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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Infância nas pedreiras

Douglas Anner Louderback é uma figura emblemática do contraste entre Morro da Pedra e Colina do Sol. Pulou grande parte da infância, começando trabalhar nas pedreiras aos nove anos. Baixinho, miudinho, e aparentmente tímido, ele é bem a vontade em áreas de nudismo, e pelo todas os relatos que colhi, uma dádiva para as mulheres de qualquer idade.

Vamos aprender mais sobre ele e a infância no Morro da Pedra. No futuro próxima, falaremos de amor adolescente no campo de nudismo.

Pivo das falsas acusações

Douglas é o pivô do caso Colina do Sol.

O acusador original, Zumbi, levou acusações de pedofilia para a polícia um dia depois do que a Sra. Zumbi se mudou de mala e cuia para Santa Catarina com Douglas, com quem ela manteve relação amorosa o desde os quinze anos dele.

E ela era bem longe de ser a primeira, ou a única.

A corja da Colina reclamou do rapidez com que Fritz e Barbara adotou Douglas. Tendo um filho brasileiro evitava que eles fossem deportados. Tinham um herdeiro para sua casa, que assim não poderia ser facilmente despropriada pelo Conselho da Colina. E um herdeiro que poderia cobrar as quantias que vários membros destes conselho deviam para Fritz.

A chegado de Douglas na comunidade naturista criou um dor de cabeça tanto para Zumbi quanto para o Conselho da Colina do Sol.

Filho de Morro da Pedra

Cicatrizes do Douglas

Visitei Douglas em Biguaçu, SC, no domingo de 21 de dezembro de 2008. Estava muito quente e ele estava somente de calçaõ, e perguntei sobre seus cicatrizes. Logo peguei meu caderno e pediu para ele repetir, pois pareciam uma boa resumo de infância em Morro da Pedra.

Joelho, 5 pontos :
"Quando eu era bem moleque, eu subi no pé de arvore, usando cerca de arame farpado como escada. O galho quebrou, e cai na cerca. Arrancou um naco de carne."
Cicatriz fina, branca, cruzando mamilo direto:
"Foi um prego, quando cai de um árvore. Eu fazia escadinha para subir, pregando madeiras no tronco, e um pau quebrou."
Cicatriz pequena, perto no umbigo:
"Eu estava brincando com fogo, ascendo uma peça de plástico, e uma gota de plástico me pegou bem ai."
Mão esquerda:
"Foi um corte de facão, descascando cano de açúcar para chupar."
Mão esquerda, dedo de meio torto:
"Cortei trabalhando, quando tinha uns dez anos. Estava jogado pedra no caminhão, a pedra lascou, e me cortou. Levaria cirurgia para desentortar."
Canela esquerda, uns 10 cm abaixo do joelho:
"Levei uma chifrada de boi no Circo Vargas. Estava com muito medo, lá."
Joelho esquerdo:
"Queimei no moto semana passada."
Canela direta:
"Aqui foi o moto também faz uns dois anos."
Ponto roxo na unha do dedão esquerda:
"Foi uma martelada no serviço."
Costas, lado inferior de baixo, uns 10 cm de comprimento, 1 cm largura:
"Eu subi num árvore para roubar goiaba, e o galho quebrou. Cai na cerca de arame farpado."
Não visível:
"Quebrei o cóccix, quando cai de cima de um árvore bem alto, de costas."
Na nádega esquerda:
"Tenho marcas de uma mordida de cachorro, quando tinha uns sete anos. Eu era bem pião. For o cachorro da merendeira. O corrente quebrou, e o filho da mulher não conseguiu segurar o cachorro pelo corrente. Tomei injeção contra raiva."

Douglas nasceu de mãe solteira, que não tinha condições de criar-lo, e ele foi dado para tios.

O tio de Douglas trabalhava nas pedreiras de Morro da Pedra, um serviço que paga melhor do que as fábricas da região. Porém a poeira constante prejudica as pulmões, e é bastante comum que homens da região chegam ao meia-idade com dores constantes no peito. O único remédio alcançável para remediar o dor é pinga. Quem tem efeitos colaterais.

Na pedreira as nove anos

Douglas começou trabalhar nas pedreiras as nove anos, quando estava na 3ª serie, pois “tinha que ajudar em casa”. Seu irmão também começou cedo. Ele disse que, “Agora não tem mais de 9 anos trabalhando mas tem 10, 11, 12 - sempre tem. 13 anos é mais comum.” “Ninguém pede documentos – só perguntam se saber fazer.”

As crianças, ele disse, foram bem tratado pelos trabalhadores mais velhos. Tinha tiração de sarro, mas é toda familia. Um tio dele trabalhava na mesma pedreira, e tinha um primo de 13anos e outro de 10, também.

Sobre o Conselheiro Tutelar, disse que nunca viu lá, que “Nunca vieram incomodar”. E a escola também, “não incomoda, sabe que tem que ajudar em casa.”

Um adulto consegue tirar mais na pedreira do que o salário mínimo que uma fábrica paga. As crianças ganham menos. Na época que Douglas diz que quando ele começou era “cinco pilha por semana”, mas hoje em dia é R$15 uma tarde ou manha por uma criança. Ele tirava caco, carregava caminhão, e carregavam pedras menores. O turno dele era das 13:00 até as 18:00.

Até pedras menores são pesadas para uma criança em desenvolvimento, e dá problemas na coluna. Douglas foi avisado de que se ele voltasse a trabalhar assim, pode ficar paralítico. Mas diz que sua estatura nada tem a ver com o trabalho precoce, que era “sempre mais miudinho”.

Estudo interrompido

Douglas sempre começou o ano estudando meio período, e trabalhando meio período. Ele diz que as vezes não queria ir mais, proque era muito puxado trabalhar na pedreira e estudar no colégio. Então tinha que parar colégio, ele disse. Sempre ia mais ou menos metade do ano escolar, e parava. Ele estava atrasado na escola, mas conforme o irmão dele, ““Estava progredindo lá, apareceu resultados. Numa época, ia para colégio de manhã, e Fritz levava para Taquara para reforço. Estava progredindo. Mas passa por coisas normal de adolescente. Sempre sai atrás de mulheres. É namoradeiro”.

Depois do que ele foi adotado, e disse que “passei ano – eu gostei.” As matérias prediletias dele são educação física, artístico, e história. Ele estava fazendo supletivo de 6ª, 7ª, 8ª serie, juntos, antes das prisões. “Fritz e Bárbara ficarem pegando no pé” para estudar, ele diz. Tão cedo que consegue sua carteira de motorista, votará de novo ao supletivo.

Problemas de disciplina

Seja por falta de estrutura em casa, seja por temperamento, seja por adolescência, Douglas ganhou fama de difícil. Para da um exemplo, um centro da vida comunitário é o Barracão de Morro da Pedra, que serve tanto para grandes festas da igreja, quanto para futebol e outros jogos. Foi reformado graças a dinheiro que Fritz conseguiu dos Estados Unidos.

Porém, em 2007 Douglas pegou um suspensão de três anos do Barracão, por causa de uma briga. Ouvi que ele cuspiu num outro jogador; Douglas contou que o time dele estava brigando, e os outros começaram a briga.

De qualquer forma, vale notar que no Morro da Pedra a influência de dinheiro não é tão forte que não se expulsa o filho do homem que trouxe a grana.

Um efeito das prisões e problemas é que Douglas amadureceu muito. Agora ele e o irmão que dão as aulas de futebol, sábado a tarde, para as crianças de Morro da Pedra.

Cristiano, Fritz, Barbara, Douglas

Conhecendo Fritz e Barbara

Foi via Cristiano Fedrigo que Douglas conheceu Fritz. Um dia Cristiano encontrou Douglas dormindo na área da casa do padrinho. Cristiano ficou com pena e pediu para Fritz ajudar Douglas.

Douglas ficou um tempo morando no caso de Fritz e Barbara, e resolveram adotar-lo. Fritz tem outros filhos nos Estados Unidos, uns de sangue, outros adotados. Foram os três para os Estados Unidos em agosto de 2007, para que Douglas poderia conhecer seus 28 parentes novos.

Ele comunica com Fritz e Bárbara numa combinação de inglês e português. Ele diz não sentir dificuldade para comunicar, e enquanto fala pouco inglês, parece que entende quase tudo que passa.

Na Colina do Sol

Na casa de Fritz e Barbara, Douglas ganhou um dos dois quartos de hóspedes. Parece um quarto de adolescente típica, dominado por uma grande bandeira quase do Brasil, com o círculo azul trocado por um logotipo de Grêmio. Há uma Bíblia ao lado da cama.

Roberto Fedrigo e Douglas no resort naturista Mirante do Paraíso

Nudismo com naturalidade

Nedy, que cuidava da casa, conta que Douglas costuma fica nu o tempo toda, pelo menos no verão. Quando ele foi para Santa Catarina com a então Sra. Zumbi, acampou na Praia do Pinho e começou trabalhar aos 16 anos no quiosque de Kibon da praia, completamente pelado. Depois de uma semana começou usar short e camisa com logotipo da praia, ao sugestão do dono, que conheceu que não todos que freqüentam praia de nudismo conseguem levar a naturismo com tanto naturalidade.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"Foi sempre meninos": foi sempre mentira

O time de futebol na casa de Fritz, na Colina do Sol

A verdade pode ser procurada, encontrada, e proclamada.

É falso a idéia de que "sempre tem dois lados", de que "as versões são igualmente válidos", de que "fulano não mentiu, porque ele acreditou”.

Estamos aqui a procura da verdade, uma busca que sempre exigiu mais do que luz ordinário. Temos encontrado muitas verdades, e provas indiscutíveis destas verdades. E aqui as proclamo, em alto e bom som, assinando embaixo.

Os lados no caso Colina do Sol

Para quem encontra desavisada o caso Colina do Sol, pode parecer que não passa de uma briga de condomínio: aqueles rixas corriqueiros de pessoas que compartilham os espaços e despesas comuns de um lugar.

Não é uma briga comum. Há dois mortos: Dana Wayne Harbour, assassinado dentro da sua casa dentro da Colina, e o patrimônio em que ele investiu um quarto de um milhão, agora nas mãos de quem não gastou um centavo sequer. E Nedy da Fátima Pinheiro Fedrigo, que morreu do estresse causado pela campanha de perseguição do Conselho da Colina. Quatro pessoas inocentes ficaram 13 meses presos por um crime que nunca aconteceu. Uma bomba incendiária foi plantado no chaminé da casa de Barbara Anner, dentro da Colina do Sol, quando ela estava num audiência no Forum.

Não é uma rixa em que os dois lados tem razão, e é só preciso calma e negociação e cada lado ceder um pouco. Há nesta briga bandidos e mocinhos, e há um conflito de princípios maiores, com implicações para naturismo e, sim, para Brasil.

Acusados, vitimas e acusadores.

Em 11 de dezembro de 2007, quatro pessoas que moravam ou já moravam na Colina do Sol - Fritz Louderback, Barbara Anner, André Herdy e Cleci Ieggli da Silva - foram presos com vasta publicidade, acusadas de crimes de pedofilia.

A polícia alegava muito, prometeu muitas provas, e entregou até hoje prova nenhuma - ainda que conseguirem segurar, uns para nove ou dez meses, os relatórios de peritos que comprovam a falsidade das acusações, e a inexistência dos crimes.

Normalmente num caso destes, os acusadores e as vítimas são as mesmas: crianças de tenra idade que depois de muitos ensaios com "especialistas em abuso sexual" fazem alegações fantásticos.

Neste caso, as "vítimas" negam qualquer abuso, e sempre negaram. A não ser um coagido num delegacia durante sete horas, e um moleque que mente (este merece um postagem todo seu; aguardem).

Quem acusou, então? Quem foi que diz que houve abuso sexual de menores?

Uma corja indo atrás de um corno

A finada Nedy descreveu os acusadores como "uma corja indo atrás de um corno." Seis pessoas da Colina do Sol fizeram as acusações. Fizeram na polícia, mas na Justiça dizerem que bem, não era nada que testemunharam, mas algo que "estava no ar".

Aqui são eles:

  • Zumbi de Figueiredo Stefens é o único dos acusadores que disse na polícia “eu vi” em vez de “eu ouvi falar”. Relatou que flagrou Fritz com o filho adotivo Douglas e um amigo deste numa cena de sexo, que os três negam ter havido, e na Justiça Zumbi voltou por traz. Meses antes da acusação, sua esposa tinha-se mudado para Santa Catarina com o mesmo Douglas, com quem já mantinha relacionamento amoroso.
    Já se mudou da Colina antes mesmo das acusações.
  • João Ubiritan dos Santos (Tuca) é o dono do Camping da Colina. Já tratamos aqui da sua ficha criminal e até abrimos espaço para ela dar seu lado.
    Tuca deu a Fritz cheques pré-datados como pagamento por um empréstimo. Depois que ele se voltou contra Fritz, este tentou descontar os cheques vencidos, mas estavam sem fundo. Em vez de entrar em juízo, Fritz doou os cheques a uma agência de caridade em Taquara, que tomou as medidas cabíveis e conseguiu receber o dinheiro em 16 de abril de 2007.
  • Etacir Manske (Eta) é o último presidente de Clube Naturista Colina do Sol.
    Eta recebeu um Monza no valor de R$7.500 do Fritz em troca de trabalho junto às crianças de Morro da Pedra.
    Parou de administrar as aulas, e parou também de pagar um emprestimo para Fritz, assim que Fritz foi preso. Fritz está processando Eta para receber o empréstimo.
  • Arcelino Raul de Oliveira (Raul) e Elisabeth Borges de Oliveira (Bete) São concessionários comerciais da Colina do Sol, o que quer dizer que ganham a vida prestando serviços lá. Bete opera o mercadinho, com a ajuda de seu marido Raul.
    Devem dinheiro para Fritz, um empréstimo para qual deram em garantia sua casa e seu carro. Pararam de pagar assim que Fritz foi preso, e ele está cobrando deles na Justiça.
  • João Olavo Paz Rosés é vice-presidente do atual e derradeira Conselho Deliberativo da Colina do Sol. Mudou-se para lá com sua esposa Astrid em 2006; antes, apesar de sócios, estiveram ausentes durante anos (até fins de 2004) em virtude de desavenças com os fundadores. De acordo com as notas de André Herdy, “ele queria o poder de resolver sozinho” sobre assuntos que deviam estar sujeitos às normas da Federação Brasileira de Naturismo, tais como a discriminação contra as crianças de Morro da Pedra.

Seis acusadores, cinco com motivos claros. E todas as vítimas negando abuso.

Mas pode ser que agiram de boa fé? Que estavam preocupados com as crianças de Morro da Pedra, e é mera coincidência que as denúncias satisfizerem o desejo de vingança, e facilitaram o calote? Vamos examinar uma tema recorrente dos acusadores.

Foi sempre meninos?

Uma tema recorrente das denúncias foi de que "foi sempre meninos" o objeto da ONG New Faces. Fritz franqueava "sempre meninos" para entrar na Colina do Sol, o time de futebol "era só meninos", e as bicicletas de New Faces iam somente para meninos.

Eu veio para Taquara em março de 2008, depois de ler o que estava publicamente disponível sobre o caso, e achar que a coisa cheirava muito mal. Esta acusação de "sempre meninos" era algo que permitiu uma resposta objectiva.

Só que a acusação diz "sempre meninos", e a defesa diz que não, que meninas também assistiram as aulas e ganharam as bicicletas de New Faces. A polícia e a promotoria participaram do coro de acusação. Como saber? "Dar os dois lados?", a acusação como fato, a defesa como "alegação"?

A verdade existe.

Bem, eu entrevista o Secretário de Desportes do municipio de Taquara, perguntei sobre times de futebol, e ele ou seu assistente me diz que "tinha ocasião onde tinha time de futebol de salão feminina" em Morro da Pedra. Fui para o Barracão em Morro da Pedra, sem comunicar antes com os apoiadores do Fritz, para evitar ser recebido de uma maneira ensaiada. O presidente do conselho comunitário da igreja católica me afirmou que Barbara patrocinou uma time de futebol feminino. Me deu um jogo dos "vale-lanches" que era como Fritz pagava as lanches dos jogadores, e uns tinham nomes femininos.

Mais tarde, recebi da Nedy um CD como fotos das crianças e da Colina, tirados por um "colineiro" alemão que voltou para o frio do seu pais natal quando não agüentou mais a corja da Colina. Mostra a festa de bicicletas em 2006, com muitas meninas presentes (faz parte da imagem na cabeceira do blog).

Recebi ontem o folha de fotos acima. Foi tirado pelo finado tio do Fritz, Barney Louderback, impresso e assinado. Mostra três meninas recebendo bicicletas, duas sendo filhas de um funcionário da Colina, o mesmo que salvou a casa da bomba plantando por algém dentro da Colina. O menino no canto inferior é Oziel Moreira, sobre quem escrevemos semana passada. O interior da casa de Fritz é bastante reconhecível depois do que a polícia permitiu que a mídia nacional e internacional a filmasse. A placa do camionete do Fritz consta no inquérito; a Promotora a citou quando pediu que meu telefone fosse grampeado.

A folha de fotos é verdadeira, e montar algo assim posteriormente é impossível: Barney não está mais conosco para assinar fotos, e as crianças cresceram todas.

Não foi sempre meninos, não. Encontrei as provas, e aqui as proclamo.

Umas palavras sobre difamação.

Já esclarecemos aqui a diferença entre calunia, injúria, e difamação.(Já citei o link hoje.) Porém dizer que "fulano deve dinheiro" não seria calunia, onde a verdade é defesa, mas difamação, pois dever dinheiro não é crime.

Seria difamação. É preciso também pesar a interesse pública. O caso Colina do Sol é de interesse pública indiscutível: quatro pessoas inocentes ficaram presos 13 meses, o processo em seus 4500 páginas já custou mais ao contribuinte do que o caso Detran, a cobertura jornalistica foi maciço.

As vítimas, e as examinações físicas das "vítimas", e as examinações das computadores, vídeos, fotos, e máquinas fotográficas, todos apontam que não houve crime.

Sendo que a única evidência do crime se encontra nas palavras dos acusadores, somente nas suas motivações podemos encontrar a explicação do caso. Que várias devem para os acusadores, conseguiram que fossem presos, a aí pararam de pagar, é de interesse.

Bandidos e mocinhos

Alguém está contando a verdade, e alguém está mentindo. Peguei um fato em que eu estava ouvindo coisas conflitantes, e busquei a verdade com fontes isentas e idôneos.

Descobri que as acusadores, que são quem mande na Colina do Sol, estavam mentindo sobre isso. Presumi que mentiram sobre outras coisas, também. Quando contaram uma coisa na polícia e outra na Justiça, tinha mais prova ainda que mentem.

Quem está contando a verdade? Aqui, ofereço provas, cito fatos, aponta para referências. E assino embaixo.

Eles ainda sussurram, apontam, insinuam. Não dou ouvidos, já sei o valor das palavras da corja.

Neste história, sim, há quem está falando a verdade, e quem está mentindo. Há bandido e há mocinhos.

Tentamos aqui oferecer informações, e provas, para que qualquer um pode ver a verdade.

Mas para os que querem uma resposta pronta, vou oferecer um para eles, porque também são meus leitores. A regra é a mesma do que nos velhos filmes de faroeste: o mocinho é sempre aquele que está de chapéu branco.

sábado, 5 de setembro de 2009

Tribunais de exceção

As tribunais de exceção são uma técnica antiga. Espanha tinha a Santa Inquisição, Inglaterra o Star Chamber, os EUA sua Comissão de Atividades Não-Americanas, a União Soviética suas Tribunais Populares. Brasil favorece o nome CPI.

O filósofo brasileiro Paulo Ghiraldelli Jr escreveu ontem comparando a perseguição de comunistas ao "... 'caça às bruxas' em relação à pedofilia no Brasil".

Vou desviar um pouco do foco de hoje para compartilhar as suposições de Ghiraldelli sobre quem faz estes denúncias:

Por que há pessoas fazendo tanto barulho em relação à pedofilia? Teriam sido elas vítimas? Ou elas são pessoas sem causa e, enfim, por considerarem o sexo algo sujo, imaginam que todo mundo que se aproxima de uma criança – inclusive um pai – é um maníaco sexual? Por que estamos dando tanta voz para essa gente que não consegue ter orgasmo, que é visivelmente mal amada?

Em julho senador Magno Malta lembrou de mim e me convocou - de novo - mas esqueceu de me informar disso. Só descobri anteontem.

Convocou também o promotor Dr. Antônio Bandeira, que faz jus ao nome de Promotor de Justiça, e o presidente da Câmera de Vereadores de Catanduva, Dr. Marcos Crippa, ex-delegado de polícia. Tinha a honra de conhecer os dois quanto visitei aquele cidade do interior paulista.

Temos hoje duas cartas, de tribunais de exceção, do Capital Federal e de um dos grotões do país; de um tribunal com poderes de polícia e Justiça, e um cujo poder é de fechar o portão de terrenos que já não são dele. A CPI está para expirar em 23 de setembro - e a CNCS, para expirar antes.

Antes de ler as cartas, vale ler a conclusão do professor Ghiraldelli

Preciso falar claro, avisar todos claramente do que está ocorrendo. Pois não quero ver pais amorosos sendo punidos, em meu país, por amarem seus filhos. Quem iria imaginar que, um dia, no Brasil, iríamos para a cadeia por beijar filhos? Nenhum de nós pode agüentar isso. Não podemos deixar o Brasil do ódio vencer o Brasil do amor.

Em Brasília ...

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA:...O que me deixa muito irritado, me deixa muito magoado é que o mesmo Promotor que demorou dez dias para entender o diretor que fez a primeira denúncia, atende imediatamente um americano, que eu não sei o que ele veio fazer no Brasil para falar de pedofilia, para aparecer na mídia.

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Como é o nome dele?

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA: É Richard.

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Ele é um falso jornalista. O Brasil está me vendo aqui, é falso jornalista. Eu já o vi bisbilhotando em Porto Alegre, estava bisbilhotando agora em Manaus.

Faça uma convocação do Sr. Richard, porque eu vou querer a documentação dele aqui, eu quero a documentação dele, que ele é um falso jornalista. Aliás, agora pode ser jornalista, porque eu também sou, não tem diploma mais. Quem sabe agora ele se legalizou.

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA :Aqui está uma matéria dele com o Presidente da Câmara Municipal de Catanduva. Sabe. O que eu senti... Eles estão tentando transformar o caso de Catanduva simplesmente na escola de base, é essa a intenção deles. Eu trouxe uma matéria que saiu na...

Foto: José Cruz/ABrFoto: José Cruz/ABr

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Só um minutinho, me dá um minutinho. Faça um requerimento para mim para a Embaixada Americana e a Interpol a respeito desse Sr. Richard aqui. Esse é um bisbilhoteiro falso. E o convoca para a primeira semana. Eu o quero junto com o Presidente da Câmara.

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA : Nesta revista É Noticia de Catanduva eles utilizam o nosso título quando nós fizemos a denúncia, falam de todos os assuntos. Não se preocupam com as crianças nessa matéria. E o que é que acontece nisso tudo aqui?

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Botou a nossa foto aqui, João. Beleza.

SR. GERALDO HENRIQUE CORRÊA : Fala sobre a CPI. E aí ele joga a matéria da Escola de Base junto para tentar desqualificar o caso de Catanduva. Eu, simplesmente, fiquei abismado com isso. E para completar, o vice-prefeito que é o dono da revista me faz uma bela de uma poesia sobre Catanduva: “E onde estão as crianças, onde as dores das crianças? Em lugar nenhum”. É o que eu tenho em mãos. Nada

Tem outra revista que a mídia também que é de Catanduva que fala sobre a questão da pedofilia, não se preocupa com as crianças, só se preocupa se Catanduva, o nome de Catanduva foi ou não ameaçado. Aqui o prefeito dizendo que não, não sei o que. Quer dizer, o que nós temos em Catanduva é uma vaidade, é uma falta de respeito com as nossas crianças, porque tudo está sendo trabalhado para quê? Para que o nome de Catanduva seja preservado e não os direitos das crianças que estão contidos no seu estatuto. Isso me dói, isso me dói muito.

Eu fui depor, eu simplesmente fui escorraçado pelo promotor da Primeira Vara da Criança e do Adolescente. Ele berrava comigo, também...

[...]

SR. PRESIDENTE SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES): Geraldo, eu vou oficiar. Requeiro nos termos regimentais do Senado Federal, seja convocado processo de crime na CPI o Sr. Pedicini. Eu, o Senador Sérgio Zambiasi, Papaléo Paes, Romeu Tuma, Geraldo Mesquita e Magno Malta. Eu aprovo este requerimento. Como aprovam, permaneçam como estão. Está aprovado.

Então, eu também ofício a Embaixada Americana e a Interpol a respeito desse jornalista de araque aqui.

http://webthes.senado.gov.br/sil/Comissoes/CPI/Comissoes/CPIPED/Atas/20090715RE049.rtf, fls 4-8.

... e no Morro da Pedra

Numa imitação infantil destes terrores grandes, a Colina do Sol tem seu "Conselho Disciplinar". Notamos aqui as recentes tentativas da Colina de infernalizar a vida de Fritz Louderback e sua família. Semana retrasada barraram o filho afetivo, Cristiano Fedrigo. Esta semana foi a vez do adotivo mesmo, Douglas Anner Louderback, com uma tentativa de ameaça que, de tal mal-feita, fica palhaçada.

Fritz está processado Etacir Manske, o presidente de CNCS, sobre as dívidas que Eta parou de pagar na mesma semana que Fritz foi preso - preso devido as denúncias de Eta e suas comparsas.

A carta da Colina, com data de 21 de agosto, fala de uma suposta reunião de 24 de abril, sobre um incidente apócrifa de 4 de abril. As datas em si já demonstram a transparência da decepção: deixaram o caso de molho por cinco meses, e levou duas semanas para entregar uma carta para alguém que passa diariamente pelo portão? É brincadeira.

Qualquer pessoa razoável entende a carta imediatamente para o que é: parte da campanha contra a família de Fritz. Difícil dizer que é para fazer um julgamento no estilo soviético, ou para reclamar que a palavra "CONFIDENCIAL" foi desrespeitada. Vamos ver.

Ora, bolas

O fatos do caso são simples. Douglas tinha pedido de volta as bolas e camisas do time de futebol do Barração, pois eram precisos para o projeto New Faces, que estava relançando as aulas de futebol.

Conforme Douglas relata, Eta recusou de forma chula ("Não vou dar bolas porra nenhuma."), e Douglas deixou o mercadinho. Fritz comprou nove bolas novas, mas no dia seguinte as camisas e bolas estavam na recepção, onde Cristiano pegou, assinando recibo. Eu já vi as camisas nas aulas no Barracão.

Na minha primeira viagem para Taquara em março de 2008, visitei o Barracão, sem comunicar minha intenção antes para ninguém, para poder falar com pessoas que não eram nem acusadores nem defensores, mas somente testemunhas dos fatos. Do meu relatório da visita:

Futebol sábado à tarde
Houve muita notícia também que Fritz patrocinava aulas de futebol para as crianças menores da região. O Barracão cobra R$15 por hora para cobrir o custo de luz. Fernando disse que não cobrava dos menores e que fornecia lanche graças à generosidade de Fritz. Disse ainda que Fritz deu um Monza para Etacir Manske da Colina (conhecido por Eta), pelo qual pagou R$7.500, como parte de um acordo pelo qual este treinaria as crianças. O trato era que Eta vinha de 2:00 às 6:00 da tarde aos sábados.

Eta deixou de dar as aulas paras quais tinha recebido, quando Fritz foi preso - da mesma maneira que deixou de pagar os empréstimos.

Quem dá as aulas agora é Douglas e seu irmão Paulo, conhecido com Japa.

Ref: CDs 014/2009 CONFIDENCIAL Colina do Sol, Taquara RS, 21 de agosto de 2009.

Senhor:

Na reunião conjunta dos Conselhos do CNCS de 24/04/2009 foi aprovado por unanimidade, a admissibilidade de encaminhamento ao Conselho Disciplina da denuncia de Etacir Manske contra V.S.

O Conselho Disciplinar abre, portanto, o respectivo processo informando que a denúncia decorre de fato ocorrido em 04/04/2009, às 10h45min, na frente do Mercado Nativo, no CNCS. Nessa oportunidade V.S. teria abordado, de forma ameaçadora, o colineiro Etacir Manske solicitando devolução de bolas de futebol de salão que o Sr. Frederic Calvin Louderback havia doado anteriormente, quando o Sr. Etacir dava aulas desse esporte para crianças do Morro da Pedra. Na seqüência, proferindo palavras de baixo calão teria ameaçado o Sr. Etacir Manske com expressões do tipo “Vou acabar contigo, seu idiota.” E “Vou te pegar fora daqui.”, o que foi considerado pelo mesmo uma efetiva ameaça de morte.

No sentido de propiciar a V.S. ampla defesa e estabelecimento do contraditório em relação ao fato acima referido, solicitamos sua manifestação por escrito sobre a tema em tela, no prazo máximo de quinze (15) dias a contar da recepção desta ofício.

CLUBE NATURISTA COLINA DO SOL
Conselho Disciplinar

Ao Senhor
DOUGLAS ANNER LOUDERBACK
Nesta

sábado, 2 de maio de 2009

Futebol no Barracão

As aulas de futebol patrocinado pelo Fritz Louderback voltaram para o Barracão de Morro da Pedra. Foi anunciado no jornal Panorama no final de março deste ano, e menos de um mês depois, no sábado passado aparecerem 75 crianças, um recorde. O futebol no Barracão agora é organizado pelo Douglas Anner Louderback, filho adotivo do Fritz e da Barbara Anner, e o irmão do Douglas, "Japa".

Ano passado, quando veio para Taquara, ouvi de muitos de que Fritz patrocinava aulas de futebol para as crianças menores da região. Fui lá verificar.

O Barracão cobra R$15 por hora para cobrir o custo de luz. Fernando, o gerente, disse que não cobrava dos menores e que fornecia lanche graças à generosidade de Fritz. Disse ainda que Fritz deu um Monza para Etacir Manske da Colina (conhecido por Eta), pelo qual pagou R$7.500, como parte de um acordo pelo qual este treinaria as crianças. O trato era que Eta vinha de 2:00 às 6:00 da tarde aos sábados.

Antes de Fernando começar a administrar o Barracão, houve uma reunião. Bárbara e Fritz comparecerem, e o casal emprestou R$600 para Fernando levantar o empreendimento. O empréstimo foi quitado com os lanches que Fernando forneceu para as crianças. Fernando relata: "Todo semana eram dados 30 vales. Uns R$5,50 cada vale.”

Vale-lanche

Fernando guardou os tíquetes, que pelo ortografia foram feitos no computador pelo próprio Fritz:

Bola de Futebol

A Comida & Bebe Ticket #1
Um ENRRLADINH
Um PASTELE
Um SALGADINH
Um CP Refrigerante
2 junho 2007

Examinei o jogo de vales de 2 de junho de 2007. Os tíquetes são numerados de 1 a 30. Nos bilhetes 1 a 21 há nomes escritos à mão, os 9 últimos sem nomes. Não escritos na mesma letra, nem todos legíveis. É várias claramente de meninas.

É notável a maneira como Fritz lidou tanto com Etacir quanto com Fernando: um empréstimo, a ser pago com serviço, o dinheiro trabalhando duas vezes, os beneficiários em última análise sendo as crianças. Parece um esquema bem organizado, que não levava a benefícios pessoais para o casal americano, a não ser dar o chute inicial nos campeonatos.

Meninos falam de futebol

Uma mãe cujos filhos jogavam bola sábado à tarde, explica: “As crianças jogavam, ganhavam lanche e refri. [Fritz] entregava as crianças e depois ia fazer as coisas dele.” Fernando explica que jogavam em times escolhidos na hora, as 30 crianças em 3 times.

As aulas e os lanches acabaram, e Fernando tinha tirado ferias, o Barracão ficando fechado dezembro, janeiro, e fevereiro. Na semana anterior a minha primeira visita, tinha torneio, que também impediu que as crianças jogassem.

Eu visitei o Barracão exatamente na hora em que aconteciam as aulas. Conversei com crianças pequenas, onze anos ou por aí. Há cinco deles jogando. O baixo número de crianças se explica também pelo fato de que o lugar não ter operado faz três meses.

"Galego" não me entende, pergunta se sou inglês ou espanhol. Acham que Fritz é inglês. A atitude para com um gringo mais velho era de curiosidade, sem nenhuma desconfiança.

Galego fala que quando estava fechado, tem um campo lá em cima. Mas é menor do que o Barracão, com o gol feito de taquara. "Aqui é melhor".

Fritz e Bárbara gostam muito de futebol. Fritz não joga futebol, ele é "muito velho" por isso. "Só dá chute para abrir campeonato". O próximo campeonato estava para acontecer no município de Paraobé.

O time All-Stars

Shorts All-Stars

Fritz patrocine o time "All-Stars". Ouvi várias caracterizações do time, de que "é do Colégio George Flek, é o time do colégio", e também que é "os amigos do Cristiano". Que é no time relata que ganhou um vice-campeonato, vencendo até times de Porto Alegre. Foi na época que Cristiano estava estudando em Novo Iorque, e tiraram um foto, junto com a camisa dele, para mandar para ele lá.

No time de futsal All-Stars, a posição do Ezequiel era goleiro, mas depois ficou na linha, como zagueiro. Ele relatou, "Eles não gostavam de mim no gol, eu era muito ruim. Depois de mim foi o Douglas no gol."

Douglas (é ele modelando o calção, a camisa estava para lavar)conforme me foi contado, foi expulso do Barracão durante um bom tempo, por ter brigado num jogo. Fritz reformou o Barracão, e Douglas é seu filho - mais as regras são para todos. Douglas amadureceu, e está de volta, organizado as aulas.

Time de meninas

Bárbara patrocinava uma tinha time de meninas. Antes de ir para o Barracão, falei com o Secretário de Desporte e Turismo do município de Taquara, Pedro Moacir Rangel, que me informou que em Morro da Pedra "tinha ocasião onde tinha time de futebol de salão feminino." Jairinho confirmou que "O time feminino, tinha um bom tempo." Fui informado no Barracão de que "Todas foram se casando, e o time acabou."

Reforma geral

Fritz pagou pintura das paredes interiores do Baracão, pagou a pintura da quadra também. Pintura da sala de aula, Fritz. Uma bicicleta de 18 marchas a pé de escada, Fritz. As lâmpadas refletores Fritz pagou também, são lâmpadas econômicas, gastou muito antes. As lajotas (cerâmica) no chão em volta do bar, Fritz pagou também.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Barracão de Morro da Pedra

Se ouve muito do Barracão em Morro da Pedra. É lugar de jogo de futebol, de festa de padroeira, casamento, e na sala do subsolo, a escola de reforço de New Faces, a ONG de Fritz Louderback. Para entender o caso, é essencial visitar o Barracão. Então vamos lá.

O Barracão é uma construção de alvenaria, com telhado de zinco. Fica num terreno em desnível, reto ao chão no lado esquerda (sul) e com um subsolo no lado direta, que fica uns 20 metros da igreja. Dentro da estrutura, há piso de taco de madeira, pintado para futebol de salão. O campo de futebol é envolto com um rede – laterais, atrás dos gols, finais, teto. Os paredes de dentro tem a pintura dos paredes em boas condições, um quase-branco, com uma faixa de um metro de bege no pé.

No lado sul, o piso é de cerâmica, e há no meio da parede, um balcão tipo bar enorme. Em cada lado, há janelas para a cozinha, do tipo usada para passar comida de um lado para outro. No lado esquerda, em baixo de cobertores, há um "steam table” – um daqueles carrões usada para servir comida quente num refeitório. Atrás dele, uma quadra de luz, que parece novo e moderno. No lado direto, há um pequena mesa de snooker, menor que tamanho oficial. Atrás disso, os sanitários. Pelas janelas da cozinha, dá para ler duas notícias: "A partir das 2:00 hoje – jogo", e "Não vendo cerveja fiado". Uma quadra branca permite agendar uso da quadro, o preço sendo R$15,00/hora."

Fernando e sua namorada estão almoçado frango assado quando chego ao Barracão. Fernando mostra o lugar e explica seu funcionamento. Crianças jogam futebol a tarde, adultos não. O Barracão serve para casamentos, festas de 15 anos, festas da paróquia. Um exemplo é a Festa dos Motoqueiros, em que uns 400 motos desfilam desde Santa Cristina do Pinhal, até a Barracão onde termina em festa. Acontece no segundo domingo de dezembro, e no 9 de dezembro de 2007, houve almoço para 350 pessoas.

A Sala de Aula

Atras do outro gol, há um palco, e ao lado uma escada desce, tão íngreme que parece uma ladeira de marinheiro. Mas não é a entrada principal da sala em baixo. Devido ao declive, o piso fica a nível do chão, e tem uma porta virado para a igreja, uns 15 metros distante, e pequenas janelas no mesmo parede deixam a sala bem iluminada. É limpa, recém-pintada, e claramente uma sala de aula. Poucas cadeiras, sem duas iguais, estão encostadas aos paredes.

No parede esquerda, oposta as janelas, metade do parede é branco. Um metro acima do chão há uma série de tomadas elétricas, tipo informática com três buracos incluindo terra. A tubulação é embutido. Além das tomadas há um quadro de anúncios quase na canto. Nele, somente um cruz de papel dobrado, com frases de catequese escritas com mão cuidadosa.

No parede do fundo, há uma quadra-branca, com uma quadra com horário de aulas:

2ª Educação Física Prof. Regine
3ª Português Profa. Ana Paulo.
História e Geografia Prof. Daniel
4ª Inglês Prof. Rodrigo
5ª Ciência/Matemática Prof. Márcia
6ª Artes Prof. André
Enfiadas na borda da quadra branca, há umas cartões-postais de Europe. Virando os cartões, são de “Alastair”, e endereçados para Fritz Louderback, um para “Kids Club, Fritz Louderback”.

Fernado explica como funcionou a escola, "Os professores que deram as aulas vem de várias cidades da região, Parobé, Taquara, Igrejinha. A escola Hiatus no Taquara coordenava.

"As crianças estão sentindo muito falta. Parou as aulas, parou as aulas de inglês."

Fritz fez a reforma da sala de aula. Ele que mandou colocar fiação para os computadores. As computadores não chegaram a ser colocados.

A imprensa não investigativa

Conforme Fernando, umas seis pessoas vierem para conhecer a sala de aula, para divulgar o trabalho, "antes". "E uns vierem escondidos, para bisbilhotar." "Nenhum repórter veio ver a sala de aula depois que Fritz foi preso."