta do mouse, sob "Summary", vai ver os seguintes informações à esquerda. A foto foi tirado em  23 de setembro de 2007, as 11:26 , com um Canon PowerShot SD850 IS.

No caso Colina do Sol, estas dados adicionais são mais de dados, são informações. Fritz Louderback afirmou esta for foi tirado em California, para onde Fritz e Barbara tinham levado Douglas para conhecer suas nova família (e para esquecer da Sra. Zumbi, que não deu certo) e a data é consistente com isso.

PowerShot

A máquina fotográfica que tirou a foto é a mesma marca da que foi apreendida pela polícia na casa de Fritz, e que aguarda ser periciada, de novo.

O modelo da máquina é importante, pois dos mais de 70 testemunhas, que quase todos afirmaram acreditar na inocência dos acusados, e dos quais somente três dizeram algo contra (a corja acusou na polícia, mas não em juízo, onde mentir dá cana), renderam uma só "vitima", o Moleque que Mente®. Ele disse que nadou na piscina de Fritz (que não tem piscina) e que foi fotografado na casa de Fritz com "uma máquina grande". Um busca de Google informa que o tamanho deste PowerShot é 2.22" Height x 3.56" Width x 1.04 Depth; para quem não manga medidas inglesas, é um cada dimensão um pouquinho maior que um pacote de cigarros. Grande, então, não é.

A autenticidade das informações

Os "metadata" são, então, nada mais que aqueles dados que você veja na telinha da máquina digital. A imagem é parte dos dados que a máquina guarda. A "metadata" é outro. "Dados sobre dados" é o que "metadata" quer dizer.

Mas há garantia que a metadata é autêntica? Um máquina digital poder ser facilmente programado para registrar uma data 50 anos no futuro. E os dados podem ser editadas, na mesma maneira que a fotografia pode ser editada.

Mas qualquer documento pode ser adulterado. A metadata, como a própria fotografia, poder ter sua autenticidade contestada. Mas os dados devem ser, pelo menos, consultados.

Um exemplo típica seria as fotos de viagem de famílias de Morro da Pedra para o Natal Luz de Gramado em 2006, ao lado. Esta foto foi tirado em frente do Barracão de Morro da Pedra. O horário gravado no metadata da foto é de 19:34, e enquanto é o dia mais longo do ano, as sombras são curtas demais. Alguma decepção complicada? Não, é que a máquina é do homem da camisa laranja no frente na foto, Jorge, que é alemão. E ele deveria ter programado a máquina em Alemanha, onde seria 19:34 mesmo.

O que pode acontecer, até mesmo sem querer, é que os dados sejam apagados. Há cinco fotos de Douglas na postagem linkado acima sobre a máquina de Fritz, e em somente dois delas os metadados completa consta. As outras fotos foram editadas, tiveram a resolução reduzido, etc, e a programa de edição apagou a metadata.

Porém, a maneira mais seguro de apagar ou esconder a metadata ... é de imprimir a foto. No caso Colina do Sol, há várias fotos impressos no processo, mas são impressos sem a metadata.

Se a foto de Natal Luz estivesse no processo, haveria a data de 21/12/2006 no canto da foto. Seria útil. Mas o horário, a identificação da máquina, o lugar do foto na sequência, tudo isso seria invisível. Mas estes dados são tão reais quanto a data estampada no canto.

A peruca roxa

As únicas fotos do Moleque que Mente® o mostram completamente vestido. Um mostra ele com uma peruca roxa; um outro com os olhos fechados e uma expressão estranha. Da primeira, Dr. André Herdy informa que tanto o menino, quanto Dr. André, quando sua esposa e cunhada, provaram a peruca e tiraram foto, todos em sequência. A foto de olhos fechados (com qual a polícia queria insinuar que o menor estava drogado) foi tirado pelo próprio menino, na mesma ocasição.

Estas fotos todos estão no micro de Dr. André - e a polícia nem sequer informou a Justiça da existência deste micro por mais de oito meses! As fotos estão lá, e na metadata há um carimbo de data e hora em cada um, que permitiria verificar não somente que há mesmo uma série de fotos de peruca lilas, mas também confirmar a data e a ordem em que foram tiradas. Também, qualquer um poder sair come expressão de drogado ou maluco em uma foto ou outra. Mas no micro de Dr. André, haveria outras fotos antes e depois daquela de olhos fechados, mostrando que o menor estava perfeitamente normal.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Escolha CIMOL na imprensa

Já falamos aqui das escolas de Morro da Pedra. Sendo que as supostas vítimas são todas de idade escolar, e o ONG New Faces concentra seu trabalho no reforço escolar, escolas são uma referência importante para entender o caso Colina do Sol.

O melhor escola pública de Taquara é CIMOL. Uma das maneiras de medir o sucesso de New Faces é que antes dela, CIMOL não tinha alunos de Morro da Pedra. Cristiano Fedrigo foi o primeiro, houve várias desde então, e muitos agora. O irmãozinho de Cristiano, Roberto, foi um; Cleiton se formou ano passado; vários outros, menores, estão cursando CIMOL ainda.

O site BAH! do grupo Sinos em Novo Hamburgo tem uma matéria hoje sobre CIMOL.

Educação

Cimol em Taquara é referência estadual

Escola técnica agora está apta a promover cursos em outras cidades.
Claucia Ferreira/ Da redação - 21/5/2010 - 09:55

Taquara - Os alunos e equipe profissional da Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato (Cimol), de Taquara, estão rindo à toa. Também, quem dera poder estudar em um educandário, da rede estadual, e este se tornar um Centro Estadual de Referência em Educação Profissional. Entre todas as escolas estaduais foram escolhidas apenas seis, e o Cimol foi uma delas. Imagine só a galera estudando na única escola do Estado a tornar-se um Centro de Referência na modalidade industrial!

Lê o restante no http://www.bahdigital.com.br/site/news/reporterbah,canal-77,ed-299,ct-903,cd-260923.htm

domingo, 25 de abril de 2010

Os outros laudos psiquiátricas

Três dos jovens de Morro da Pedra foram examinados por psiquiatras autênticas, em 17/12/2007, os laudos sendo citados para justificar a prorrogação da prisão dos quatro acusados. Os laudos produzidos, porém, são contaminados pelas pareceres da falsa psiquiatra Dra. Heloisa Fischer Meyer, e outros dados falsos. Além disso, são tão iguais que parecem mais processados do que escritos.

Nos laudos, há muito teoria, e um único indício que "permit[e] manter este hipótese [de abuso sexual]", que é que: "há um relato, por parte da escola, de prejuízo no desempenho escolar e conduto sexualizada." Até se for verdade, seria um indício fraco - quantos adolescentes tem queda de desempenho escolar? - mas como vamos ver, é mentira: não há nenhum relato de escola de conduto sexualizado, e nenhum sobre o desempenho escolar dos três periciados.

Todos os três laudos incluem a conclusão de que "O relato do periciado apresenta características que comprometem sua credibilidade." Bem, examinando os laudos e os fatos, chegaremos numa outra conclusão, que é que são os próprios laudos que "apresentam características que comprometem sua credibilidade."

Laudos padronizados

Os três laudos são quase idênticos, palavra por palavra. Diagramei um laudo em baixo, e o que está igual está em cinza clara.

Enquanto não posso discordar da eficiência desta maneira de proceder, me parece que para manter quatro pessoas presos, é devido mais do que um laudo "prét-à-porter", levemente alterado para que a conclusão padrão pode vestir qualquer entrevistado. Vamos ver as sinais deste procedimento:

  1. Na "CONCLUSÃO" e a "RESPOSTA AOS QUESITOS" não há nem uma vírgula de diferença entre os três laudos.
  2. Os COMENTÁRIOS MÉDICO-LEGAIS não tem nem uma vírgula de diferença entre os irmãos G.F.D. e R.A.S.
  3. Os COMENTÁRIOS MÉDICO-LEGAIS sobre J.A.S. tem diferenças leves de fraseologia do texto sobre seus irmãos, e incluem quatro sentenças sobre a entrevista anterior com a falsa psiquiatra Dra. Heloisa Fischer Meyer.
  4. Os nomes e datas de nascimento dos três irmãos variam, que é de esperar. O laudo do G.F.D que reproduzimos abaixo, porém, não tem a data do nascimento dele: dia e mês são do R.A.S., com somente o ano mudado. Está também inserido no frase num posição diferente do que nos laudos dos seus irmãos.
  5. Os três são filhos de Sirineu Pedro da Silva, mas G.F.D. é adotado, e no seu certidão de nascimento, os nomes dos pais não batem com os que está no laudo.

"Há um relato, por parte da escola ..."

O único indício que "permit[e] manter este hipótese [de abuso sexual]", é que: "há um relato, por parte da escola, de prejuízo no desempenho escolar e conduto sexualizada." Este relato nada tem a ver com estes jovens periciados.

A sra. Carla Jordana Ronnau Bomerich, diretora da Escola Estadual Dona Leopoldina, fez depoimento para a Polícia Civil em 14/12/2007, três dias depois das prisões.

Enquanto o "Termo de Declarações" disse que o depoimento aconteceu em Porto Alegre, ouvi que ela falou na Justiça que seu depoimento foi colhido na própria escola. Ela foi ouvida pela inspetora Rosie C. dos Santos. Inspetora Rosie, lembramos, estava presente na delegacia de Taquara na noite que, ao que tudo indica, os filhos de Isaías Moreira sofreram coação, e ela forjou outras evidências no processo.

Mas o que foi que Diretora Bomerich disse? Ela mencionou os nomes de cinco alunos, três meninos e duas meninas, e fala dos "filhos de Sirineu." Ela disse ainda que:

... um grupo de alunos seletos da referido Escola frequentava desde o ano de 2005, em horário inverso ao horário de aula, o reforço escolar patrocinado pelo ONG de FRITZ, tendo atingido o auge no ano de 2006 [...] Que a partir daí os alunos começaram a ter desinteresse pela escola, com baixíssimo rendimento escolar e baixa frequëncia. Apresentavam sinais como estarem absortos e sonolentos na sala de aula. Inclusive os alunos eram vistos durante e fora do horário de escola, nas estradas.

A nenhuma momento, nos quatro páginas de depoimento, a diretora faz referência a "conduto sexualizada". E não há no inquérito, certamente não antes de 17/12/2007, mais nada que pode ser considerado um "um relato, por parte da escola".

Seria realmente melhor verificar o que a diretora Bomerich disse na Justiça, onde suas palavras não passaram pela inspetora Rosie para chegar no papel. Infelizmente, este depoimento não está entre as papeis que foram incluídos no processo de Novo Hamburgo, perdendo assim o sigilo.

Relato não é sobre estes três

Porém, outros documentos interessantes foram incluídos, inclusive o Histórico Escolar dos três (fls 321-323). Já falamos das duas escolas públicas de Morro da Pedra, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Dona Leopoldina, e o Colégio Jorge Fleck.

A diretora Bomerich falou sim dos "filhos de Sirineu", mas Sirineu tem nove filhos. Um dos periciados já estava no Jorge Fleck desde 2004, e os outros dois desde o começo de 2005.

Sem fundamento

Vemos então enquanto estes laudos foram feitos por psiquiatras de verdade:

  • Com mais de 90% do texto igual entre os três laudos, e a pista da data de nascimento trocada, podemos concluir que os laudos foram feitos com menos cuidado do que aparentam;
  • Os laudos somente concluem que abuso sexual não poder ser descartado, e o único fato que sustenta isso é de que "há um relato, por parte da escola, de prejuízo no desempenho escolar e conduto sexualizada.";
  • Há somente um relato da escola, e este não fala de "conduto sexualizado";
  • Na época em que o depoimento da diretora aponta queda de rendimento escolar, os três periciados já não eram mais seus alunos, o relato então não se referindo a eles;
  • Até se tiver queda de rendimento, o depoimento oferece uma explicação muito mais direta por isso - sonolência devida aos atividades extras, matando aula, e trabalho aos sábados - do que a teoria bastante mais ténue de abuso sexual.

Os três Laudos de Avaliação Psiquiátrica aqui referidos estão nas fls. 597-605 do processo 070/2.07.0002473-8 do Caso Colina do Sol, e nas fls. 307-316 do processo 019/1.09.0007874-0, donde é permitido tirar cópias, sendo que está fora do "sigilo de Justiça". São Laudo 38622-2/2007, Laudo 38688-2/2007, e Laudo 38691-2/2007. Os histórios escolares dos três (que não coloco aqui por questões de privacidade) estão nas fls. 321-323 de processo 019/1.09.0007874-0. O depoimento da diretora Bomerich estã nas fls. 334-337 do processo 070/2.07.0002473-8, e nas fls. 317-319 do processo 019/1.09.0007874-0.

Mais uma vez, a questão de privacidade

Censurei os nomes dos jovens nos relatos. Deixei os nomes dos seus pais, pois a Promotora já deu bastante publicidade a quem eles são, lhes denunciando. A data de nascimento errada deixei, sendo que serviria somente para mis-identificação.

E realmente, estes laudos contam tão pouco sobre os sujeitos, que é difícil encara-los como uma invasão de privacidade. Os boletins escolares contam muito mais sobre os jovens do que estes poucos páginas repetitivas que são mais de metade teoria.

O que os laudos tem de desabonador é a teoria, por parte dos peritos, de que os jovens falaram o que falaram, porque suas famílias são economicamente dependentes no Fritz Louderback.

Eu também tenho um teoria. É que os peritos escreverem o que escreveram, porque suas famílias são economicamente dependentes na Secretaria de Segurança Pública, que tinha falado muito, e alto, contra Fritz Louderback.

Creio que sustentei minha teoria, melhor do que eles sustentaram a teoria deles.

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA JUSTIÇA E DA SEGURANÇA
INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS
DEPARTAMENTO MÉDICO-LEGAL

Laudo 48691-2/2007
Protocolo 64809/2007

LAUDO DE AVALIAÇÃO PSIQUIÁTRICA

G.F.D., do sexo masculino, nascido em 02/10/1994, filho de Sirineu Pedro da Silva e Dinamar Regina Fernandes, estudante, residente na Estrada da Gota, s/n.º – Taquara.

REQUISIÇÃO: 2ª Delegacia de Homicídios/ DEIC.

DIFUSÃO: 2ª Delegacia de Homicídios/ DEIC – 700220.

DATA E LOCAL DA PERÍCIA: Dia 17/12/07 no Centro de Referência ao Atendimento Infanto-Juvenil – CRAI (Hospital Materno-infantil Presidente Vargas).

HISTÓRICO: Perícia solicitada pela autoridade requisitante em virtude de suspeita de abuso sexual.

PROCEDIMENTOS: Foi realizada entrevista utilizando a técnica conhecida como Entrevista Cognitiva Aprimorada[1], para a qual existem evidências científicas que comprovam sua capacidade de incrementar a qualidade e a quantidade nos relatos testemunhais e de vítimas. O conteúdo da entrevista é analisado de acordo com a metodologia conhecida como Análise da Validade da Declaração[2], que estabelece critérios científicos que permitem avaliar a credibilidade do relato infantil. Em um segundo momento, é feita a avaliação clinica do estado mental do periciado.

ENTREVISTA COM G.F.D.: Inicialmente, fala de sua escola e das suas atividades preferidas. Quanto ao motivo desta perícia, relata que conheceu Frederic, vulgo Fritz através de seu irmão. Não tem queixas em relação a Fritz. Refere que Fritz tem ajudado muito a sua família e que lhe deu roupas, tênis e uma bicicleta. Freqüenta a escolinha de futebol com seus irmãos. Afirma que Fritz jamais cometeu qualquer tipo de abuso ou maltrato. Diz frequentar a casa de Fritz junto com seus irmãos e outros meninos e que nunca viu nenhuma atitude suspeita de Fritz.

AVALIAÇÃO DO ESTADO MENTAL E DA PSICOPATOLOGIA: ASPECTO GERAL: vestido com roupas novas e higiene bem feita. ATENÇÃO: sem alterações no momento do exame. ORIENTAÇAO: orientado no tempo e no espaço MEMÓRIA: preservada. SENSOPERCEPÇÃO: sem alterações. PENSAMENTO: sem alterações. [J.A.S.: demonstra preocupação em denfender (sic) o Sr. Frederic AFETO: discretamente ansioso durante a entrevista. LINGUAGEM: adequada a sua faixa etária; INTELIGÊNCIA: clinicamente na média. COMPORTAMENTO: há um relato, por parte da escola, de prejuízo no desempenho escolar e conduto sexualizada.

COMENTÁRIOS MÉDICO-LEGAIS:O periciádo não apresenta limitação alguma de ordem psicológica ou limitação em suas capacidades cognitivas que o impeçam de emitir um relato válido. Suas capacidades lingüísticas, intelectuais, de memória e perceptivas permitem que forneça um relato compreensível. Sua atitude durante a entrevista demonstra preocupação em defender o Sr. Frederic das acusações de abuso [J.A.S: "e em descrever-lo como uma pessoa boa, que ajuda a todos da sua comunidade.] Enumera uma grande quantidade de presentes que recebeu do mesmo. Tendo em vista esta atitude do periciado durante o presente exame, não e possível indicar, com maior grau de certeza, a ocorrência de abuso sexual ou ato libidinoso, todavia, o tipo de relacionamento estabelecido entre o periciado e o Sr. Frederic, caracterizado por uma forte vinculação de dependência econômica, [J.A.S.: "grande vinculação e quase devoção"] lança dúvidas quanto a credibilidade das declarações feitos pelo menino. A relação de envolvente sedução entre abusador e vitima e a existência do segredo foram descritos em diversos estudos científicos que investigaram o tema do abuso sexual. O abusador manipula a dependência e a confiança da criança, incitando-a a participar dos atos abusivos os quais apresenta como um jogo ou uma brincadeira. Para obter a participação e o silêncio da vítima, ele pode dar presentes, dinheiro ou usar de meios coercitivos ou chantagem, de modo a convencer a vítima de que a revelação do abuso representa um perigo para ela ou para sua família. A presença deste modelo de interação pode ser considerado como um indicador da existência do abuso sexual. (Juárez López, J.R. La credibilidad del testemonio infantil ante supeuestos de abuso sexual: indicadores psicossociales. Tese de Doutorado, Universidade de Girona, 2004). [J.A.S.: "Nota-se, ainda, uma mudança de comportamento e do discurso do periciado em relação ao primeiro exame realizado pela Dra. Heloisa Fischer Meyer em 11/12/2007. No exame atual, J.A.S. demonstra maior empenho em convencer o entrevistador, com respostas mais prontas e mais diretas. Isto pode ser indício de que tenha sido treinado ou de que ele mesmo tenha se preparado para fornecer tais respostas. Outra hipótese é a que este seja um viés decorrente da seqüência de entrevistas pelos quais passou o periciado desde o início da investigação."]

CONCLUSÃO: O relato do periciado apresenta características que comprometem sua credibilidade. Não é possível, neste exame, determinar a ocorrência de abuso sexua1 ou ato libidinoso, embora haja indícios que permitem manter esta hipótese e indicar a realização de novos exames para melhor esclarecimento do caso.

RESPOSTA AOS QUESITOS:

  1. O periciado apresenta ou apresentou, na época dos fatos relatados, alterações psíquicas e/ou comportamentais? Caso positivo, quais? A partir das informações prestadas pelo periciado, não temos elementos para responder. Há um relato, por parte da escola, de prejuízo no desempenho escolar e conduta sexualizada.
  2. Existem sinais e/ou sintomas de transtorno mental? Caso positivo, quais? Não.
  3. Se presentes, tais sintomas e/ou alterações são frequentemente encontradas cm vítimas submetidas a ato sexual e/ou ato libidinoso? Sim.
  4. Se presentes, tais sintomas e/ou alterações são frequentemente encontradas em vitimas submetidas à estimulação sexual precoce, inadequada para a idade? Sim.
  5. O relato do periciado preenche critérios de credibilidade? Porquê? A credibilidade esta prejudicada em função do tipo de relacionamento estabelecido entre o periciado e o acusado.
  6. Observa-se no relato do periciado sinais de influência e ou indução? Porquê? É possível a existência de pressões externas ou outras motivações para prestar informações falsas, tendo em vista a extrema dependência econômica da família do periciado em relação ao acusado.
  7. Existe nexo causal entre a situação relatada e os sintomas apresentados? Em tese, sim.
  8. O periciado apresenta atualmente sofrimento psíquico em decorrência da situação relatada? A partir das informações prestadas pelo periciado, não temos elementos para responder.
  9. O periciado apresentou sofrimento psíquico, no passado, em decorrência da situação relatada? A partir das informações prestadas pelo periciado, não temos elementos para responder.





Dr. Luis Roberto Dorneles Benia
Perito Médico-Legal Psiquiatra (relator)


Dra. Vera Regina Bertoi
Perito Médico-Legal Psiquiatra (revisor)



[1] A Entrevista Cognitiva Aprimorada, na sua forma atual, representa a aliança de dois campos de estudo: comunicação e neurociência. Esta entrevista utiliza os procedimentos recomendados em diversos países para conduzir entrevistas com testemunhas e vítimas. É um conjunto de estratégias cognitivas, testadas em diversas pesquisas, com o objetivo de melhorar a recordação dos entrevistados. Após uma fase inicial de acolhimento e estabelecimento de vínculo com o entrevistado, pede-se a este um relato livre sobre os eventos em pauta na entrevista. Durante todo o processo, o entrevistador interrompe o mínimo possível e faz perguntas abertas e não-sugestivas. Existem evidências científicas de que a utilização destas técnicas aumenta a acurácia dos relatos de testemunhas e de vítimas, bem como aumenta a produção de informações juridicamente relevantes (Nygaard, M.L., Feix, L.F. & Stein, L.M. Contribuições da psicologia cognitiva para a oitiva da testemunha. Revista do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, 14 (61):147-180, 2006).

[2] A avaliação da validade da declaração (Statement Validity Assessment – SVA) é reconhecida como a técnica mais difundida no mundo para medir a veracidade de uma declaração verbal Sua origem data de 1954, na Alemanha, e sua metodologia foi aperfeiçoada em 1989, por Steller e Kõhnken. Na sua forma atual, é aceita como evidência em tribunais de vários países da Europa. No processo de análise da declaração, é realizada uma avaliação sistemática do relato da criança através de critérios estabelecidos objetivamente. Esta técnica é conhecida como CBCA (criteria based content analysis). Para maiores informações sobre estes instrumentos, ver: Rovinski, S.L. Fundamentos da perícia psicológica forense. São Paulo: Vetor Editora, 2004.

Laudo de Avaliação Psiquiátrica 48622-2/2007

Laudo de Avaliação Psiquiátrica 48688-2/2007

Depoimento da Carla Jordana Ronnau Bomerich


sábado, 21 de novembro de 2009

As escolas de Morro da Pedra

(Repostagem, com informações adicionais.)

Há duas escolas em Morro da Pedra. A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Dona Leopoldina atende até a quarta série. É morro acima, na Estrada da Grota, que leva para Colina do Sol, tão próximo que a pedaço de terra que Taquara adquiriu para construir a escola em 1990, saiu da mesma gleba de 24 hectares, que formou parte da Colina.

A diretora da Dona Leopoldina, Carla Jordana Ronnau Bomerich falou com a polícia nas primeiras dias depois das prisões do Quatro da Colina, e foi chamada para depor como testemunha de acusação.

Uma indício de qualidade de escola nos EUA é o número de crianças em cada sala de aula. No caso da escola Dona Leopoldina, parecem ótimas, entre 19 e 24 alunos.

Colégio Jorge Fleck

A estrada Integração passa pelo meio de Morro da Pedra, separando Taquara de Parobé. A Igreja Católica e seu Barracão ficam no lado Taquara da estrada, e no outro lado o colegio Jorge Fleck fica em Parobé.

A estrada Integração em frente ao Fleck é pavimentado com pedra ferro das pedreiras da região, e o ginásio da escola está encravado no morro, o paredão de arenito atrás com a marcas de extração.

Fui lá a primeira vez para a formatura no final de 2008. Fritz Louderback estava preso, e era o tipo de evento ao que ele compareceria. Dois dos jovens que constam no processo se formaram aquele noite. Um estava como "vítima", e outro como testemunha. Um terceiro - também "vítima" - tinha abandonado as aulas, mas ali estava para ver os amigos se formarem.

A formatura aconteceu no ginásio, onde o piso de tacos de peroba tinha sido instalado com verbas conseguido por Fritz Louderback. Estava cheio, não somente dos formados e seus pais, mas da comunidade toda, pois era realmente um evento comunitário.

Fui bem recebido por muito gente ai, "vítimas", pais, e vizinhos, e hostilizado por ninguém. Não deu para entender os pronunciamentos - meu português não conseguiu vencer os sotaques locais e a acústica do ginásio. Mas já ouvi discurso de formatura de colégio.

O jovem que ficou de testemunha é uma historia interessantes. Ele escapou de ser "vitima" porque as irmãs dele tinha também recebido os benzesses da ONG New Faces de Fritz Louderback, como bicicletas. Quando a mãe dele prestou depoimento em Porto Alegre, saiu do Palácio da Polícia pela porta de trás, porque a polícia não queria que a imprensa falasse com ela. É que na mentira da polícia e da corja da Colina, quem Fritz beneficiou "foi sempre meninos". Em qualquer linchamento, é bom sempre apresentar os acusados com "outro", e tachar os acusados de homossexuais foi uma maneira.

Gosto por matemática

Passei no Colégio Fleck de novo este setembro, e conversei com um grupo de alunos aguardando seus ônibus. Apesar da toda a ba-fa-fá do caso Colina do Sol, não tinham nenhuma hesitação em falar com um gringo mais velho, muitos querendo ensaiar um pouco do seu inglês.

O colégio tem um total de 8 salas, e funciona em dois turnos. Há nove professoras e um professor. Uma aluna da 8a série e outra da 5a disseram que tinha 30 alunos nas suas salas; outros alunos deram números de 22, 23, 26 e 27, todos tamanhos aceitáveis pelos padrões americanos.

Me surpreendi que vários dos alunos apontaram matemática como seu assunto predileto, uma dizendo "adora matemática" e destacando a professora Rosalia. Outra falou muito bem do professor, "senhor Chris". Vários dos meninos escolherem educação física com sua matéria preferida.

Uns dos alunos de Fleck tinham estudado antes na Dona Leopoldina. Outros disserem que vinham da escola de Morro Pelado, que é "muito bom" mas como Leopoldina, só vai até a quarta série.

Conforme a diretora, Marília, o limite de tamanho de turmas é de 35 alunos, mas "Aqui no interior é diferente, e a turma maior atualmente é de 30." Notou sobre a matemática que "muitos reclamam da disciplina."

Perfil dos alunos

Marília diz que o colégio varia de ano em ano, mas que mais meninos do que meninas estudam. "Todos que estão na idade escolar, cujos pais entendem a necessidade." Atualmente é 325 alunos entre os dois turnos, o da manha sendo maior.

Sobre o desafio de dirigir o Colégio, ela disse que "Até sendo no interior é mais fácil trabalhar. Há um entusiasmo maior." A diretora é da região, e vários dos jovens com que falei durante meu trabalho são parentes dela.

Transporte escolar

As crianças das redondezas antigamente iam a pé ou de bicicleta, algumas andando vários quilômetros, mas agora a prefeitura leva de perua, ou "Topic" na linguagem local. A diretora da escola diz que oito anos já há transporte escolar.

Numa certa época uma perua parava na porta da Colina do Sol para levar as crianças naturistas para as aulas, mas isso foi antes da corja afastar quase todo mundo do lugar.

Indo além da oitava série

Conforme as crianças, a maioria para na oitava série. Os jovens de Morro da Pedra que continuam seus estudos depois da 8a série vão para Taquara, Parobé, ou Sapiranga, 15 quilômetros distante.

A melhor escola pública de Taquara é CIMOL. Antes da chegada de Fritz na Colina, nenhuma criança de Morro da Pedra conseguiu entrar no CIMOL. Cristiano Fedrigo entrou; Cleiton vai se formar este ano; e outros dois que se formaram no Fleck ano passado entraram. Há e haverá outros, que conseguiram quebrar o ciclo de pobreza.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Festa com crianças

No caso Colina do Sol, a polícia diz (e a imprensa fez coro) de que os acusados estavam fazendo "festas com crianças". Bem, faziam mesmo, e fizerem mais um este sábado. Com crianças, sim, e com pais, avós, vizinhos, e amigos.

Contei mais de 70 pessoas, na festa da Barbara Anner e Marino José de Oliveira incluindo um boa leva tanta dos acusados quanto das "vítimas" do caso Colina no Sol.

No foto ao lado, Douglas ("vítima"), seu irmão Japa, André (acusado), Cleiton ("vítima"), e Jairinho, que ajudou construir a primeira casa da Colina, e está entre os muitos banidos.

Enquanto isso na Colina

Fritz Louderback, chegando da Colina numa linda sábado de sol, me contou que tinha seis pessoas lá dentro e isso incluindo o rapaz na porteira. Todos residentes, nenhuma visita. E a noite, na grande Festa de Lingüiça, choveu.

Mas na festa de Marino e Barbara tinha um funcionário de longa data da Colina, e um grande número de pessoas que foram banidas da Colina - mas que estavam se divertindo muito, no mundo real, fora daquele portão absurdo.

Ao lado, o embrulho do churrasco de Marino, pesado por arroba. Na Festa da Lingüiça, a Colina poderia ter comprado por grama.

Churrasco no quintal

As festas no Marino acontecem no quintal, abaixo das árvores, ao lado do campinho de futebol, com uma vista maravilhosos para Morro da Pedra e os morros verdes da Serra Gaucha. Taquara e Paraobé. A primeira etapa é limpar as mesas que ficam guardados ao relento: a lista de compras de Douglas incluiu lixa 24 para esta tarefa. Fios são puxados da casa para o som, bancas compridas montadas, as cadeiras da sala trazidos para os músicos.

Ao lado, a serentada de aniversário para Marino, no centro de camisa branco. Ao seu lado, André Herdy, e de costas para nós, Fritz e Barbara.

Bolo na sala

As paredes da casa de Marino são construídos da pedra grés nativa de Morro da Pedra com a divisórios internas de madeira, que chamamos nos EUA de "knotty pine".

A sala é ampla, e serviu como a primeira escola do que chegaria a ser o projeto New Faces.

Depois do almoço, os músicos mudaram para dentro da sala, e as pessoas começaram dançar - Barbara dançou com muitos. Depois, uma mesa também foi para dentro, e era hora de bolo ou dos bolos, sendo dois aniversariantes. No foto, atrás da Barbara é Neusa, esposa de Marino, e al lado de Marino, um dos seus filhos.

Assistindo o corte do bolo - e em posição estratégico para ganhar uma fatia - são Douglas, seu pai Fritz Louderback, e Cristiano Fedrigo. Cristiano Fedrigo foi recentemente banido da Colina, onde ele mora com a familia de Fritz. Evidentemente, a Colina tem uma comitiva que vota que pessoas podem ser tirados dos seus lares, e incrivelmente, um juiz em Taquara não vê nada demais nisso. Douglas parece ser o próximo na mira da comissão de exclusão da Colina.

Mais um exilado

Márcio Monsani já visitou a Colina do Sol várias vezes no passado e é um amigo de Douglas de longa data. Estava em Praia do Pinho quando Douglas chegou lá com a ex-Sra. Zumbi, e Marcio e sua esposa, amigos da enamorada de Dougals e vizinhos da sua familia, conheceram e gostaram de Douglas.

(Márcio confirma que Douglas aos 16 anos trabalhou pelado sua primeira semana no quiosque da Kibom, antes que Niltinho sugeriu que não seria de bom tom servir freguês sem calça.)

Em março Márcio estava em Morro da Pedra, e participou da festa de aniversário de Douglas. Na fim de semana seguinte, estava lá de novo, e Douglas o convidou a pousar na casa de Fritz.

Na portaria, Márcio conta, houve confusão. Disserem que Fritz tinha seus diretos de sócio cassado, que Márcio não poderia entrar.

"Disse que como era condomínio tinha direto de ir e vir como convidado de residente. Douglas ameaçou chamar a polícia. No meio tempo, o segurança ligou para seu chefe, Mello, e por medo de escândalo, me deixaram entrar. Fomos para casa e jantamos."

"Tuca chegou as 11:00, acelerando seu carro. Não lembrou se ele deu tiro."

"Ele parou para ameaçar, para coagir a gente."

"Ai ele foi embora, e dormimos."

"Estavam me aguardando na portaria, disseram que eu não era uma pessoa bem-vinda. Pegaram uma cópia do meu documento. Fizerem um ato ou ocorrência que eu tinha 'entrado a força'."

Bem, ai temos a história de mais um banido. Gostou do lugar, sua esposa falou que ela já sonhou em trabalhar na Colina do Sol. Pessoas do tipo que trazia vida para o lugar, e deixava lá um pouco do seu dinheiro.

Que não vem mais.

Baixinhos e cavalhos

Houve muitas crianças na festa, mas revendo minhas fotos, cliquei poucos, e aquelas fotos não saírem boas. Concentrei mais nos conhecidos. Porém, um "baixinho", Douglas, me mostrou seu novo cavalho, Trovão. Somente R$350, por não ser domado ainda. Douglas assegura que Marino vai cuidar disso. De qualquer forma, cair de Trovão não vai doer tanto, pois que nem Douglas, Trovão não chega muito acima do chão.

A verdade, no luz do dia

As acusações contra os Quatro da Colina nunca foram ptinham plausibilidade, nem consistência, nem evidências. Que os acusados promoveram "festas com crianças" ..., bem, promoverem mais uma sábado, no estilo de sempre. E das boas, e todos, de todas as idades, se divertiram.

No luz da dia, a verdade dava para ver.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Aniversário

O estábulo é visível da estrada

Festa no Morro da Pedra

Sábado acontecerá a festa de aniversário de Barbara Anner, e também de Marino. Será celebrada na casa de Marino, que fica na estrada que leva para Colina do Sol, no lado direto da estrada.

Barbara está fazendo 59 anos, de novo.

A festa conjunta já é tradicional, e reune muitos dos vizinhos do Morro da Pedra, incluindo os que foram sorteados como "vítmas" e "acusados" no caso Colina do Sol.

Vista do quintal de MarinoDo quintal de Marino, o mundo é lindo

A previsão do tempo para sábado é de sol com poucos nuvens. Almoço é as 14:00, e será churrasco, como sempre, com carne do próprio sítio, onde os animais estão criados com cuidado, e com amor - pergunte para Jefferson.

Já fui para umas destas festas no Marino, mas nunca uma das "grandes". A ambiente é familiar: são estas as "festas com crianças" dos qual a polícia falou no caso Colina do Sol. Com criança, sim, e com pais, avôs, primos, vizinhos, e amigos.

Presente dos EUA

No dia mesmo do seu aniversário, Barbara recebeu um presente dos EUA, um livro do Bill O'Reilly, um jornalista de televisão de lá, que ela assiste pelo TV satélite. O livro vem personalizado. Primeiro, é edição "tipografia grande". Segundo, vem com um dedicatório do próprio O'Reilly:

Da mesa de Bill O´Reilly

Feliz Aniversário Bisavó Barbara,

Seu amor da vida inteira para sua família e País, com sua luta contra discriminação, pobreza e injustiça faz de você uma PATRIOTA! O povo de Morro da Pedra te ama! Não deixa ninguém te dizer que você é uma acefálica!

Com amor e respeito,

(assinado) Bill O'Reilly

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"Foi sempre meninos": foi sempre mentira

O time de futebol na casa de Fritz, na Colina do Sol

A verdade pode ser procurada, encontrada, e proclamada.

É falso a idéia de que "sempre tem dois lados", de que "as versões são igualmente válidos", de que "fulano não mentiu, porque ele acreditou”.

Estamos aqui a procura da verdade, uma busca que sempre exigiu mais do que luz ordinário. Temos encontrado muitas verdades, e provas indiscutíveis destas verdades. E aqui as proclamo, em alto e bom som, assinando embaixo.

Os lados no caso Colina do Sol

Para quem encontra desavisada o caso Colina do Sol, pode parecer que não passa de uma briga de condomínio: aqueles rixas corriqueiros de pessoas que compartilham os espaços e despesas comuns de um lugar.

Não é uma briga comum. Há dois mortos: Dana Wayne Harbour, assassinado dentro da sua casa dentro da Colina, e o patrimônio em que ele investiu um quarto de um milhão, agora nas mãos de quem não gastou um centavo sequer. E Nedy da Fátima Pinheiro Fedrigo, que morreu do estresse causado pela campanha de perseguição do Conselho da Colina. Quatro pessoas inocentes ficaram 13 meses presos por um crime que nunca aconteceu. Uma bomba incendiária foi plantado no chaminé da casa de Barbara Anner, dentro da Colina do Sol, quando ela estava num audiência no Forum.

Não é uma rixa em que os dois lados tem razão, e é só preciso calma e negociação e cada lado ceder um pouco. Há nesta briga bandidos e mocinhos, e há um conflito de princípios maiores, com implicações para naturismo e, sim, para Brasil.

Acusados, vitimas e acusadores.

Em 11 de dezembro de 2007, quatro pessoas que moravam ou já moravam na Colina do Sol - Fritz Louderback, Barbara Anner, André Herdy e Cleci Ieggli da Silva - foram presos com vasta publicidade, acusadas de crimes de pedofilia.

A polícia alegava muito, prometeu muitas provas, e entregou até hoje prova nenhuma - ainda que conseguirem segurar, uns para nove ou dez meses, os relatórios de peritos que comprovam a falsidade das acusações, e a inexistência dos crimes.

Normalmente num caso destes, os acusadores e as vítimas são as mesmas: crianças de tenra idade que depois de muitos ensaios com "especialistas em abuso sexual" fazem alegações fantásticos.

Neste caso, as "vítimas" negam qualquer abuso, e sempre negaram. A não ser um coagido num delegacia durante sete horas, e um moleque que mente (este merece um postagem todo seu; aguardem).

Quem acusou, então? Quem foi que diz que houve abuso sexual de menores?

Uma corja indo atrás de um corno

A finada Nedy descreveu os acusadores como "uma corja indo atrás de um corno." Seis pessoas da Colina do Sol fizeram as acusações. Fizeram na polícia, mas na Justiça dizerem que bem, não era nada que testemunharam, mas algo que "estava no ar".

Aqui são eles:

  • Zumbi de Figueiredo Stefens é o único dos acusadores que disse na polícia “eu vi” em vez de “eu ouvi falar”. Relatou que flagrou Fritz com o filho adotivo Douglas e um amigo deste numa cena de sexo, que os três negam ter havido, e na Justiça Zumbi voltou por traz. Meses antes da acusação, sua esposa tinha-se mudado para Santa Catarina com o mesmo Douglas, com quem já mantinha relacionamento amoroso.
    Já se mudou da Colina antes mesmo das acusações.
  • João Ubiritan dos Santos (Tuca) é o dono do Camping da Colina. Já tratamos aqui da sua ficha criminal e até abrimos espaço para ela dar seu lado.
    Tuca deu a Fritz cheques pré-datados como pagamento por um empréstimo. Depois que ele se voltou contra Fritz, este tentou descontar os cheques vencidos, mas estavam sem fundo. Em vez de entrar em juízo, Fritz doou os cheques a uma agência de caridade em Taquara, que tomou as medidas cabíveis e conseguiu receber o dinheiro em 16 de abril de 2007.
  • Etacir Manske (Eta) é o último presidente de Clube Naturista Colina do Sol.
    Eta recebeu um Monza no valor de R$7.500 do Fritz em troca de trabalho junto às crianças de Morro da Pedra.
    Parou de administrar as aulas, e parou também de pagar um emprestimo para Fritz, assim que Fritz foi preso. Fritz está processando Eta para receber o empréstimo.
  • Arcelino Raul de Oliveira (Raul) e Elisabeth Borges de Oliveira (Bete) São concessionários comerciais da Colina do Sol, o que quer dizer que ganham a vida prestando serviços lá. Bete opera o mercadinho, com a ajuda de seu marido Raul.
    Devem dinheiro para Fritz, um empréstimo para qual deram em garantia sua casa e seu carro. Pararam de pagar assim que Fritz foi preso, e ele está cobrando deles na Justiça.
  • João Olavo Paz Rosés é vice-presidente do atual e derradeira Conselho Deliberativo da Colina do Sol. Mudou-se para lá com sua esposa Astrid em 2006; antes, apesar de sócios, estiveram ausentes durante anos (até fins de 2004) em virtude de desavenças com os fundadores. De acordo com as notas de André Herdy, “ele queria o poder de resolver sozinho” sobre assuntos que deviam estar sujeitos às normas da Federação Brasileira de Naturismo, tais como a discriminação contra as crianças de Morro da Pedra.

Seis acusadores, cinco com motivos claros. E todas as vítimas negando abuso.

Mas pode ser que agiram de boa fé? Que estavam preocupados com as crianças de Morro da Pedra, e é mera coincidência que as denúncias satisfizerem o desejo de vingança, e facilitaram o calote? Vamos examinar uma tema recorrente dos acusadores.

Foi sempre meninos?

Uma tema recorrente das denúncias foi de que "foi sempre meninos" o objeto da ONG New Faces. Fritz franqueava "sempre meninos" para entrar na Colina do Sol, o time de futebol "era só meninos", e as bicicletas de New Faces iam somente para meninos.

Eu veio para Taquara em março de 2008, depois de ler o que estava publicamente disponível sobre o caso, e achar que a coisa cheirava muito mal. Esta acusação de "sempre meninos" era algo que permitiu uma resposta objectiva.

Só que a acusação diz "sempre meninos", e a defesa diz que não, que meninas também assistiram as aulas e ganharam as bicicletas de New Faces. A polícia e a promotoria participaram do coro de acusação. Como saber? "Dar os dois lados?", a acusação como fato, a defesa como "alegação"?

A verdade existe.

Bem, eu entrevista o Secretário de Desportes do municipio de Taquara, perguntei sobre times de futebol, e ele ou seu assistente me diz que "tinha ocasião onde tinha time de futebol de salão feminina" em Morro da Pedra. Fui para o Barracão em Morro da Pedra, sem comunicar antes com os apoiadores do Fritz, para evitar ser recebido de uma maneira ensaiada. O presidente do conselho comunitário da igreja católica me afirmou que Barbara patrocinou uma time de futebol feminino. Me deu um jogo dos "vale-lanches" que era como Fritz pagava as lanches dos jogadores, e uns tinham nomes femininos.

Mais tarde, recebi da Nedy um CD como fotos das crianças e da Colina, tirados por um "colineiro" alemão que voltou para o frio do seu pais natal quando não agüentou mais a corja da Colina. Mostra a festa de bicicletas em 2006, com muitas meninas presentes (faz parte da imagem na cabeceira do blog).

Recebi ontem o folha de fotos acima. Foi tirado pelo finado tio do Fritz, Barney Louderback, impresso e assinado. Mostra três meninas recebendo bicicletas, duas sendo filhas de um funcionário da Colina, o mesmo que salvou a casa da bomba plantando por algém dentro da Colina. O menino no canto inferior é Oziel Moreira, sobre quem escrevemos semana passada. O interior da casa de Fritz é bastante reconhecível depois do que a polícia permitiu que a mídia nacional e internacional a filmasse. A placa do camionete do Fritz consta no inquérito; a Promotora a citou quando pediu que meu telefone fosse grampeado.

A folha de fotos é verdadeira, e montar algo assim posteriormente é impossível: Barney não está mais conosco para assinar fotos, e as crianças cresceram todas.

Não foi sempre meninos, não. Encontrei as provas, e aqui as proclamo.

Umas palavras sobre difamação.

Já esclarecemos aqui a diferença entre calunia, injúria, e difamação.(Já citei o link hoje.) Porém dizer que "fulano deve dinheiro" não seria calunia, onde a verdade é defesa, mas difamação, pois dever dinheiro não é crime.

Seria difamação. É preciso também pesar a interesse pública. O caso Colina do Sol é de interesse pública indiscutível: quatro pessoas inocentes ficaram presos 13 meses, o processo em seus 4500 páginas já custou mais ao contribuinte do que o caso Detran, a cobertura jornalistica foi maciço.

As vítimas, e as examinações físicas das "vítimas", e as examinações das computadores, vídeos, fotos, e máquinas fotográficas, todos apontam que não houve crime.

Sendo que a única evidência do crime se encontra nas palavras dos acusadores, somente nas suas motivações podemos encontrar a explicação do caso. Que várias devem para os acusadores, conseguiram que fossem presos, a aí pararam de pagar, é de interesse.

Bandidos e mocinhos

Alguém está contando a verdade, e alguém está mentindo. Peguei um fato em que eu estava ouvindo coisas conflitantes, e busquei a verdade com fontes isentas e idôneos.

Descobri que as acusadores, que são quem mande na Colina do Sol, estavam mentindo sobre isso. Presumi que mentiram sobre outras coisas, também. Quando contaram uma coisa na polícia e outra na Justiça, tinha mais prova ainda que mentem.

Quem está contando a verdade? Aqui, ofereço provas, cito fatos, aponta para referências. E assino embaixo.

Eles ainda sussurram, apontam, insinuam. Não dou ouvidos, já sei o valor das palavras da corja.

Neste história, sim, há quem está falando a verdade, e quem está mentindo. Há bandido e há mocinhos.

Tentamos aqui oferecer informações, e provas, para que qualquer um pode ver a verdade.

Mas para os que querem uma resposta pronta, vou oferecer um para eles, porque também são meus leitores. A regra é a mesma do que nos velhos filmes de faroeste: o mocinho é sempre aquele que está de chapéu branco.

sábado, 5 de setembro de 2009

Tribunais de exceção

As tribunais de exceção são uma técnica antiga. Espanha tinha a Santa Inquisição, Inglaterra o Star Chamber, os EUA sua Comissão de Atividades Não-Americanas, a União Soviética suas Tribunais Populares. Brasil favorece o nome CPI.

O filósofo brasileiro Paulo Ghiraldelli Jr escreveu ontem comparando a perseguição de comunistas ao "... 'caça às bruxas' em relação à pedofilia no Brasil".

Vou desviar um pouco do foco de hoje para compartilhar as suposições de Ghiraldelli sobre quem faz estes denúncias:

Por que há pessoas fazendo tanto barulho em relação à pedofilia? Teriam sido elas vítimas? Ou elas são pessoas sem causa e, enfim, por considerarem o sexo algo sujo, imaginam que todo mundo que se aproxima de uma criança – inclusive um pai – é um maníaco sexual? Por que estamos dando tanta voz para essa gente que não consegue ter orgasmo, que é visivelmente mal amada?

Em julho senador Magno Malta lembrou de mim e me convocou - de novo - mas esqueceu de me informar disso. Só descobri anteontem.

Convocou também o promotor Dr. Antônio Bandeira, que faz jus ao nome de Promotor de Justiça, e o presidente da Câmera de Vereadores de Catanduva, Dr. Marcos Crippa, ex-delegado de polícia. Tinha a honra de conhecer os dois quanto visitei aquele cidade do interior paulista.

Temos hoje duas cartas, de tribunais de exceção, do Capital Federal e de um dos grotões do país; de um tribunal com poderes de polícia e Justiça, e um cujo poder é de fechar o portão de terrenos que já não são dele. A CPI está para expirar em 23 de setembro - e a CNCS, para expirar antes.

Antes de ler as cartas, vale ler a conclusão do professor Ghiraldelli

Preciso falar claro, avisar todos claramente do que está ocorrendo. Pois não quero ver pais amorosos sendo punidos, em meu país, por amarem seus filhos. Quem iria imaginar que, um dia, no Brasil, iríamos para a cadeia por beijar filhos? Nenhum de nós pode agüentar isso. Não podemos deixar o Brasil do ódio vencer o Brasil do amor.

Em Brasília ...

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA:...O que me deixa muito irritado, me deixa muito magoado é que o mesmo Promotor que demorou dez dias para entender o diretor que fez a primeira denúncia, atende imediatamente um americano, que eu não sei o que ele veio fazer no Brasil para falar de pedofilia, para aparecer na mídia.

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Como é o nome dele?

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA: É Richard.

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Ele é um falso jornalista. O Brasil está me vendo aqui, é falso jornalista. Eu já o vi bisbilhotando em Porto Alegre, estava bisbilhotando agora em Manaus.

Faça uma convocação do Sr. Richard, porque eu vou querer a documentação dele aqui, eu quero a documentação dele, que ele é um falso jornalista. Aliás, agora pode ser jornalista, porque eu também sou, não tem diploma mais. Quem sabe agora ele se legalizou.

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA :Aqui está uma matéria dele com o Presidente da Câmara Municipal de Catanduva. Sabe. O que eu senti... Eles estão tentando transformar o caso de Catanduva simplesmente na escola de base, é essa a intenção deles. Eu trouxe uma matéria que saiu na...

Foto: José Cruz/ABrFoto: José Cruz/ABr

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Só um minutinho, me dá um minutinho. Faça um requerimento para mim para a Embaixada Americana e a Interpol a respeito desse Sr. Richard aqui. Esse é um bisbilhoteiro falso. E o convoca para a primeira semana. Eu o quero junto com o Presidente da Câmara.

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA : Nesta revista É Noticia de Catanduva eles utilizam o nosso título quando nós fizemos a denúncia, falam de todos os assuntos. Não se preocupam com as crianças nessa matéria. E o que é que acontece nisso tudo aqui?

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Botou a nossa foto aqui, João. Beleza.

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA : Fala sobre a CPI. E aí ele joga a matéria da Escola de Base junto para tentar desqualificar o caso de Catanduva. Eu, simplesmente, fiquei abismado com isso. E para completar, o vice-prefeito que é o dono da revista me faz uma bela de uma poesia sobre Catanduva: “E onde estão as crianças, onde as dores das crianças? Em lugar nenhum”. É o que eu tenho em mãos. Nada

Tem outra revista que a mídia também que é de Catanduva que fala sobre a questão da pedofilia, não se preocupa com as crianças, só se preocupa se Catanduva, o nome de Catanduva foi ou não ameaçado. Aqui o prefeito dizendo que não, não sei o que. Quer dizer, o que nós temos em Catanduva é uma vaidade, é uma falta de respeito com as nossas crianças, porque tudo está sendo trabalhado para quê? Para que o nome de Catanduva seja preservado e não os direitos das crianças que estão contidos no seu estatuto. Isso me dói, isso me dói muito.

Eu fui depor, eu simplesmente fui escorraçado pelo promotor da Primeira Vara da Criança e do Adolescente. Ele berrava comigo, também...

[...]

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Geraldo, eu vou oficiar. Requeiro nos termos regimentais do Senado Federal, seja convocado processo de crime na CPI o Sr. Pedicini. Eu, o Senador Sérgio Zambiasi, Papaléo Paes, Romeu Tuma, Geraldo Mesquita e Magno Malta. Eu aprovo este requerimento. Como aprovam, permaneçam como estão. Está aprovado.

Então, eu também ofício a Embaixada Americana e a Interpol a respeito desse jornalista de araque aqui.

http://webthes.senado.gov.br/sil/Comissoes/CPI/Comissoes/CPIPED/Atas/20090715RE049.rtf, fls 4-8.

... e no Morro da Pedra

Numa imitação infantil destes terrores grandes, a Colina do Sol tem seu "Conselho Disciplinar". Notamos aqui as recentes tentativas da Colina de infernalizar a vida de Fritz Louderback e sua família. Semana retrasada barraram o filho afetivo, Cristiano Fedrigo. Esta semana foi a vez do adotivo mesmo, Douglas Anner Louderback, com uma tentativa de ameaça que, de tal mal-feita, fica palhaçada.

Fritz está processado Etacir Manske, o presidente de CNCS, sobre as dívidas que Eta parou de pagar na mesma semana que Fritz foi preso - preso devido as denúncias de Eta e suas comparsas.

A carta da Colina, com data de 21 de agosto, fala de uma suposta reunião de 24 de abril, sobre um incidente apócrifa de 4 de abril. As datas em si já demonstram a transparência da decepção: deixaram o caso de molho por cinco meses, e levou duas semanas para entregar uma carta para alguém que passa diariamente pelo portão? É brincadeira.

Qualquer pessoa razoável entende a carta imediatamente para o que é: parte da campanha contra a família de Fritz. Difícil dizer que é para fazer um julgamento no estilo soviético, ou para reclamar que a palavra "CONFIDENCIAL" foi desrespeitada. Vamos ver.

Ora, bolas

O fatos do caso são simples. Douglas tinha pedido de volta as bolas e camisas do time de futebol do Barração, pois eram precisos para o projeto New Faces, que estava relançando as aulas de futebol.

Conforme Douglas relata, Eta recusou de forma chula ("Não vou dar bolas porra nenhuma."), e Douglas deixou o mercadinho. Fritz comprou nove bolas novas, mas no dia seguinte as camisas e bolas estavam na recepção, onde Cristiano pegou, assinando recibo. Eu já vi as camisas nas aulas no Barracão.

Na minha primeira viagem para Taquara em março de 2008, visitei o Barracão, sem comunicar minha intenção antes para ninguém, para poder falar com pessoas que não eram nem acusadores nem defensores, mas somente testemunhas dos fatos. Do meu relatório da visita:

Futebol sábado à tarde
Houve muita notícia também que Fritz patrocinava aulas de futebol para as crianças menores da região. O Barracão cobra R$15 por hora para cobrir o custo de luz. Fernando disse que não cobrava dos menores e que fornecia lanche graças à generosidade de Fritz. Disse ainda que Fritz deu um Monza para Etacir Manske da Colina (conhecido por Eta), pelo qual pagou R$7.500, como parte de um acordo pelo qual este treinaria as crianças. O trato era que Eta vinha de 2:00 às 6:00 da tarde aos sábados.

Eta deixou de dar as aulas paras quais tinha recebido, quando Fritz foi preso - da mesma maneira que deixou de pagar os empréstimos.

Quem dá as aulas agora é Douglas e seu irmão Paulo, conhecido com Japa.

Ref: CDs 014/2009 CONFIDENCIAL Colina do Sol, Taquara RS, 21 de agosto de 2009.

Senhor:

Na reunião conjunta dos Conselhos do CNCS de 24/04/2009 foi aprovado por unanimidade, a admissibilidade de encaminhamento ao Conselho Disciplina da denuncia de Etacir Manske contra V.S.

O Conselho Disciplinar abre, portanto, o respectivo processo informando que a denúncia decorre de fato ocorrido em 04/04/2009, às 10h45min, na frente do Mercado Nativo, no CNCS. Nessa oportunidade V.S. teria abordado, de forma ameaçadora, o colineiro Etacir Manske solicitando devolução de bolas de futebol de salão que o Sr. Frederic Calvin Louderback havia doado anteriormente, quando o Sr. Etacir dava aulas desse esporte para crianças do Morro da Pedra. Na seqüência, proferindo palavras de baixo calão teria ameaçado o Sr. Etacir Manske com expressões do tipo “Vou acabar contigo, seu idiota.” E “Vou te pegar fora daqui.”, o que foi considerado pelo mesmo uma efetiva ameaça de morte.

No sentido de propiciar a V.S. ampla defesa e estabelecimento do contraditório em relação ao fato acima referido, solicitamos sua manifestação por escrito sobre a tema em tela, no prazo máximo de quinze (15) dias a contar da recepção desta ofício.

CLUBE NATURISTA COLINA DO SOL
Conselho Disciplinar

Ao Senhor
DOUGLAS ANNER LOUDERBACK
Nesta

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Liberdades reconhecidas

Sexta-feira dia sete, uma nova Nota de Expediente foi publicado no caso Colina do Sol. A nota é um convite de contemplar a natureza e a importância de liberdade: da pessoa, de ir e vir, de informação, e da imprensa.

Nota de Expediente Nº 195/2009

195/2009 7/8/2009 2ª Vara da Comarca de Taquara
Nota de Expediente Nº 195/2009
070/2.07.0002473-8
À Defesa de Frederick para que indique o endereço e o órgão exatos para onde pretende sejam encaminhados os ofícios da petição das folhas 4.581/4.582. Vista as partes dos laudos juntados.

  1. Mantenho a decisão de folhas 4600/4601, quanto à restituição dos computadores, por seus próprios fundamentos.
  2. Sobre a possibilidade de os réus Frederick e Barbara prestarem serviço voluntário, deixo de me manifestar uma vez que desnecessário provimento jurisdicional para tanto.
  3. Defiro o pedido de devolução de passaporte de Barbara. Assim o faço, por dois motivos: primeiro, porque o mesmo foi entregue voluntariamente pela ré; segundo, porque a mesma teve o pedido de prisão preventiva revogado, não subsistindo qualquer condição para que permaneça em liberdade.
  4. Demonstrado o interesse jurídico, defiro o pedido do Grupo Editorial Sinos S/A.
  5. Cumpra-se o último despacho.
Intimem-se.
Taquara, -

A liberdade de ir e vir

Devolvendo seu passaporte, Dra. Ângela destacou que Barbara tem sua liberdade restaurada, "não subsistindo qualquer condição para que permaneça em liberdade."

Ela pode ficar, ou ir para São Paulo, ou ir para os EUA visitar seu médico, e conhecer seu neto mais novo. Ela precisa estar em Taquara quando a Justiça exige (ainda que isso foi dispensado quando a logística falha do Estado não providenciava a presença dela ou dos outros).

Mas estritamente falando, nem isso é preciso. Há um tratado de cooperação jurídica entre Brasil e os EUA que permitiria a Barbara responder de lá. O juiz federal de Sinop, MT, entendeu assim com os pilotos do Legacy. O advogado dos três pesquisadores americanos presos em Corumbá MS em junho se apoio nisso quando os três, passaportes em mãos, voltaram para casa.

"...desnecessário provimento jurisdicional para tanto"

Algo que todos nós sonhamos quando crianças, é que crescendo, poderíamos fazer o que queríamos, sem pedir permissão para ninguém. Ir a cama na hora que queríamos, comprar o brinquedo desejado ... Não é tão simples assim, descobrimos. Ganhamos obrigações na medida que ganhamos liberdades, ou até mais.

Mas ganhamos umas liberdades, sim. O direto de escolher quem vem para nossa casa, em que trabalhamos, quem empregamos se tivemos cacife para tal.

A liberdade específica que Fritz e Barbara ganham neste despacho é a de continuar como o trabalho da associação New Faces, interrompido pelas suas prisões.

Mas não foi que ela não diz nada? Ela não simplesmente diz desnecessário qualquer permissão sua?

Sim, leitor, sim. Mas você não vive na sombra do pequeno reino de terro do Clube Naturista Colina do Sol. A mãe de um suposto "vítima" precisou deixar seu trabalho de babá, ano passado, devida as ameaças da corja: foi informada que alguém contaria para o Fórum que ela estava trabalhando com crianças. Tuca, o "Diretor de Disciplina", já fez boletim de ocorrência falso dizendo que Fritz e Barbara estavam levando menores para sua casa.

Com sua afirmação de que é "desnecessário provimento jurisdicional", Dra. Ângela demoliu a imagem que a corja sempre tentou passar, de que a Justiça é seu fantoche. Ela acabou com o bicho-papão que o CNCS usava para assustar sócios, funcionários, e vizinhos.

...defiro o pedido do Grupo Editorial Sinos S/A.

Algum pedido não-identificável foi feito pela empresa responsável pelo Jornal NH e outros publicações da região, de padrão no máximo duvidoso.

Antes de mais nada, clarifico que a cobertura que o Jornal NH deu às prisões no caso Colina do Sol ultrapassava a sensacionalista para chegar claramente no criminal. Grande parte da imprensa brasileira parece ter como meta falar tão mal possível de qualquer acusado, sem cruzar a linha fatal. Isso exige boa técnica, e bons advogados.

Mas Jornal NH, julgado pela sua cobertura, pulou de cabeça. Em águas desconhecidos. E, como já descobriu, rasas.

O que seria o patamar de indenização por uma acusação falso destes, dado com destaque máxima e cuidado inexistente? Imagino que o Grupo Sinos já deveria ter feito esta pergunta, e encontrou a resposta no poeta John Donne: "Não perguntas por quem os sinos dobram, dobram por tí."

Só que não sabemos a natureza do pedido. Primeiro estranhei que veio não do jornal, mas do "S/A", e que a juíza citou o "interesse jurídico." Porém, o pedido deve ter sido feito por um advogado, que tanto pelo hábito quanto pelo papel timbrado, escreve em nome da S/A; e a juíza citando o "interesse jornalística" seria tão estranho quanto um editor citando "interesse jurídico". Cada macaco no seu galho.

O jornal quer ver algo que está no processo, visando um "retratação espontânea" que reduziria o valor do eventual indenização? Ou recebeu "informações" que examinou com o mesmo cuidado que as acusações iniciais - aparentemente nenhum - e quer as colocar no processo, visando uma condenação, aliviando seu bolso?

Não sabemos. Não sabemos, também o que seria "a petição das folhas 4.581/4.582." Todos as acusações sabemos pelos jornais, tudo que a polícia alega foi par a televisão antes de ir pro inquérito, mas quando é a vez da defesa falar, vem a mordaça.

Vista as partes dos laudos juntados

Aqui, encontramos de novo a dificuldade do "sigilo de Justiça." Que laudos são estes? E o que eles dizem?

O problema não é somente nosso, mas dos advogados também. Consegui o laudo do FBI fora do sigilo, traduzi e publiquei aqui com explicações e até ilustrações. Assim qualquer um pode entender o que aquilo disse: o FBI nada encontrou, não queria admitir, e resolveu encher linguiça. Até no inglês era difícil entender, imagine como está no processo com um tradução ao preço da tabela.

...quanto à restituição dos computadores

Aqui vemos de novo o problema da cerceamento da defesa, causado pelo "sigilo da Justiça".

Vamos aos fatos. Todos as vítimas, menos um, negam que houve qualquer crime. O único que diz que foi abusado, mente.

Como sei disso? Porque tenho de fontes confiáveis que ele disse que me viu na casa do Dr. André Herdy antes das prisões, e eu não tinha passado em Rio Grande do Sul desde antes que o moleque nasceu. Ele disse que nadou na piscina do Fritz, e na casa do Fritz não há piscina. Q.E.D., o moleque mente.

Um dos principais "evidências" contra Dr. André é uma foto desta moleque, com uma peruca lilas. A foto faz parte de uma série, em que o moleque coloca a peruca, Cleci coloca a peruca, André coloca a peruca e a irma da Cleci também coloca a peruca. Todas este fotos, digitais, estão no computador do Dr. André, com as devidas dados que mostram a data e a hora em que foram tirados. A serie de fotos serve como prova de exatamente o que aconteceu aquela tarde - todo mundo experimentou uma peruca ridícula.

A polícia já sabe que está lá, foi de lá que extraíram duas fotos. Sabe que vendo a série completa de fotos, a alegação policial de que estas fotos sugeriam atos indecentes, seria exposta para o que é, uma fraude. Com o computador, Dr. André poderia comprovar a verdade, sem o computador, fica a palavra de um moleque que mente, e que pode ser distorcido por policiais, assistentes sociais, e psicólogos.

Em tempo: a foto do moleque de peruca só existia no disco rígido do computador. A foto foi mostrado para mim no CPI (sem compromisso de sigilo) junto com um papel da polícia dizendo que esta e outras fotos foram encontradas num CD. Que é cabalmente falso.

Calunia, lembrem, é uma acusação falsa de um crime, e a acusação que faço é verdadeira, e comprovável. O que eu escrevo não é crime, o que a polícia escreveu, é.

Uns passos para frente, mas ainda o sigilo

Permanece, ainda o "sigilo da Justiça". Enquanto ele permanece, a farsa continua em pé. Na hora que o sigilo cai, o caso desmorona também, para o alivio tanto dos acusados quando do erário público, que está bancando a despesa absurdo desta caça às bruxas.