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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O terreno desnudado

Com as árvores
"80% das denúncias [de abuso infantil] recebidas nesse período são falsas ... intrigas de vizinhos e vingança pessoal ...E quanto mais grave ela é, maior é a chance de ser infundada," disse a delegada da Nucria, orgão que recebe denúncias em Paraná. Falar das denúncias sem falar do motivo, é focar no fantoche e ignorar o manipulador.

A "intriga de vizinhos" no caso Colina do Sol gira em volta dos fraudes das terras e dos outros estelionatos cometidos pela corja, o "pequeno grupo que tomou conta do local". Recentemente, este grupo vendeu as árvores que assombraram o terreno, e o dinheiro, que pelo ouvimos em volta de R$230 à R$300 mil, simplesmente sumiu. O Conselho Fiscal do condomínio, em vez de chamar a polícia, apresentou renúncia coletiva.

A quantidade é expressiva. A terra nua vale em volta de R$340 mil , conforme levantamento que fiz em 2009. Há uma expressão no inglês, "everything that's not nailed down", "tudo que não esteja fixado no lugar", e chegaram ao ponto de arrancar e vender até o que está fixado ao solo, sem voto da assembleia geral (vender o patrimônio exige consultar os sócios patrimoniais, até no estatuto maluco da Colina do Sol), e sem que o dinheiro chegasse a conta bancária do condomínio.

Depois do roubo das árvores
Mas até aqui, estamos falando somente no tamanho do rombo financeiro. O que é o efeito físico da venda das árvores? O que cortaram exatamente? É impossível verificar em loco; a corja usa a cancela construída em cima da estrada pública para vetar aceso até aos sócios e seus representantes. Mas a cancela não atrapalha as fotos aéreas de Google Earth, que atualizou hoje as fotos de Morro da Pedra. Comparando agosto de 2011 com o mesmo mês em 2012, a diferença espanta.

Há uma diferença de cor entre as duas fotos; é de Google Earth mesmo, e não de Photoshop (nem de Gimp, que é o que usamos aqui e recomendamos).

A cobrança de BRDES

A dívida com a Sucessão de Gilberto foi somente parte do legado de Celso Rossi. Há também o Hotel Ocara. O investidor maior, Dana Wayne Harbour, foi assassinado na sua cabana na Colina do Sol. Mas há também uma dívida com o banco BRDES, de dinheiro que veio de uma linha de crédito de BRDE, que saiu da Orçamento da União. O banco está cobrando, e Celso Luis Rossi e sua ex-esposa, Paula Fernanda Andreazza, foram não somente os diretores e gerentes de Ocara S/A, também assinaram como fiadores da dívida. E como já notamos, deram em garantia hipotecário um terreno dizendo que era onde o hotel estava sendo erguido - e era outro terreno. E papeis arquivados na Junta Comercial, com assinaturas e firma reconhecida, mostram que sabiam.

Ah, mas a dívida está na Justiça, e a Justiça é lerda, não é? Sim, mas "lerda" não é "eterna". Celso, Paula, e Ocara entraram com "Agravo de instrumento", que foi rejeitado, que "transitou em julgado" dia 05 de novembro, segunda-feira passada. Quer dizer, naquele pedido não cabe mais recurso, e parece que o pedido do casal foi para que a decisão a favor do BRDES ficasse suspensa até que todos os recursos no processo mesmo, fossem também esgotados. Com a rejeição do efeito suspensivo, agora o BRDES pode ir em frente, tomar o terreno, levar a leilão, e ir atrás de outros bens de Celso e Paula, inclusive, presumo, o terreno ao lado da Colina. Alguém acha que comprou este terreno, e vai ter uma surpresa ingrata.

Enquanto isso, na Praia do Pinho

Colina do Sol não é o primeiro empreendimento de Celso Rossi, nem a primeira vez que ele vende o direito de construir em terras que não lhe pertencem. A Associação de Amigos de Praia do Pinho está sendo despejada pelos donos do terreno onde ficaram quinze anos depois que venceu o comodato. Três "donos" de cabanas entraram com "Embargos de Terceiros", que suspendeu o despejo. Mas dia 5/11, houve duas mudanças. Primeiro, os três "donos" tiraram a AAPP da ação. Agora, os cabaneiros e a AAPP não podem fingir lentamente estar brigando, enquanto continuam no terreno que não é deles. Também esta segunda-feira, os donos do terreno já entregaram sua contestação. A Justiça vai permitir que a AAPP continua a usufruir do que não é deles, ou vai dizer que quase 20 anos já basta? Vamos aguardar a definição - e o mandato de despejo.

Uma realidade particular?

Durante anos, a Colina do Sol funcionava como se fosse uma realidade particular. A lei parava na porteira, e dentro houve "o Estatuto" como lei particular, um "Conselho Disciplinar" como Justiça particular; e anos de negócios escusas em que certos sócios sempre acabavam recebendo, enquanto os que não faziam parte do círculo privilegiado, pagavam.

O mundo não é mais o mesmo. O povo de Morro da Pedra já não anda tranquilo de moto, sem capacete nem carteira de motorista: a polícia se faz presente. A extração de pedra grés, que já foi algo que trabalhadores sem registro extraíram de pedreiras igualmente sem registro, já é alvo de fiscalização do Ministério Público, e placas brotam nas pedreiras.

A porteira da Colina esgotou sua utilidade como maneira de fugir de oficiais de Justiça. A Justiça transpassa a porteira, como os olhos de Google delatam o roubo das árvores. A lerdeza da Justiça posterga mas não eternamente. Os herdeiros de Gilberto cobraram, e receberam. A BRDES está cobrando, e também receberá. A Justiça está examinando o fraude falimentar, e examinará a denúncia caluniosa. Eventualmente, alguém vai perguntar como um clube sem fins lucrativos, pode ficar "doando" tanto para seus "donos".

A Colina do Sol terá um futuro como um área naturista, sem os abusos e fraudes características do lugar? Como dizemos, o mundo não é mais o mesmo. Outros empreendimentos turísticas e de lazer crescerem muito como a subida de muito gente para a classe média. O povo que andava de ônibus e agora anda de avião terá um certo quinhão que se interessaria por naturismo. Mas não vão se interessar por estelionato.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Casos e coragem

A materialidade é o fulcro de uma acusação de abuso sexual. Aconteceu mesmo? Conforme Dorothy Rabinowitz encerra seu livro "No Crueler Tyrannies: Acusação, Falsa Testemunha, e Outros Terrores de Nossos Tempos",

 
Finalmente, preciso notar o questionamento muitas vezes levantado durante entrevistas sobre estes casos. Eu reconhecia que o abuso sexual de crianças existe, e que é um problema séria? repórteres perguntavam. Uma pergunta estranha, aquela. A examinação de nenhuma outra crime exigiria tal ressalvo. Jornalistas que escrevem sobre acusações falsas de homicídio raramente são cobrados para assegurar que sabem que assassinato é uma coisa ruim, e que realmente acontece.
 

A polêmica vem pelo fato que em muitos casos deste tipo, e quase invariavelmente envolvendo escolas ou "redes de pedofilia", não há evidência de que um crime aconteceu, a não ser a palavra de um psicólogo. Na prática, o ônus da prova é invertida, e a defesa precisa comprovar que o crime não aconteceu. Quem defende o acusado publicamente, não tem acesso aos fatos devido o "sigilo da Justiça": precisa lutar sem munição.

Outros casos

No caso do professor Ricardo de Vila Velha, dois grupos de Facebook tem visões antagonísticas do caso: "Eu Acredito em Tio Ricardo", e "Nos Acreditamos nas Crianças". O segundo grupo é recheado de citações de outros casos, numa tentativa de comprovar que "o abuso sexual de crianças existe, e que é um problema séria", e Teorias do tipo, "quem denuncia tem coragem".

Vamos primeiro considerar os "outros casos". Um dos participantes mais vocais grupo "Nos Acreditamos nas Crianças", sr. Gustavo Carvalho, postou um caso de Mendes, no Rio de Janeiro, com link para Record. É o caso do também professor de educação física Pablo, que já analisamos aqui. É bobagem. Postou também uma notícia antiga, do caso de mais um professor de educação física, esta de Ituiutaba, interior de São Paulo. Acontece que a Justiça determinou que Adeilzio José Martins é inocente, e ele está de volta na sala de aula.

Até sr. Cavalho percebeu que os dois casos são furados. Como reagiu? Admitiu que umas acusações de abuso são falsas? Não, ele apagou as postagens no surdinho! Um ato sem coragem intelectual, nem coragem moral. Uma covardia.

Mãe Coragem

É frequente no grupo "Nos Acreditamos nas Crianças", e outros grupos do tipo, a afirmação de que quem denuncia é "corajoso". Típico é este postagem recente da sra. Roberta Gobbi, que escreveu:

 
Será que esta mãe é louca? será que a mãe é influente? será que a justiça é corrupta? será que é perseguição? será que os órgãos competentes judiciários estão cometendo uma injustiça? fala sério heim !! ESTÁ MÃE É SUPER MÃE, POIS ELA TEVE CORAGEM DE DENUNCIAR O ABUSADOR...
 

Será? No caso Colina do Sol, examinei as acusações de tortura na delegacia com os inquéritos na mão, e falei com as vítimas. As evidências de corrupção e injustiça são estrondosas.

Mas os acusadores de Vila Velha deitam e rolam no "sigilo da Justiça". Eu não tenho cópia do inquérito no caso de Ricardo, e não fui a Vila Velha falar com os envolvidos. Como saber a verdade, então? Bem, a própria sra. Gobbi segue sua perguntas com um link à acusação contra Pablo. Se outros casos valem, vamos então ver um outro caso, onde os fatos são bem documentados.

Tenho aqui o excelente livro de Alex Ribeiro sobre o caso, "Caso Escola Base: os abusos da imprensa" sobre a "mãe de todos os casos" do tipo no Brasil. Vamos ver o que o repórter Alex tem a dizer sobre a Lúcia Eiko Tanoue. Citando das páginas 139-141:

Também foi posta em xeque a forma como Lúcia obteve de seu filho o relato dos supostos crimes. Em 25 de maio depôs a teleatendente Cristiani Aparecida Próspero, mãe de um coleguinha de Fábio. Ela contou que, no dia em que foram feitas as buscas na casa de Saulo e Mara, recebeu um telefonema de Lúcia:

Lúcia me disse que para extrair os fatos do menino precisou fazer uma espécie de chantagem, isto é, dizia-lhe que se não contasse não o deixaria fazer isso ou aquilo — principalmente dormir em companhia dela, já que o menino estava acostumado a dormir em companhia da mãe. Segundo Lúcia, Fábio ficou assustado e disse que eles saíam em perua escolar, com um tio japonês, e iam para um local grande, onde existiam camas redondas, espelhos e passavam fitas de mulheres peladas.

A psicóloga Marylin Tatton, da 1ª Delegacia da Mulher, entrevistou Lúcia e fez observações sobre a sua personalidade:

[...] D. Lúcia parecia insegura. Relatou que durante uma madrugada acreditava ter visto, ela e ninguém mais, um "objeto enorme com formato de losango que tinha muitas luzes e cores e fazia um barulhinho", enquanto se dirigia ao banheiro. Não soube precisar o que seria o objeto, que não foi visto por nenhuma outra pessoa, e comenta que teve outras visões no mesmo dia.

[...] Pelo que foi observado no discurso da mãe, para algumas coisas naturais no processo de desenvolvimento infantil, a mesma trata as questões com muita fantasia e temores, ao que parece, por tratá-lo de forma muito infantilizada, como se tivesse o medo de perder o seu lugar para o mesmo.

Afirmou com exagero o fato de a criança se acariciar durante o banho. Segundo ela, por exemplo, Fábio introduzia o dedo no ânus, ou acariciava o "pipi". Muito provavelmente, as fantasias ou conflitos mal-elaborados em nível de sua sexualidade ela projeta na criança, criando uma história, ao que parece, muito fantasiosa.

Pela dificuldade de administrar sua relação afetiva e sexual com seu cônjuge, a mesma faz o movimento de manipulação com esta criança, que a satisfaz de alguma forma em nível de suas fantasias. Questiona todos os atos e gestos da criança, não admitindo que estes sejam próprios do desenvolvimento de sua sexualidade.

Pelas respostas observadas da criança e o comportamento desta, apresenta-se a hipótese de que, provavelmente, ela tenha sido induzida pela mãe a dar respostas que lhe impunham.

Sérgio Peixoto Camargo, promotor de Justiça que atuou no caso, lamentaria mais tarde "a desnecessária provocação do aparelho policial pela fantasia de pessoas imaturas, ignorantes, apoucadas de compreensão e destituídas de lógica, que não conseguem visualizar as gravíssimas conseqüências de seus atos impensados". Ele selecionou do inquérito um trecho de um depoimento de Lúcia confirmando as conclusões da psicóloga:

Fábio estava brincando com o filho do zelador, usando um brinquedo de montar destes de plástico; que, em dado momento eu notei que Fábio colocava na boca uma peça comprida, que tem aparência de um pênis; que, logo de imediato, vendo-o com aquele objeto na boca, eu cismei alguma coisa, mas não disse nada; que depois que o coleguinha dele foi embora, eu o chamei e perguntei se ele tinha colocado a boca no pipi de alguém; que Fábio me respondeu, dizendo que o japonês fez ele colocar a boca no pipi dele e me disse também que a Ângela, que é mulher e está no jornal fotografada, também colocava a boca no pipi de Fábio.

Vamos voltar às perguntas de Sra. Roberta Gobbi, e as responder, baseado neste outro caso, sobre a mãe acusadora Lúcia Eiko Tanoue:

  • Será que esta mãe é louca?
    Bem, ela vê coisas que mas ninguém enxerga, e conforme a psicóloga da polícia tem "dificuldade de administrar sua relação afetiva e sexual com seu cônjuge". Rabinowitz documenta vários casos de mães que são loucas, com (pp viii-ix) Judy Jones, acusadora no caso da Escola McMartin, que depois alegou que um fuzileiro naval assaltou sexualmente seu cachorro. Quem sabe o que encontraríamos sobre as mães e pais que acusam professor Ricardo, se tivéssemos acesso aos autos do caso?
  • será que a mãe é influente?
    O promotor lamentou a "desnecessária provocação do aparelho policial", e "as gravíssimas conseqüências de seus atos impensados". A beleza de uma acusação de abuso sexual, para quem quer se sentir importante, é que eleva a acusadora à posição de estrela. Qualquer uma que faz uma acusação destas vira influente. No caso da Colina do Sol, vimos que o assassinato comprovado de Wayne nem chegou ao Fórum ainda, enquanto uma acusação de abuso sexual negado pelas supostas vítimas já encheu 26 volumes de processo.
  • será que a justiça é corrupta?
    Não precisa ser corrupta, precisa somente ser rápida para prender, e lerda para julgar. Metade das pessoas que se encontram em presídios no Brasil estão aguardando julgamento.
  • será que é perseguição?
    No caso Escola Base uns que apoiavam os acusados me contaram que foram ameaçados pela polícia. No caso Colina do Sol, eu e Cristiano Fedrigo, além dos acusados e seus advogados, tivemos nossos telefones grampeados durante 10 meses; eu e Silvio Levy responderemos a processos sem fundamento. Isaías Moreira e seus filhos afirmaram que foram torturados na delegacia para fazer afirmações falsas. Se isso não for perseguição, não sei o que seria. Posso acreditar que houve e há perseguição no caso do professor Ricardo em Vila Velha.
  • será que os órgãos competentes judiciários estão cometendo uma injustiça?
    Alex não aponta no livro, mas o juiz que prendeu inocentes no caso Escola Base, Dr. José Galvão Bruno, voltou a prender inocentes um ano depois no quase igualmente famoso caso do Bar Bodega. No caso da Colina do Sol, não consigo enxergar a tortura de menores como sendo justo, e examinamos outro caso mediático do delegado Juliano Brasil Ferreira.
  • ESTÁ MÃE É SUPER MÃE, POIS ELA TEVE CORAGEM DE DENUNCIAR O ABUSADOR...
    Conforme o promotor Sérgio Peixoto Camargo que examinou os fatos, Lúcia Eiko Tanoue e as outras causaram "a desnecessária provocação do aparelho policial pela fantasia de pessoas imaturas, ignorantes, apoucadas de compreensão e destituídas de lógica, que não conseguem visualizar as gravíssimas conseqüências de seus atos impensados".

O que é a coragem?

Reconheço a existência de abuso sexual de crianças. Reconheço, ainda, a existência de coragem.

Eu vi coragem na pessoa da promotor da Justiça Dr. Eduardo Araújo da Silva, que pediu a liberdade dos acusado no caso Bar Bodega. Vi na pessoa da delegada Rosana da Silva Vanni, que na caça às bruxas de Catanduva se recusou de entregar os nomes de pessoas contra quem ela sabia não existia evidências, e foi massacrada pela imprensa por isso.

Eu vi coragem nas crianças que no caso da Escola Base, enquanto a imprensa nacional massacrava um vizinho, fizerem um abaixo-assinado o apoiando. Eu vi coragem nos pais de Morro da Pedra que se recusavam de acusar inocentes, ainda sabendo que eles mesmos seriam denunciados por isso. Eu vi coragem nas crianças que marcharam ao fórum de Taquara mostrar seu apoio para os falsamente acusados, sabendo que seriam reprimidos por isso, e seus nomes anotados pelas Autoridades. Eu vi coragem nos jovens que declararam em cartório a falsidade das acusações no caso Colina do Sol.

Eu vi coragem em Cristiano Fedrigo, que com 20 anos mal completas, um passagem de avião em mãos e um bolsa de estudo aguardando em Novo Iorque, resolveu ficar e lutar em favor de Fritz e Barbara, ciente que estaria lutando sozinho contra a polícia, a Justiça e a imprensa.

Eu sei que a coragem existe, e eu a reconheço.

Mas a coragem é um qualidade individual. No grupo "Eu acredito em Tio Ricardo", cada "eu" afirma. Cada um toma sua posição, coloca a cara a tapa. No grupo "Nos acreditamos nas crianças", já as pessoas se juntam ao pronome coletivo de "nos". E não se colocam pela culpa ou inocência: se escondem atrás de "as crianças". Comprovando que as mães ou as psicólogos induziram acusações como Lúcia Eiko Tanoue induziu, podem fugir da raia, dizendo que "afinal, somente acreditei nas crianças." Mentira. São responsáveis pelas "gravíssimas conseqüências de seus atos impensados", que tinham e tem condições, sim, de visualizar.

A coragem vai contra a onda, conta a poder, contra a maioria.

Quando eu era jovem, era um mistério para mim, como as pessoas eram coniventes com as males da historia. Como alguém participaria de um linchamento, entregar um vizinho ao Santo Ofício, dedurar um colega para Senador Joe McCarthy, entregar em qualquer época os inimigos do Estado?

Cresci. Vivi. Testemunhei.

Assisti no Palácio dos Bandeirantes a estreia do filme "Cabra Cega", sobre revolucionários na ditadura militar, e reconheci nos pôsteres nos ônibus com os rostos de procurados, os pôsteres de "Disque 100! Denuncia!" nos ônibus de hoje. Encontrei os devedores da Colina do Sol que acharam na denuncia falsa uma maneira de se livrar das suas dívidas. Encontrei um Senador McCarthy tropicalizado, e fui por ele convocado e questionado em CPI. E vi como em qualquer época não há falta de gente disposta a correr e participar de um linchamento, e se achar cheio de moralidade e coragem por assim fazer.

Reconheço a coragem, e reconheço a covardia. Dr. Martin Luther King disse que "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons." Eu vi no caso do Tio Ricardo de Vila Velha o bons que não ficaram no silêncio, que marcham, escrevem e falam em defesa de um homem que sabem inocente.

E ouvi também, e ouço, o grito dos maus, que se escondem atrás do sigílo, da Autoridade, e até atrás das crianças.

E reconheço a coragem, e reconheço a covardia.

   

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A corrida do Capitão

19/09 foi Dia Internacional de Falar como um Pirata
A Rainha Vermelha da Alice precisava correr tanto quanto podia, para se manter no mesmo lugar. Daria inveja para quem monta uma esquema Ponzi, que para ficar onde está, precisa sempre correr mais rápido. Pois a renda da primeira leva é pago com o principal da segunda leva; a terceira leva paga a renda dos dois anteriores; a quarta já dá conta dos três anteriores, e assim vai. Para manter a esquema em pé, é preciso não que a coisa continua no mesmo ritmo, mas que entre cada vez mais. Senão, desanda.

Umas esquemas caim ao chão rapidamente, enquanto outras são duradoras. O esquema Ponzi original durou poucos meses. O de Bernie Madoff, décadas. Como que Celso Rossi consegui fazer de naturismo brasileiro sua reserva e tira dele seu sustento, durante um quarto de um século?  Entendendo porque a nau capitania está indo finalmente à pique, entendemos porque navegou tanto tempo.

Mudança de praça

O primeiro empreendimento de Celso foi o Paraiso da Tartaruga morro acima da Praia do Pinho; depois Pedras Altas, também em Santa Catarina; depois foi mais longe para Colina do Sol em Taquara, RS. Ouvi ainda que sua ligação com uma área naturista em Minas Gerais terminou quando a barragem literalmente estourou.

Este mudança ajudou suas esquemas, não somente para encontrar um rebanho novo para tosar, mas também a mudança de praça comercial e da comarca ajudou deixar sua história para trás.

Mas o mundo mudou. Ficou menor. Mais aberto. Na "aldeia global", tudo é local. O que era longe está aqui, o que teria sido esquecido no passado, está presente.

Justiça digital

A Internet trouxe o longe, para perto
Já vimos que no despejo da AAPP do Morro da Tartaruga, o nome do Celso Rossi foi citado duas vezes na sentença do Tribunal de Justiça de SC, e a acordão está no Internet, ao alcance de qualquer um. Antigamente, ler isso teria exigido uma viagem ao Fórum da comarca, ou ao Tribunal de Justiça do estado. Hoje, há mais transparência. Que é ruim para quem tem algo que não quer que transparece.

No processo da falência da Naturis, podermos ler online, num acordão do TJRS, que:

A promoção de fls. 405/418, ademais, bem equacionou os fatos, devendo ser considerada como aqui transcrita, evitando a tautologia e a mera transcrição.
Ocorre que, no entanto, ausente o fundamento que justificou a decretação da falência, referido como “(...) a prática dos atos de falência descritos nas letras ‘a’ e ‘f’ do inciso III do artigo 94 da Lei nº 11.101/05 (...)” (grifei fl. 162), não podendo subsistir o decreto, cuja finalidade foi única e exclusiva a de fraudar credores, sob pena de ser prestigiada a conduta ilícita, diante da documentada atividade de Celso Rossi junto ao grupo (fls. 375/376) e da ciência da gerência da contabilidade por profissionais de Sapiranga (fls. 381/387). Grifa-se.
Quando Celso Rossi se apoderou do naturismo brasileiro, até uma determinação judicial destes teria sido inócuo. Poucos pessoas vão ao Forum verificar processos, e verficando que já passou em muito os 400 páginas, poucos persistem. Mas com documentos digitais disponíveis pelo Internet, é fácil buscar o nome que interesse.

Naquela época, eram fatos isolados, em lugares separados. Hoje, cada fato poder ser costurado com o anterior e o posterior, e ao ser vistos em cadeia, viram modus operandi. E pode ser não ser somente os fatos, que são vistos em cadeia.

"Celso Rossi não dá ponto sem nó"

Ouvi de várias pessoas esta afirmação. Como expressão idiomática, devemos considerar o sentido literal. Porque é bom dá nó? Porque sem, alguém pode puxar o fio, e a peça desmancha. Agora, como expressão de fato, é falso. Em documentos públicos, Celso precisa colocar assuntos na mesma maneira que todas as outras pessoas. Há muito ponto sem nó em cartório, no registro de imoveis, na tabelião, na Junta Comercial, etc. É só ir lá procurar ... e puxar.

O lente aumentativa da imprensa
    
Celso percebeu cedo que o naturismo ganhava espaço desproporcional na imprensa. A Colina do Sol, com umas 100 casas, e um valor total menor de uma casarão de Alfaville, tem fama nacional. O país está cheio de empreendimentos imobiliários com cinquenta vezes o porte financeira, desconhecidos fora do seu região imediata.

Além do aspeto aumentativa da imprensa, seus lentes são tingido de cor-de-rosa quando trata destas assunto de "estilo de vida".. A percepção de naturismo como excêntrico mais inofensivo foi percebido pela agência que fez a propaganda de Margarina Mila já em 1979. Celso percebeu isso. Mídia farta e favorável ajuda qualquer esforço.

A Queen Anne's Revenge, de Blackbeard
Como a Colina do Sol aproveitou isso? Num caso que acompanhamos ao lado direto do blog, a pedido da famosa Colina do Sol para uma ligação a rede elétrica, resultou no concessionário RGE fincando postes nas terras dos vizinhos, num custo que pela extensão parece elevado. Para o "Encontro Latino-Americano de Naturismo", que atraiu exatos três estrangeiros, a prefeitura arrumou a estrada que leva à Colina, em preferência a outras vias mais transitadas e mais necessitadas.

A falsa denúncia de pedofilia trouxe uma onda enorme de mídia. Os dirigentes da Colina cultivaram a mídia abrindo as portões para que poderiam filmar o "flagrante", e ouvi que uns deles ao pedido da polícia ficaram nus para dar entrevistas. Dizerem que denunciam pedofilia, e qualquer um que denuncia pedofilia é para a mídia um herói.

A Naturis/Celso Rossi, procurado durante anos por oficiais de Justiça, cartas registradas, e editais fixadas no Fórum, finalmente buscou o processo de falência referido acima, quando as denúncias falsas já tinham sido feitos, e entregou sua primeira petição no caso, na segunda-feira seguinte as prisões. Por coincidência, com as denúncias em curso mas duas semanas antes das prisões, Dana Wayne Harbour, maior investidor no empreendimento Hotel Ocara, também de Celso, foi executado na sua cabana dentro da Colina. Claro que a morte de Wayne naquela hora, quando seria ofuscada pelas falsas acusações, só pode ter sido coincidência.

Já notamos que um dos devedores de Fritz Louderback na Colina do Sol, Etacir Manske, deixou de pagar a dívida na mesma semana que suas acusações colocou seu credor na cadeia.

Celso Rossi recentemente entregou defesas neste processo de falência, e num outro. Nos dois casos, ouvi, a maior parte da defesa era um calhamaço de 400 páginas com recortes amareladas de jornal elogiando Celso Rossi.

Aparecer na imprensa é uma tática de Celso Rossi e da Colina do Sol. Aproveitaram seu momento na mídia com as denúncias de pedofilia, para finalmente enfrentar os processos dos quais fugiram antes? Ou, sabendo que não dava mais para fugir, resolverem fazer as denuncias, para criar uma onda de mídia favorável? O que veio primeira, a galinha ou o ovo? 

O jornalismo digital

Na mesma defesa em que Celso juntou seus recortes antigos, ele apontou o origem dos seus problemas atuais: este blog.

Sim, parece que em pesquisando a vida empresarial de Celso Rossi, e publicando os fatos que encontrei no registro público, dificultei que a esquema prosseguisse. Alertamos do golpe da "Colina dos Ventos".  Trocamos dados com outras vítimas, com a Dra. Carmen que defende a família do finado Gilberto. Encontramos os dois mapas de Celso, um mostrando o que ele comprou, e o outro mostrando a área maior que ele vendia.

Voltando para o começo do ensaio, para manter uma esquema Ponzi funcionando, é preciso não somente sempre ficar correndo rápido, mas ficar correndo sempre mais rápido.  Se ficar, o bicho pega. E o bicho está pegando. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O assassinato de Dana Wayne Harbour

Dana Wayne Harbour foi morto num "assalto" na sua cabana na Colina do Sol no final de novembro de 2007, duas semanas antes das prisões do Fritz Louderback, André Herdy, e suas esposas. A prisão do quatro da Colina com cobertura maciça da mídia foi conduzido pela titular da Delegacia de Homicídios do Rio Grande do Sul, Juliano Brasil Ferreira, e do seu assistente e sucessor, Bolívar Reis Llantada.

A morte de Wayne não foi investigada pela delegacia especializada, apesar de que dois dos seus investigadores já estavam no Colina antes do homicídio, ouvindo "Tuca" e outras membros da corja que manda no lugar.

A versão do delegado

Eu conversei com o delegado de Taquara, Luiz Carlos Aguiar, em junho de 2010, e ele me disse que a autopsia determinou que Wayne morreu de ataque cardíaco, e que assim, ele não poderia investigar o caso como homicídio, nem como latrocínio.  Das minhas anotações da época:

I pressed him on Wayne, and he said that according to the autopsy report, he died of a heart attack. Under Brazilian law, according to him, it may not even be "latrocinio", which is death caused during another crime. For latrocinio, there's a need for "gunshot wounds, wound from a sharp instrument, strangulation, suffocation" to have provoked death. Provoking a heart attack which caused death is not latrocínio, apparently.

A versão do perito

Consultório do Dr. Sami el Jundi em Taquara
Em março, eu estava em Taquara e finalmente conversei com Dr. Sami el Jundi, o legalista que fez a autopsia do Wayne; que fez a exame do corpo de delito de LAM, filho de Isaías, na tarde em que ele, seus irmãos e seu pai foram interrogados por sete horas na delegacia de Taquara; e fez o exame do corpo de delito d'O Moleque que Mente®.

Eu conversei com Dr. Sami sobre vários destes assuntos, dento dos limites que o sigilo profissional imponha. Levantei a morte de Wayne com Dr. Sami, e ele disse, "O caso deve estar aberto ainda, é homicídio, e o autor não foi apontado ...

Disse ainda que "O laudo é negociado entre o delegado e o legalista, não sou eu que faço os quesitos." Mas me falou duas vezes, que ele colocou a morte como ataque cardíaco, provocado por estresse, e o causo do estresse foi o roubo.

Estamos, então, com uma contradição. O delegado disse que conforme o legalista, o morte de Wayne não foi homicídio. Falando direto com o legalista, este disse que foi homicídio.

Quem se beneficiou com o morte de Wayne?

Há gente que se beneficiou com o morte de Wayne. O que ele tinha de valor - ou que pelo menos tinha custado dinheiro - foi sua participação no Hotel Ocara, uma negociata de Celso Rossi sobre qual já escrevemos bastante aqui. Ele tinha sua casa em que agora, ao que ouço, está morando Colin Peter Collins, atual presidente da Colina do Sol. Conforme Marcelito, amigo de Wayne, na manha seguinte ao seu assassinato, Collins já entrou na casa de Wayne, apesar do isolamento policial da cena do crime, para retirar papeis. Ele tinha um carro, e Douglas Anner Louderback estava tirando carteira de motorista no DMV meses depois, e viu a corja aparecer lá para atestar que Wayne queria que o carro fosse transferido para alguém.

Teorias do assassinato

Eu sei menos do que ouvi sobre a morte de Wayne, pois ouvi contradições. Há uma teoria que a morte de Wayne foi tramada, e de que foi um erro - que o alvo era Fritz. Vou dar as duas versões.

Conforme Fritz Louderback, Wayne estava juntando as provas da fraude do que ele foi vítima no seu investimento na Ocara SA, e que tinha caixas de documentos, e informações no seu disco rígido externo. Seu plano, conforme Fritz, era de voltar para os EUA, deixando com a Polícia Federal no aeroporto o disco rígido com as provas do crime. Ele também tinha feito um testamento novo, e pediu para que Fritz assinasse como testemunha no domingo seguinte. Isso foi numa segunda-feira, e Wayne foi assassinado na madrugada de quarta.

Quem se beneficiou do morte de Wayne, nesta teoria, foi Celso Rossi, autor do fraude de Ocara; Colin Peter Collins, cuja procuração teria sido cancelado pelo novo testamento; e talvez outros residentes da Colina do Sol.

A outra teoria, é que o alvo foi, na verdade, Fritz Louderback. Dentro do presídio, Fritz e Dr. André Herdy estavam no lugar onde além do um leva enorme de inocentes, há uma mistura de criminosos. Pessoas que conhece quem mate sob encomenda, o onde encontrar tais pessoas, ou até os próprios. Um boato, que veio através do fornecedor do traficante residente da Colina do Sol - todos sabem quem é - que disse que tinha sido procurado para "fazer o serviço", mas já com a polícia atrás dele, recursou. Disse que era para entrar pela portão dos fundos da Colina, entrar na terceira casa na esquerda, e matar o gringo, assaltando a casa para encobrir o crime. Na rua que segue reto, a terceira casa seria de Wayne; na rua mais a esquerda, a terceira casa seria a do Fritz Louderback.

Fritz também me disse, que um grupo de colineiros - incluindo elementos da corja - bateu na sua porta na manha depois da morte de Wayne, a pareciam surpresos em encontrar-lo vivo.

Uma terceira teoria ainda era de que o "assalto" era para dar um susto em Wayne, e que sua morte não fazia parte do plano.

Teorias de conspiração

Desconfio, em via de regras, de teorias de conspiração. Quem enxerga conspirações em todo lugar tende a ser louco ou promotor de GAECO.

Porém, no presente caso, não há como contestar a existência de uma conspiração criminal organizada. Vejamos:

  • O Hotel Ocara, bolado não para receber hóspedes, mas para burlar investidores;
  • As muitas histórias, de muitos anos, dos abusos do "conselho de disciplina" para confiscar os diretos de quem colocou dinheiro na Colina (não coloquei neste blog nem todas as histórias que estão em documentos públicos);
  • A reunião, presidido pelo sr. João Olavo Roses, em que foi distribuído o telefone do disque-denúncia, poucas meses antes da prisão dos quatro da Colina;
  • As denuncias sem fundamento contra Silvio Levy, feitas de maneira coordenada pela corja;
  • A bomba incendiário plantada dentro co chaminé da casa de Barbara Anner, dentro das portões e muros da Colina do Sol, enquanto ela estava ausente numa audiência no Fórum;
  • O abuso do "processo disciplinar" da Colina contra qualquer um que apoiasse Fritz Louderback;
  • A reclamação de que a presença dos seus advogados na casa de Barbara Anner, a 300 metros da casa mais próxima, causava tanto "incomodo" que esta senhora, então com 75 anos, fosse mandada de volta para um presídio brasileiro.
  • e não de menos, as próprias denúncias falsas de pedofilia no caso Colina do Sol.

Uma conspiração criminal existe dentro da Colina do Sol, e se utilize da sua estrutura de "clube", e da alegação de que naturismo precisa de "regras especias", para de uma maneira sistemática praticar estelionato. Isso é um fato mais que comprovado.

Eu li vários das cartas com decisões do CNCS. Eu li, na caça as bruxas da Catanduva, as conversas do membros do "Tribunal" do PCC. E não vejo grande diferença entre uma coisa e outra.

A agressão contra Fritz Louderback e qualquer familiar ou amigo seu, dentro da estrutura do "clube", esbarrou numa única limite, da imaginação da corja em inventar novas maneiras de dificultar sua vida. A bomba incendiária foi fruto do mesmo grupo? O "assalto" em que Wayne foi morto, e o sortudo João Olavo Roses não foi amarrado pois acabou a fita, e tinha seu carro recuperado no dia seguinte sem um arranhão, teve seu autor intelectual dentro da Colina do Sol?

A questão não é se houvesse e ou se haja conspiração criminal. Tinha, e tem. A questão é se o morte de um idoso de 79 anos estava além do que este grupo faria. Ora, mandando Bárbara de volta ao presídio, eles sabiam perfeitamente que ela corria o risco de morte. Foi feito com dolo, com malícia calculada, com planejamento, feito em conjunto.

Eles comprovaram que não conhecem limites.

O estado de direito

O fim do caso Colina do Sol, e a inocentação dos acusados, está para acontecer em poucos meses. A corja já está de prevenindo: várias cabanas foram vendidas em semanas recentes, comprados por pessoas que vão descobrir que jogaram seu dinheiro pela janela. Problema deles, pois a realidade foi amplamente divulgado e documentado aqui.

Mas a corja ainda tem o que perder. E se não conhecerem limites antes, o que eles vão fazer quando não há mais como atrasar? Quando a lei vem para cobrar as consequências dos seus atos, não somente na esfera civil, mas também no criminal? Quando a imprensa vem saber que história foi esta que engoliu e regurgitou? Quando a polícia procura um bode expiatório para seus crimes?

O que eles vão fazer?

E o que será feito com eles?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comoção e convocação

Recebemos de um amigo a convocação para uma reunião domingo na Colina do Sol. O assunto é a sentença trabalhista dos herdeiros de Gilberto, sobre a andança de qual já informamos os sócios aqui.

Escrevi em detalhe sobre situação da dívida e das terras faz dez dias, e não pretendia deixar assuntos mais importantes para voltar nisso agora. Mas para resumir:

  • O processo continua, até hoje, em mãos da advogada de Celso Rossi, inacesível ao CNCS;
  • O total ainda devida está em volta de R$75 mil;
  • O leilão das terras já foi determinada pela Justiça, caso não for pago a dívida;
  • Somente parte das terras estão penhoradas, a situação de cada cabana depende de onde fica. Fiz uma mapa, mas somente um topólogo, depois de visitar as terras junto com antigos moradores de Morro da Pedra que conhecem os marcadores, poderia dar certeza;
  • Há outras dívidas, esta sendo somente a mais urgente, não a maior;
  • O "camping" de João Ubiratan dos Santos, vulgo "Tuca", está nas terras penhoradas, e ele não é "dono da sua terra" em grau maior do que qualquer outro sócio;
  • O CNCS não notificou todos os sócios da reunião, e especificamente não notificou Silvio Levy, dono de uns 40% dos "títulos patrimoniais" e mais de 50% das "concessões residenciais";
  • Vários dos conselheiros atuais do CNCS participaram do pedido de falência onde a Promotoria viu indício de concilium fraudis;
  • As advogadas Dra. Vanessa Teixeira Muller e/ou Dra. Nina Turk assinaram as petições contraditórios e simultâneas em processos diferentes, que atraiu o interesse do Promotoria;
  • Não se deve contar com a indenização de SBT para "salvar a pátria", pois outros lesados por CNCS já pediram que a Justiça segura o dinheiro para garantir que sejam indenizados.

Para ser curto e grosso, o que é de interesse dos conselheiros e as advogadas do CNCS, talvez não seja é de interesse dos sócios. Eles correm o risco de responder na Justiça criminal, e responder com os próprios bens para a dívida. Os sócios, não correm estes riscos - correm o risco somente de jogar dinheiro pelo ralo.

Eu sugeri várias perguntas para os candidatos para as eleições do conselho da Colina, em março. Não sei se foram respondidas. Talvez domingo seria um bom momento de colocar as perguntas de novo.

Quem "comprou" uma cabana na Colina do Sol desembolsou uma grana razoável; poderia ter comprado de verdade uma casa melhor na região como a mesma quantia. Apontei acima que os interesses dos donos de cabanas não são as mesmas que as interesses dos conselheiros atuais ou anteriores, e as advogadas dras Vanessa e Nina tem suas próprias carreiras em jogo nesta brincadeira.

Seria prudente, então, consultar seu próprio advogado, para determinar o que são seus interesses, e como defender-los. O fonte mais completo de informações é o blog aqui. Garanto que todos os documentos aqui apresentados são autênticos. Afirmo que a mapa das divisões da Colina é o mais correto que pode ser feito, sem acesso ao local em companhia de quem conhece os antigos marcadores.

A quem interesse?

Mas antes de resolver como proceder domingo, sugiro que cada um, que pense em "ajudar Colina", devem pensar naqueles que investiram dinheiro, trabalho, ou esforço em Colina do Sol.

  • Onde está Wayne, o maior investidor no Hotel Ocara?
  • Onde estão os franceses, que também investiram pesados no hotel?
  • Porque não foi informado da reunião Silvio Levy, dono de metade das "concessões residenciais"?
  • Onde está Cleci, que durante anos trabalhou para preparar as festas da Colina?
  • Onde está Fritz Louderback, que reformou as sistemas de luz e água, e trouxe tantos outros benfeitorias?
  • Onde está Nedy, que estava na Colina desde o começo, a sócia que trabalhava para criar seus filhos, e nunca teve tempo de desfrutar do lazer?
  • Onde é a familia do padre, que aparecia sempre na mídia como a "cara da Colina", e nunca receberam nada por isso?

Sugiro também que se olhe bem para quem pede que "todas colaborassem para salvar a Colina do Sol", e pergunta: estes são pessoas que tiram seu sustento da Colina do Sol, ou que colocam algo para dentro? E o que eles vão colocar - não de promessas, ou "rolos", ou "permutas", ou de "concessões", ou do "ovo de ouro" que continua na galinha do SBT, mas de dinheiro que é bom? Quanto que eles vão colocar?

As respostas não tenho. Mas as perguntas são estas. O exemplo de todos que já fizerem sacrifícios para o "bem da Colina do Sol" está nítida, e as pessoas pedindo sacrifício, são os de sempre.

 

CONVOCAÇÃO

PARA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA

 O CLUBE NATURISTA COLINA DO SOL CONVOCA SEUS ASSOCIADOS PARA COMPARECIMENTO EM REUNIÃO QUE SE REALIZARÁ NO DIA 30.10.2011, (DOMINGO), ÀS 10:00 HORAS NA SEDE SOCIAL CNCS.

A REUNIÃO TEM COMO OBJETIVO ESCLARECER AOS ASSOCIADOS OS REFLEXOS DA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA MOVIDA POR SUCESSÃO DE GILBERTO ANTÔNIO DUARTE DE VARGAS SOBRE O PATRIMÔNIO DO CLUBE, DEBATER SOBRE ALTERNATIVAS PARA SALDAR DÍVIDAS DE TERCEIROS E OUTRAS PROVIDÊNCIAS QUE VISAM SALVAGUARDAR A SEDE DO CNCS.

CENTRAL DE ATENDIMENTO DA COLINA DO SOL.

51-9959.3490


domingo, 11 de setembro de 2011

"... com a venda dos bens penhorados"

Como já destacamos inúmeras vezes, as terras da Colina do Sol são de posse, de invasão de vizinhos, ou quando há realmente matrícula no Registro de Imóveis a favor no nome de CNCS ou Celso Rossi, os terrenos estão penhoradas para pagar as dívidas de Naturis, empresa cuja "venda" de Celso Rossi e Paula Andreazza para CNCS foi declarada concilium fraudis. Também há a hipoteca a favor do banco BRDE para garantir um empréstimo, de um terreno não sendo este o terreno onde o hotel está construído. É fraude federal, sendo que o banco é público.

A tentativa de Fritz Louderback de regularizar as terras da Colina do Sol foi talvez o estopim para as falsas denúncias de pedofilia feito contra ele pela corja.

Herdeiros de Gilberto

Em 2009, a venda da Colina para satisfazer o débito com a Sucessão de Gilberto, chegou de ser anunciada em jornal. Eu até investiguei, com Silvio Levy, a possibilidade de arrematar a área. Fazendo o due diligence, encontrei as falhas da documentação; as provas de que sr. Rossi sabia perfeitamente que a área que ele comprou era bem menor do que ele afirmava quando vendia "títulos" e "concessões"; o valor do terreno nu sendo uns R$400 mil; o hotel não sendo um empreendimento comercialmente viável.

sr. Rossi, do que ouvi, fez vários propostas indecentes para os herdeiros do finado Gilberto. O primeiro, nos autos do processo, era de R$1.500 e metade de um carreto para compensar a morte de um pai de familia. O mais recente do que ouvi, era de um carro usado para quitar uma dívida beirando R$200 mil.

Caução liberada

Por que alguém aceitaria uma proposta destas?

Sem sugerir coerção, a explicação seria a proposta de "dinheiro agora" em vez de "dinheiro depois". Quem precisa dinheiro para criar os filhos, talvez não quer aguardar dinheiro para criar os netos.

Porém, não dá mais.

Celso já depositou, faz tempo, uns R$92 mil, sobrando pelo último cálculo que fiz, mais R$75 mil.

Faz muito tempo, um parte pequeno deste depósito já foi entregue para a família de Gilberto, e as contribuições para INSS foi regularizadas, sendo que agora a viúva recebe a pensão por morte. Acontece que, faz vinte dias, o juiz liberou o restante deste depósito para a família de Gilberto. Com R$92 mil em mãos e o pagamento mensal do INSS, a família pode aguardar o restante. Não há mais espaço para ofertas vis.

 
17/08/2011 Vara ALVARÁ LIBERADO
Observação: LIBERADOS VALOR REMANESCENTE DEPÓSITO JUDICIAL E DEPÓSITOS RECURSAIS AO RECLAMANTE
 

Pague, ou deixe ir à pregão

No dia primeiro de setembro, o juiz da primeira vara de trabalha de Taquara, avisou que chegou a hora de pagar o julgamento. Ou as terras da Colina - pelo menos aquele parte com registro - vai à leilão:

 
01/09/2011 Vara DECISÃO / DESPACHO
  Despacho: - Notifique-se a executada para efetue o pagamento do débito remanescente, no prazo de 05 dias, sob pena de prosseguimento da execução com a venda dos bens penhorados. Em 01/09/2011. EDUARDO DE CAMARGO Juiz do Trabalho
 

Realmente, está na hora. O caso está correndo mais de uma década.

Os sócios devem fazer vaquinha?

Enquanto a soma de R$75 mil é respeitável, dividido por uns 84 sócios ativos, ou por 100 cabanas, é uma soma que pode ser engolida. De cara, parece que para preservar seu investimento, os sócios devem fazer um simples rateio.

Poderia ser - se for somente isso a pagar. Mas quem garante que é só isso?

A "doação" das terras da Colina de Celso para CNCS já foi declarado concilium fraudis por mais de um juiz, e com isso, as terras da Colina respondem para as dívidas de Celso Rossi, que não são poucas, nem pequenas.

Por exemplo, deve mais de R$300 mil para o banco BRDE, para o empréstimo que serviria para completar a construção do Hotel Ocara. Celso levantou dos investidores, como o finado Dana Wayne Harbour, e do banco, mais do que o dobro do dinheiro necessário para edificar o hotel - que não terminou. E deu em garantia para o BRDE, um terreno que não fica onde ele disse que fica.

Nós já demonstramos aqui, em detalhes e com números e documentos, a natureza do negócio Ocara Hoteis S/A, e os dois mapas submetidos por Celso Rossi à Justiça, um confirmando que muito da terras mostradas como parte da Colina do Sol, não é terra matriculada nem posse por ele comprado, mas simples invasão da coisa alheia. Não há porque presumir que seus outros negócios são diferentes, ou que as dívida dos Herdeiros do Gilberto será última ato dele para qual credores vão penhorar as terras da Colina do Sol.

Rateando o valor da dívida, então, não garantiria aos sócios do CNCS a propriedade das terras. Pagando a dívida não, nem formalmente, "compra" a terra: simplesmente quita uma dívida de Celso Rossi. Efetivamente, compraria-se, tão-somente, um pouco de tempo. Até a próxima cobrança.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Quebrando o ciclo?

Três anos depois da eclosão do caso Colina do Sol, na Praia de Tambaba, o mais famoso recinto naturista do nordeste do Brasil, um naturista foi preso sob acusações idênticas - abuso de menores, produção e distribuição internacional de fotos, etc.

As acusaçoes contra Nelci-Rones Pereira de Souza parecem tão frágeis quando os contra Dr. André Herdy, Fritz Louderback, Cleci Iegli da Silva e Barbara Anner. As fotos são todos de máquina de filme - que quer dizer, precisavam ser reveladas, e o processador não viu nada demais - e o que foi mostrada pela polícia, está longe de cruzar os limites da lei. As jovens ouvidas até agora, negam abuso.

Comentamos o caso no blog Peladistas Unidos, assim que ouvimos, onde também veiculamos uma carta aberta do filho de Rones; e onde examinamos a proibição de crianças na praia de Tambaba.

Eu escrevi para uma jornalista da região e conversei com ela. César Fleury localizou os filhos de Nelci (para quem demos umas dicas) e falou com o prefeito de Conde e outras autoridades. De Rio de Janeiro, Pedro Ribeiro - editor de Jornal Olho Nu, fundador e Marquês de Abricó - deu entrevista questionando a proibição de menores em praias naturistas.

Adiantou alguma coisa?

Ontem a noite, um radialista e advogado de Paraíba, Gutemberg Cardoso, olhou o caso. Seguindo o twitter dele, ele leu primeiro o blog Peladistas, achou que o caso poderia ser uma injustiça, e conversou com um dos promotores, e "ele diz que é preciso prudência neste caso".

Vindo de promotor, um aviso de que prudência é preciso - depois de tanta precipitação - é coisa muito forte.

Espero que na conversa entre o jornalista-advogado e o promotor, os fatos e as considerações levantados pelo blog foram ventiladas, e contribuiriam para a prudência súbita.

Desviando atenção

A acusação contra Nelci-Rones Pereira de Souza vem poucas semanas depois do que a prefeitura de Conde revogou a concessão da praia, em 22/11. Durante uns seis anos Tambaba foi gerenciado pela Sonata, ONG do qual Nelci-Rones era diretor e ex-presidente.

Uma coisa tem algo a ver com a outra? Bem, no caso Colina do Sol às acusações no começo de dezembro de 2007, serviram para desviar atenção das irregularidades das terras e de dinheiro, em que a direção da Colina do Sol estava fortemente envolvida, e do assassinato do americano Wayne no final do novembro de 2007. Wayne estava investigando as irregularidades do Hotel Ocara, erguido com mais de R$500 mil de dinheiro de investidores estrangeiros e de empréstimo de dinheiro publico, e em que Celso Rossi colocou um terreno para qual tinha pago R$5 mil - e nem era o terreno onde ficava o hotel.

No caso Colina do Sol, é sabido de onde partiram as denúncias infundadas, primeiro contra Fritz e André e suas mulheres, depois contra quem os apoiava, inclusive Cristiano Fedrigo, Silvio Levy, e eu. Partiram da corja da Colina, os devedores e desafetos.

Sr. Nelci-Rones é, pelo que li, é um "cabeça-dura", o tipo de pessoa que age conforme princípios ainda que contra conveniência. Dependendo do que motivou o rompimento do convênio, afastar Nelci-Rones e abalar sua reputação poderia parecer não somente conveniente, mas essencial.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Contratempo

O tempo está encurtando para a corja da Colina e seu capitão. A cobrança está cada vez mais perto, e a renda, cada vez mais ilusória. A população da Colina do Sol está agora reduzida a sete almas (aceitando que as pessoas de corja tenham mesmo almas), dos quais estão querendo expulsar três: Fritz, Barbara, e Douglas.

No lado particular, há uma baixa importante entre a corja. No lado jurídico, há uma definição de valores no processo da Sucessão de Gilberto, e uma data marcada para o julgamento do TJ-RS no processo contra o SBT. Do lado de cobrança, realidade dura, no lado de recebimento, esperanças esplêndidas prestes a derreter.

O Grande Prêmio do SBT

Uma indenização gorda é a saída em que a corja apostou tudo. Falamos em agosto da audiência no TJ-RS, onde dois desembargadores se mostraram dispostos a reduzir o milhão da juíza de Taquara, para R$200 mil. E o terceiro, que pediu vistos (tempo para olhar o processo), se mostrou disposto a dar menos ainda.

Outros casos ouvidos aquele dia, eram para ser julgados em outubro, e até agora os autos repousaram no gabinete do terceiro desembargador.

Houve quatro críticos duros da quantia da primeira instância:

  • que estes casos são "uma loteria";
  • que a justificativa dada pela indenização pesada era o mesmo que nos processos individuais, "SBT tem muita grana";
  • dado o escândalo de pedofilia (que não sabem que é falso), a reputação da Colina já decaiu muito, "e não se pode manchar uma reputação que já é preto"; e
  • quando convidaram um equipe de um rede que incluiu programas como a do Ratinho, estavam se arriscando.

Vimos no site do tribunal, um petição entregue dia 16, e no mesmo dia, o julgamento marcado para dia 25, quinta-feira, as 14:00. Que petição seria está? Talvez alguém informou o tribunal de que as testemunhas da Colina do Sol, Tuca e outras da corja, cometeram perjúrio, pois as balanças da Colina desmentem os prejuízos financeiras alegadas.

Pode ser também que a mudança na situação de SBT - R$2,5 bilhões não é café pequeno - pesariam no pensamento dos desembargadores. "SBT tem muito dinheiro", o único argumento para fixar a quantia, não é mais verdade.

Mais significativo para CNCS e a corja - que estão com o lobo na porta - é que com o desfalque no SBT, a possibilidade de um acordo ficou mais remoto. Com a TJ-RS reduzindo a quantia em 80%, um acordo por algum parte disso, vamos dizer R$250 mil, seria uma trocada para SBT encerrar o assunto, e suficiente para quitar a dívida com os herdeiros de Gilberto, e o principal da dívida com BRDE.

(Sim, estas dívidas não são da CNCS mais de Celso Rossi, mas a regra invariável é que renda é para Celso, dívidas são para a coletiva. Sem dúvida há uma maneira já planejado, um contrato de consultoria ou algo assim, para desviar o dinheiro para a bolsa da corja.)

Mas com a necessidade de quitar um empréstimo de R$2,5 bilhões, SBT precisa de caixa. E não há maneira mais barato no Brasil, do que adiar pagamentos. A possibilidade de um acordo rápido agora é remoto. Se o TJ-RS não resolver simplesmente reduzir a indenização a zero.

Chegou a conta dos herdeiros de Gilberto: R$110 mil ainda

A quantia devido à Sucessão de Gilberto era um número que variava muito, dependendo em quem foi ouvido. Numa certa época, eu e Silvio Levy ouvimos quer era mais de meio milhão. As terras da Colina foram penhorados para garantir a dívida. Comprar na Justiça pareceu uma maneira de encerrar o caso, pondo a corja para fora, mas o "due diligence" mostrou que o penhor cobria somente parte das terras, e nem era sabido que parte.

E a valor da Colina do Sol, que eu imaginava seria várias milhões, na luz de cálculos frios, era num avaliação bastante generoso 2,6 milhões - e isso calculando 1,5 milhões para as casas, dos quais descobri mais tarde um terço estão no terreno dos vizinhos, os Fleck.

Pulamos fora, uma decisão bastante acertada.

O valor de uma dívida destes é calculado por um perito, e o que ele calculou é R$ 188.995,87:


O que é mais notável aqui é que, registrando o trabalho de Gilberto em carteira, a pensão vitalícia passou a ser responsabilidade do INSS. Devia ter sido pago uma multa brutal, e seria interessante saber onde Celso encontrou o dinheiro. Deste total está descontado R$10.469,73 já pagou à familia de Gilberto. Do depósito já feito pelo Celso Rossi, de uns R$92 mil, sobraria uns R$80. Há juros e correções, no depósito e na dívida, mas em números redondos, Celso ainda deve uns R$110 mil. Para qual grande parte das terras da Colina do Sol, servem como garantia.

Notamos também que há nesta conta honorário advocatários, para dois embargos de terceiro, na soma de R$23 mil cada. "Embargos de terceiro" é alguém dizendo, "A Justiça não deve penhorar isso, pois eu vou sofrer e nada tenho a ver com a disputa."

Um destes embargos era de CNCS, dizendo que os terrenos era dele, e não poderiam ser penhorados para pagar uma dívida de Naturis. Um absurdo, pois CNCS é dono de 90% de Naturis, e recebeu as terras como "doação" de Naturis, quando a dívida já existia.

O outro embargo era de Fritz Louderback, não reclamando do penhor da totalidade das terras, mas somente da sua própria casa. Foi rejeitado pois ele não comprovou que sua casa ficava naquelas terras penhoradas. Ele só tinha o "mapa de vender" de Celso Rossi, que não mostra as glebas. O "mapa de compra" tem este informação (ainda que Celso mentiu para a Justiça sobre a localização do terreno 2025, hipotecado para BRDE) mas mostra corretamente o terreno de Vendelino, onde fica a casa de Fritz.

Fritz recebeu a justiça gratuita. Perdeu os embargos dele, por não ter as informações guardadas a sete chaves pela corja, guardadas porque comprovaram as fraudes. CNCS perdeu por não ter a razão ao seu lado, mesmo. Os honorários nos dois casos, sobram para o parte vencido, quer dizer Naturis/Celso Rossi/Paula Fernanda Andreazza/CNCS.

Os excluídos x CNCS

Há dois processos para ser julgados, das pessoas excluídos pelo CNCS na sua perseguição de Fritz, Dr. André, Barbara e Cleci. São dos trabalhadores, proibídos de entrar para trabalhar, e de Cristiano, Douglas e Fritz, contra as proibições de ir e vir para a própria casa, inconstitucionais.

O primeiro está para julgar desde junho, com todos os papeis entregues e testemunhas ouvidos. O segundo está "aguardando juntada" desde o dia primeiro de outubro: as vezes demora muito no Fórum de Taquara, a tarefa árdua de fazer dois furos numa folha de papel.

Os trabalhadores, que sofrem prejuízo diário pela proibição de trabalhar, pedirem indenização diário. Parece que a demora do Fórum favorece a corja, mas a conta está aumentando. Um dia terá que ser paga.

Divórcio e dinheiro

Chega aos nossos ouvidos que João Olavo Rosés e Astrid se separaram, João Olavo continuando na Colina do Sol, e Astrid se mudando para lugar incerto e não sabido. Um cuidado sábio. Astrid, casada com João Olavo, sabia da maneira que a corja procedia. Ela sabe demais, como o velho Dana Wayne Harbour sabia demais. E sabemos que fim Wayne levou.

Faz uns meses que os pais de Astrid deixaram a Colina do Sol. Um lugar tão isolado não é ideal para pessoas idosos de saúde que exige cuidados.

Não tenho grande simpatia para a sra. Astrid. Vi ela somente uma vez, na tarde de abril de 2008 em que a corja da Colina fez suas acusações no Fórum de Taquara. Atrid não foi testemunha, ficou na corredor fora do sala do júri, fazendo seu tricot. Pensei em Madame Defarge fazendo tricô no pé da guilhotina.

Porém, pelo boato que ouvimos, sra. Atrid é também uma vítima da corja: supostamente, todo seu dinheiro sumiu no complô que visava tomar conta da Colina do Sol, e de alguma maneira lucrar com isso, talvez dividindo entre as comparsas o prêmio de SBT.

Sabemos de umas das fontes de dinheiro que sustentam a corja até agora, apesar do encolhimento da Colina do Sol. A rouba das árvores trouxe uma boa grana, que nunca entrou para a caixa oficial. Outra notícia que chega por meios não-oficiais, é que a familia de Wayne, apesar de promessa de receber metade do valor da casa dele, e de ter ouvido que o investimento em Ocara vale alguma coisa, não recebeu dinheiro nenhum.

A corja talvez se sustentou com estes três fontes: o dinheiro de Wayne, das árvores, e da Astrid, e ainda mais, da esperança do Grande Prêmio do SBT. Mas as três fontes de dinheiro vivo se esgotaram, as cobranças empurradas com a barriga estão vencendo, e o dinheiro da SBT não vem - e talvez, não vem nunca.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ocara - O golpe contra Wayne

Dana Wayne Harbour, assasinado na Colina do Sol, 28/11/2007
Dana Wayne Harbour morreu num "assalto" à sua casa na Colina do Sol, duas semanas antes da prisão dos quatro da Colina. Os documentos que ela tinha reunido sobre a fraude do Hotel Ocara sumiram no dia seguinte, mas parte pelo menos pode ser recuperada. Também os papeis públicos do Ocara S/A fornecem provas o suficiente, como a Ata em que o dinheiro dele entrou na fraude, que publicamos hoje.

Este americano aposentado e idoso, que morreu aos 79 anos de ataque cardíaco, amarrado e com sua boca coberto com fita adesivo, era o maior investidor no Hotel Ocara. O empreendimento consumiu mais de meio milhão de reais de capital de estrangeiros e do orçamento da União (via um empréstimo do banco público BRDE), sem que fosse terminado nem a primeira etapa do prédio, com orçamento bem menor que isso.

Supostamente, Wayne tinha planos de voltar para os EUA, deixando seu disco rígido com a Polícia Federal na saída. Mas a morte o encontrou, antes.

Perguntas

A morte de Wayne deixou perguntas. Quais foram suas provas da fraude? Quem se beneficiou com o sumiço do arquivo dele, e o sumiço dele, arquivo vivo? O que era a natureza da fraude do qual ele foi vítima? Dá para comprovar a fraude, sem as provas de Wayne?

O investimento de Wayne em Ocara era dinheiro corrente, de valor indiscutível; a contrapartida de Celso Rossi e sua família (com que ficaram com 80% do hotel) era de ceder o terreno em que o hotel seria construído. Como já comprovamos, o terreno que a familia investiu, não era aquele que prometiam.

E, ainda se o terreno tivesse sido aquele onde o hotel foi erguido; ainda se fosse da propriedade de Celso Rossi, seus pais e sua esposa: o negócio oferecido para Wayne era razoável, ou tão desvantajoso que teria sido estelionato ainda assim?

As provas no banco e no disco

As provas de Wayne, conforme alguém que as viu, eram caixas de cheques do Banco do Brasil, da sua conta ou da conta de Ocara S/A, e ouvi que ele afirmou que o primeiro cheque do investimento dele foi depositado não na conta da empresa, mas na conta particular de um dos diretores da empresa. O Banco do Brasil guarda cheques durante 20 anos, então será possível reconstituir esta parte da prova do Wayne, e verificar o destino do primeiro cheque.

O disco rígido externo de Wayne foi pego como evidência no caso Colina do Sol. Peritos do IGP/IC vistoriaram o disco a procura de pornografia infantil, que não encontraram nela, como não encontraram em parte alguma no caso Colina do Sol.

Não foi pedido aos peritos que procurassem evidência de estelionato ou que indicaria os autores do latrocínio. O que Wayne escreveu poderia estar lá no inglês, em Word ou em Excel. Há também três arquivos criptografados, "meus amigos.jpg.jbc", "mpstuff.jbc" e "Tests.jbc". Para ler estes, seria preciso encontrar a senha. Wayne tinha o hábito de escrever suas senhas no verso dos quadros da sua casa, mas estes não estão mais lá.

O relato de Wayne dos detalhes da fraude poderia estar lá no disco, fácil de ler, ou difícil de abrir, mas aguardando que alguém examinasse o disco procurando provas de crimes reais em vez de imaginários.

Além disso, a lei exige que corporações mantém livros de contabilidade. As Atas de Ocara mostram como o dinheiro entrou; os livros mostrariam que fim levou, que poderia ser ainda mais revelador.

Negócio lesivo

No dia depois de Natal de 2000, Ocara foi transformado num S/A, e 5.000 ações, representando 20% (vinte porcento) da companhia foram vendidos para Wayne, pela soma de R$250.000,00, "em dinheiro corrente nacional".

O preço pago por Wayne foi de R$50,00 por ação.

Houve um aumento anterior do capital social da empresa em 15/10/2000, 73 dias antes do ingresso de Dana Wayne Harbour. Naquela ocasião, como já demonstramos aqui, ´, Paula Fernanda Andreazza, e Luiz Alberto Rossi, entraram cada um com um terço do terreno onde ficaria o hotel, e para fechar a soma de R$5 mil, com mais R$381,42 cada.

Pagando R$1,00 por ação.

Enquanto, 73 dias depois, Wayne pagaria 50 vezes este valor por ação.

Temos vários hipóteses:

  • Que o terreno valeria muito mais do que o valor venal de $3.856,74. Celso Rossi recentemente afirmou que ele pagou $45 mil reais por menos de 45 hectares de terras em 1995. O valor da Ata de 15/10/2000 é consistente com isso.
  • Que o terreno valorizou muito nos 73 dias. Uma avaliação de 2007 coloca o valor de terreno 2025 com R$22 mil. Este é o terreno que foi substituído nos livros de Ocara pelo terreno do hotel. O valor para mais ou menos 3,5 ha é consistente com o valor de terras agrícolas no distrito, valor que varia de R$4 a R$12 mil/ha. Mais ainda que esta valorização toda tinha acontecido antes de outubro de 2000, os Rossi teriam pago o equivalente de R$23 mil para seus últimos 5 mil ações, ou R$4,80 por ação - menos de um décimo do valor cobrado de Wayne, 73 dias depois.

É perfeitamente normal que acionistas novas pagassem mais que as acionistas originais, mais em tudo tem limites, e isso os ultrapassem. A explicação que o Ato dá para o valor é:

... a justificativa do valor de emissão como sendo compatível com o efetivo valor real, face a localização privilegiada do empreendimento integrado ao Centro Naturalista Colina do Sol, benfeitorias existentes e perspectivas de resultado do empreendimento em decorrência dos investimentos em curso.

Investimentos financeiros exigem mais do que promessas vagas, existem números. As perspectivas da Colina do Sol eram a visão da revista Naturis (editor, Celso Rossi); as previsões de crescimento da naturismo brasileira conforme a FBrN (presidente, Celso Rossi) e da própria Colina do Sol (mandantes, Celso Rossi e Paula Andreazza). O círculo fechado da naturismo brasileira permitiu que Celso apresentasse para o mundo um retrato unificada de paz e prosperidade, enquanto procurava mais vítimas para sustentar a esquema Ponzi.

O Concilium Fraudis

Além do mais, em 15/01/2000, um ano antes de golpe contra Wayne, Celso e familia fizerem o contrato de gaveta em que prometeram doar as terras da Colina para o CNCS. O registrodas terras foi efetivado, (com menos para CNCS e mais para Celso e familia do que o prometido), em 07/12/2001, um ano depois do que o dinheiro de Wayne foi fisgado. A transação que foi julgado concilium fraudis.

Se alguém fez um contrato fraudulento, os outros que fizerem devem ser examinados com cuidado. O cheiro de um contrato perfume o outro.

O salário régio

Entrando R$125 mil e prometido outra parcela igual, Ocara resolveu pagar ao Celso e Paula, a soma conjunta de R$4 mil por mês - mais de dez salários mínimos na época, uma soma com que daria para vivem muito bem em Morro da Pedra.

Creio que o hotel, em funcionamento parcial, nunca teve um mês em que conseguiu dar quatro mil de renda, muito menos de lucro. Mas duvido que os sócios-dirigentes deixaram de receber, enquanto tinha dinheiro em caixa.

 

OCARA HOTÉIS E RESTAURANTES S/A
CNPJ 03.218.670/0001-77
NIRE 43 2 0424368 3
por transformação de
OCARA - HOTÉIS E RESTAURANTES LTDA.

ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE
TRANSFORMAÇÃO DE TIPO JURÍDICO DE
OCARA - HOTÉIS E RESTAURANTES LTDA.

Aos 26 dias do mês de dezembro do ano de 2000, às 10:00 horas, na sede social reuniram-se a totalidade dos cotistas de OCARA - HOTÉIS E RESTAURANTES LTDA., empresa com sede e foro jurídico em Taquara(RS), na Estrada da Grota, s/n°, Centro Naturista Colina do Sol, CNPJ nº 03.218.670/0001-77, com seu Contrato Social devidamente arquivado na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob n° 43 2 0424368 3, em 25.05.1999 e última Alteração Contratual arquivada nesta mesma MM Junta Comercial sob n° l999280, em 13.12.2000, a saber: CELSO LUÍS ROSSI, brasileiro, divorciado, empresário,; residente e domiciliado em Taquara(RS), na Estrada da Grota s/n° - Morro da Pedra, CPF n° 3xx.xxx.xxx-72 e CI/RG n° 7xxxxxxx8 (SSP/RS); PAULA FERNANDA ANDREAZZA, brasileira, divorciada, empresária, residente e domiciliada em Taquara(RS), na Estrada da Grota s/n° - Morro da Pedra, CPF n° 3xx.xxx.xx-78 e CI/RG nº 40xxxxxx7 (SSP/RS) e LUIZ ALBERTO ROSSI, brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em Porto Alegre (RS), na Rua Anita Garibaldi n° 916 - apto. nº 30l, CPF n° 001.xxx.xxx-25 e CI/RG n° 2xxxxxxx8 (SSP/RS), os quais, de comum e pleno acordo, deliberaram: I-TRANSFORMAÇÃO aprovar a transformação do tipo jurídico da sociedade por cotas de responsabilidade limitada para sociedade por ações. De imediato, alterar a reunião de cotistas em Assembléia Geral Extraordinária, tendo sido indicado para presidir os trabalhos CELSO LUÍS ROSSI e para secretaria-lo PAULA FERNANDA ANDREAZZA. De pronto, foi aprovado pela totalidade do capital votante a transformação do tipo jurídico


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da sociedade, que passará a denominar-se OCARA - HOTÉIS E RESTAURANTES S.A., sendo que as atuais cotas serão substituídas por ações ordinárias nominativas com o valor de emissão de R$ 1,00 (um real) cada uma. Com efeito, os cotistas antes mencionados, detentores de cotas sociais, passam a possuir idêntica quantidade de ações ordinárias nominativas totalizando um capital social de R$ 20.000,00, a saber: PAULA FERNANDA ANDREAZZA. 9.167 ações ON: CELSO LUÍS ROSSI 9.167 ações ON e LUIZ ALBERTO ROSSI 1.666 ações ON.

II - ESTATUTO SOCIAL - necessaria, então, para a configuração da nova sociedade anônima a aprovação do Projeto do Estatuto Social, que lido pelos presentes, individualmente, restou integralmente aprovado, conforme abaixo será transcrito.

III - AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL - foi apresentada proposta da administração para que o capital social fosse aumentado em 5.000 ações ordinárias nominativas, pelo valor de emissão de R$ 50,00 cada uma, sendo que R$ 49,00 constituir-se-á em ágio sobre referidas ações e deverá, ser levado à Reserva de Ágio (R$ 245.000,00), emitindo-se 5.000 ações ordinárias nominativas, todas de R$ 1,00 (um real), cada uma. que deverão compor o capital social, para integralização de 50% (cincoenta por cento) do valor, ou sejam, R$ l25.000,00, na data da homologação, mediante aproveitamento de crédito em conta corrente e/ou em moeda corrente nacional e o saldo de R$ 125.000,00 até 05 de fevereiro de 2001, em moeda corrente nacional.

Presente a TOTALIDADE DO CAPITAL SOCIAL, deu-se por satisfeito o direito de preferência e a justificativa do valor de emissão como sendo compatível com o efetivo valor real, face a localização privilegiada do empreendimento integrado ao Centro Naturalista Colina do Sol, benfeitorias existentes e perspectivas de resultado do empreendimento em decorrência dos investimentos em curso. Determinou o Presidente da mesa, então, a leitura, primeiramente, do

"BOLETIM DE SUBSCRIÇÃO de 5. 000 ações ordinárias nominativas, pelo valor de emissão de R$50,00 cada uma, sendo que RS 49,00 constitui¬se em ágio sobre referidas aeões e deverá ser lançado à Reserva de Ágio (R$ 245. 000,00), de emissão de OCARA - HOTÉIS E RESTAURANTES S/A, companhia fechada, sita em Taquara (RS), na Estrada da Grata, s/nº, Centro Naturista Colina da Sol, CNPJ/MF 03,218.670/0001-77, emitindo-se 5. 000 ações ordinárias nominativas, todas de RS 1,00 (hum real), que deverão compor o


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capital social.

INTEGRALIZAÇÃO - 50% (cincoenta por cento) do valor, ou sejam, R$ 125.000,00, nesta data, mediante aprovei- tamento de crédito em conta corrente e o saldo de R$ 125.000,00 até 05 de fevereiro de 2001, em moeda corrente nacional.

SUBSCRITOR - DANA WAYNE HARBOUR, americano, casado, aposentado, passaporte n° 087274211 - New Orleans (Luiziania), com domicilio na 65 Harbour Drive, Tabor City, NC, Estados Unidos da América (USA) e residência em Taquara(RS), na Estrada da Grota, s/nº, Centro Naturista Colina do Sol, CPF 12° 830.995.900-10. VALOR DA SUBSCRIÇÃO - R$ 250.000,00. NÚMERO DE AÇÕES ON a serem emitidas 5.000. ÁGIO - R$ 245.000,00. Taquara (RS), 15 de dezembro de 2000. (ass) DANA WAYNER HARBOUR, representado por seu procurador CELSO LUÍS ROSSI".

IV - CAPITAL SOCIAL - restou, portanto, acatado o aumento proposto passando o capital social para R$ 25.000,00 dividido em 25.000 ações ordinárias nominativas, todas com valor de R$ l,00, ficando assim distribuído entre os acionistas: PAULA FERNANDA ANDREAZZA 9.167 ações ON; CELSO LUÍS ROSSI 9.167.ações ON; DANA WAYNE HARBOUR 5.000 AÇÕES ON e LUIZ ALBERTO ROSSI 1.666 ações ON.

V - ESTATUTO SOCIAL determinou em ato contínuo o Presidente da mesa a transcrição do...

[...]


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VI - ENCERRAMENTO - aprovada a TRANSFORMAÇÃO, o ESTATUTO SOCIAL e HOMOLOGADO O AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL, os trabalhos prosseguiram com a eleição da primeira DIRETORIA para a qual foram eleitos pelo prazo de 3 (três) anos, para Diretores Executivos: CELSO LUÍS ROSSI e PAULA FERNANDA ANDREAZZA ambos já qualificados no preâmbulo, os quais pèrceberão remuneração mensal/global de até R$ 4.000,00. A individuação e o reajustes serão decididos pelos próprios administradores. Declaram, outrossim, Celso LUIS ROSSI e PAULA FERNANDA ANDREAZZA, que não estão inclusos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercerem atividades mercantis. Nada mais havendo a tratar foi lavrado este instrumento, que vai assinado por todos os presentes.

Taquara(RS), 26 de dezembro de 2000.

PAULA FERNANDA ANDREAZZACelso Luis Rossi
LUIZ ALBERTO ROSSIDANA WAYNE HARBOUR
pp/Celso Luís Rossi

Testemunhas:

Maria Izabel Garcia e Silva
CI. 5xxxxxxxxx7(SSP/RS)

Salete Lucina Boni
C.I. xxxxxxxxxxxx (SSP/RS)