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terça-feira, 20 de agosto de 2013

SENTENÇA ABSOLUTÓRIA

Barbara Louise Anner
Barbara Louise Anner, 20/9/1935 - 11/08/2013
Hoje as 17:00, duas coisas acontecerem: a sentença no caso Colina do Sol foi finalmente divulgada, e o cortejo da Barbara Louise Anner, de 77 anos, chegou ao Riverside National Cemetery in California.

Barbara tinha passado por cirurgia cardíaco de alto complexidade no dia 30 de julho, e veio a falecer no madrugada de dia 10 para 11 desde mês. Eu não divulguei sua morte aqui para que o Fórum de Taquara não a usasse como desculpa para fugir da responsabilidade de reconhecer plenamente sua inocência.

Eu conheci Barbara somente depois da veiculação das acusações no caso Colina do Sol. Eu já vi este filme antes, e conheci de imediato os sinais da farsa. Conheci ela como prisioneira domiciliar, e depois como prisioneiro de fato da corja da Colina do Sol, cujos tentativas de dificultar sua contaram sempre como o apoio do Fórum.

Mas apesar desta situação dos mais difíceis - até o sempre leviana Oscar Wilde deu às suas cartas de prisão o título de "De Profundis" - Barbara manteve seu espírito, e resistiu. Não lembro dela a não ser sorrindo. E não foi um otimismo falso. Ela não chamou a polícia quando alguém dentro da Colina plantou uma bomba incendiária na chaminé da sua casa, na tentativa de matar não somente ela mas também Nedy Pinheiro Fedrigo, pois ela acho que a polícia, o Ministério Público e o Fórum de Taquara nada fariam, como também nada fariam quando crianças de Morro da Pedra foram torturadas na delegacia de Taquara. E ela tinha razão. A coragem de ilusão é uma coisa, a coragem de quem sabe que enfrenta sozinha a luta, coma as forças supostamente de justiça contra, é algo muito maior.

Barbara foi, na última mês da sua vida, avô mais uma vez,  quando em 22 de julho nasceu Matthew Frederic Garcia Louderback, filho de seu filho Douglas. Ela deixou quatro filhos, dez netos, e nove bisnetos. Voltaria a escrever sobre ela.

A sentença chegou em tempo de Barbara ser enterrada como inocente, ainda que foi velada como acusada. O advogado dela tinha sido informado que a sentença seria pronta no começo de julho, e depois de que já estava pronta no final de julho. Porque, pronto, não foi divulgado antes do que fosse tarde para Barbara? Uma pergunta excelente, ao qual a Mma. Dra. Ângela Martina, Juíza de Direito, e seu assessora Dra. Renata devem uma resposta.

Abaixo, o que aparece no site do Tribunal de Justiça de Rio Grande do Sul:

Últimas Movimentações:

 19/08/2013   SENTENÇA ABSOLUTÓRIA - 19/08/2013 B.L.A.

 19/08/2013   SENTENÇA ABSOLUTÓRIA - 19/08/2013 F.C.L.

 19/08/2013   JULGADA EXTINTA A PUNIBILIDADE - 19/08/2013 I.M.

 19/08/2013   JULGADA EXTINTA A PUNIBILIDADE - 19/08/2013 S.P.S.

 19/08/2013   SENTENÇA ABSOLUTÓRIA - 19/08/2013 M.J.O.

A polícia do Rio Grande do Sul acusou todos com seus nomes completos; veiculou fotos deles ou das suas casas na mídia nacional e internacional; o site do Tribunal dá os nomes dos seus filhos como supostas prostitutos homossexuais mirins. E agora, o Fórum de Taquara quer inocentar-los sob seus iniciais?

Primerio, vamos tirar os iniciais. Foram absolvidos Barbara Louise Anner, Frederic Calvin Louderback, e Marino José de Oliveira.

O que significam as sentenças de "Julgada Extinta a Punibilidade" contra Isaías Moreira e Sirineu Pedro da Silva? É que morreram antes. Assim, a juíza não precisava reconhecer a inocência deles. Porém, sendo que eles estavam acusados se ser coniventes com os crimes de Fritz e Barbara, dos quais estes foram inocentados, e sendo que Marino foi inocentado de acusação quase idêntico, a sentença deixe cristalina: Isaías Moreira e Sirineu Pedro da Silva são inocentes.

O sabor da inocência

Uma sentença absolutória brasileira poderia vir em vários sabores: o crime não aconteceu; o que foi alegado aconteceu mas não seria crime; foi comprovado que o réu não cometeu o ato ... e por "insuficiência de provas." Para a imprensa brasileira, tudo é "insuficiência de provas". Evita o dissabor de admitir que acusou um inocente, evite o esforço de determinar os fatos (sempre mais difícil do que repetir a acusação), evita o perigo de dizer, como no presente caso, "o delegado mentiu", e permite insinuar que for culpado, mas "escapou".

Qual, o leitor quer saber, foi a decisão da juíza neste caso? Eu também gostaria de dizer. Mas o caso está "em segredo de justiça" ainda. E porque?

André e Cleci

O site do TJ-RS informa também que Dr. André e sua ex-esposa Cleci foram condenados. Condenados de que? O site não informa. Sabemos que não seria "34º FATO (FORMAÇÃO DE QUADRILHA)" porque uma quadrilha precisa de quatro pessoas, e Fritz e Barbara foram inocentados. Fora disso - não sabemos. A sentença está "em segredo de justiça".

Como explicar isso? Examinamos em detalhe as acusações contra Cleci, e vimos que no máximo, ela foi acusada de passar a mão. Houve uma acusação de ter tirado fotos de três nenês no banho. Os documentos do orfanato mostraram que os três nenês nunca estavam juntos na casa dela. E, ainda, nenhuma testemunha afirmou que viu isso, nenhuma foto assim apareceu, e não consta no inquérito policial. Com Atena surgiu já crescida da testa de Zeus, está acusação surgiu na denúncia da imaginação férvida da Promotora da Justiça Dra. Natália Calgiari.

A acusação contra Cleci era, de começo ao fim, bobagem. É difícil entender como que a promotora poderia ter acreditado que todas estas acusações fantásticas e sem pé nem cabeça (ela justificou uma acusação contra Fritz e Barbara dizendo que poderiam ter tirado fotos, em sua casa, de eventos que supostamente acontecerem na casa de André e Cleci, a mais de um quilometro de distância). Como ela acreditou em qualquer? Como um Juiz de Direito poderia ter considerado que houvesse provas de qualquer uma destas acusações, para quais foram apresentados os mais fracos de indícios?

O juiz deveria falar nos autos...

É comum, num caso bastante rumoroso, um juiz declarar que "juiz deveria falar nos autos". Notamos aqui o caso de Catanduva, onde a juíza dava entrevistas coletivas diárias, dando informações que tinha - e que não tinha, como afirmando que uma criança tinha reconhecido a casa do médico como lugar de abuso, quando ela nem tinha recebido o relato do policial que conduziu a diligência - e que afirmou que passaram três vezes em frente da casa sem a criança reconhecer. Realmente, um juiz que confunde papel de julgador com o de ator, é um perigo.

A resposta "juiz deveria falar nos autos" é formalmente correto. Ainda que, como muitas frases formalmente corretas, as vezes é usado para fugir do raio. É o "vou responder na hora certa", confiante que o dia certo é o Dia de São Nunca.

O juiz deveria falar nos autos, sim. E deveria falar. Eu quero ouvir a justificava da Mma Dra. Angela Martini.

O que é o saldo deste caso?

  • Três dos quatro acusados morrerem, sem o direto de ouvir que eram inocentes.
  • Morreu também Nedy Pinheiro Fedrigo, cujo médico avisou que o estresse provocado da corja a mataria, se não abandonasse os acusados, acusados que agora sabemos inocentes. 
  • Vinte crianças ficaram órfãs em consequência do caso.
  • Dúzias de crianças que estava estudando, com esperança de uma vida melhor, agora estão quase todas de volta nas pedreiras de Morro da Pedra.
  • A tortura dos filhos de Isaías Moreira dentro da Delegacia de Taquara, nunca foi denunciada.
  • A assassinato de Dana Wayne Harbour, cujos bens ficaram nas mãos da mesma corja que fez as denúncias falsas, nunca foi investigada.
  • O estelionato da Colina do Sol continuou por mais cinco anos e meio.
  • Os réus, inocentes, perderam os bens acumulados num vida inteira de trabalho, indo se ricos para pobres.
  • A bomba incendiária plantada na chaminé da casa de Barbara, plantado enquanto ela assistiu uma audiência no Fórum, foi denunciada na forma para a promotora Dra. Natália Cagliari e a juíza Dra. Ângela Martini, sem que estas duas, obrigados a agir, nada fizeram. 
  • Quatro pessoas inocentes ficaram treze meses na cadeia.
  • Uma manifestação pacífica, em frente do Fórum, na maneira mais tradicional e honrado, foi reprimido, agressão física, prisão falso, nomes anotados, e denúncia fajuta.
  • As múltiplas transgressões da lei cometidas pela turma do delegado Juliano Brasil Ferreira, e amplamente comprovadas nos autos, nunca foram.
  • Pessoas que dizerem que os acusados eram inocentes - como de fato são - tinham seus telefones grampeados durante inconstitucionais dez meses, num custo imenso, e nunca foram notificados disso, tudo sendo "em segredo de justiça."
  • Uma fortuna em dinheiro do contribuinte foi gasto neste bobagem. Mais de 70 testemunhas, mais de 5500 páginas de processo, e agora mais despesa para o Tribunal de Justiça inocentar André e Cleci.
  • O orfanato, parte de Taquara durante 80 anos, afundou sob a capitania de Cláudia de Christo, aquela mesmo que induziu O Moleque que Mente® de fazer acusações falsas contra André e Cleci.
  • Cristiano Fedrigo, aquele que ao 17 anos Seleções chamou de "o herói que veio de Taquara", abandou seus estudos em Novo Iorque, para lutar para a liberdade de Fritz e Barbara, cuja inocência está agora estabelecida.

O saldo do caso foi absolutamente desastrosa, para os que foram julgados inocentes, e para suas supostas vítimas.

A juíza deveria falar nos autos. Queremos ouvir. Eu e muitos outros estão empurrando a pedra de Sísifo cinco anos e meio para cima do morro de acusações e indícios que valiam por prova. Chegamos ao topo, e queremos ouvir, sim, a palavra da juíza. Queremos ouvir a sua justificativa das vidas que estragou, dos mortes que causou, dos órfãs que crescem sem seus pais, das viúvas que enfrentam o futuro sem seus maridos. Queremos ouvir a juíza falar nos autos.

Foto: Magda Rabie
Queremos ouvir a juíza Dra. Ângela Martini falar. Foto: Magda Rabie

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O assassinato de Dana Wayne Harbour

Dana Wayne Harbour foi morto num "assalto" na sua cabana na Colina do Sol no final de novembro de 2007, duas semanas antes das prisões do Fritz Louderback, André Herdy, e suas esposas. A prisão do quatro da Colina com cobertura maciça da mídia foi conduzido pela titular da Delegacia de Homicídios do Rio Grande do Sul, Juliano Brasil Ferreira, e do seu assistente e sucessor, Bolívar Reis Llantada.

A morte de Wayne não foi investigada pela delegacia especializada, apesar de que dois dos seus investigadores já estavam no Colina antes do homicídio, ouvindo "Tuca" e outras membros da corja que manda no lugar.

A versão do delegado

Eu conversei com o delegado de Taquara, Luiz Carlos Aguiar, em junho de 2010, e ele me disse que a autopsia determinou que Wayne morreu de ataque cardíaco, e que assim, ele não poderia investigar o caso como homicídio, nem como latrocínio.  Das minhas anotações da época:

I pressed him on Wayne, and he said that according to the autopsy report, he died of a heart attack. Under Brazilian law, according to him, it may not even be "latrocinio", which is death caused during another crime. For latrocinio, there's a need for "gunshot wounds, wound from a sharp instrument, strangulation, suffocation" to have provoked death. Provoking a heart attack which caused death is not latrocínio, apparently.

A versão do perito

Consultório do Dr. Sami el Jundi em Taquara
Em março, eu estava em Taquara e finalmente conversei com Dr. Sami el Jundi, o legalista que fez a autopsia do Wayne; que fez a exame do corpo de delito de LAM, filho de Isaías, na tarde em que ele, seus irmãos e seu pai foram interrogados por sete horas na delegacia de Taquara; e fez o exame do corpo de delito d'O Moleque que Mente®.

Eu conversei com Dr. Sami sobre vários destes assuntos, dento dos limites que o sigilo profissional imponha. Levantei a morte de Wayne com Dr. Sami, e ele disse, "O caso deve estar aberto ainda, é homicídio, e o autor não foi apontado ...

Disse ainda que "O laudo é negociado entre o delegado e o legalista, não sou eu que faço os quesitos." Mas me falou duas vezes, que ele colocou a morte como ataque cardíaco, provocado por estresse, e o causo do estresse foi o roubo.

Estamos, então, com uma contradição. O delegado disse que conforme o legalista, o morte de Wayne não foi homicídio. Falando direto com o legalista, este disse que foi homicídio.

Quem se beneficiou com o morte de Wayne?

Há gente que se beneficiou com o morte de Wayne. O que ele tinha de valor - ou que pelo menos tinha custado dinheiro - foi sua participação no Hotel Ocara, uma negociata de Celso Rossi sobre qual já escrevemos bastante aqui. Ele tinha sua casa em que agora, ao que ouço, está morando Colin Peter Collins, atual presidente da Colina do Sol. Conforme Marcelito, amigo de Wayne, na manha seguinte ao seu assassinato, Collins já entrou na casa de Wayne, apesar do isolamento policial da cena do crime, para retirar papeis. Ele tinha um carro, e Douglas Anner Louderback estava tirando carteira de motorista no DMV meses depois, e viu a corja aparecer lá para atestar que Wayne queria que o carro fosse transferido para alguém.

Teorias do assassinato

Eu sei menos do que ouvi sobre a morte de Wayne, pois ouvi contradições. Há uma teoria que a morte de Wayne foi tramada, e de que foi um erro - que o alvo era Fritz. Vou dar as duas versões.

Conforme Fritz Louderback, Wayne estava juntando as provas da fraude do que ele foi vítima no seu investimento na Ocara SA, e que tinha caixas de documentos, e informações no seu disco rígido externo. Seu plano, conforme Fritz, era de voltar para os EUA, deixando com a Polícia Federal no aeroporto o disco rígido com as provas do crime. Ele também tinha feito um testamento novo, e pediu para que Fritz assinasse como testemunha no domingo seguinte. Isso foi numa segunda-feira, e Wayne foi assassinado na madrugada de quarta.

Quem se beneficiou do morte de Wayne, nesta teoria, foi Celso Rossi, autor do fraude de Ocara; Colin Peter Collins, cuja procuração teria sido cancelado pelo novo testamento; e talvez outros residentes da Colina do Sol.

A outra teoria, é que o alvo foi, na verdade, Fritz Louderback. Dentro do presídio, Fritz e Dr. André Herdy estavam no lugar onde além do um leva enorme de inocentes, há uma mistura de criminosos. Pessoas que conhece quem mate sob encomenda, o onde encontrar tais pessoas, ou até os próprios. Um boato, que veio através do fornecedor do traficante residente da Colina do Sol - todos sabem quem é - que disse que tinha sido procurado para "fazer o serviço", mas já com a polícia atrás dele, recursou. Disse que era para entrar pela portão dos fundos da Colina, entrar na terceira casa na esquerda, e matar o gringo, assaltando a casa para encobrir o crime. Na rua que segue reto, a terceira casa seria de Wayne; na rua mais a esquerda, a terceira casa seria a do Fritz Louderback.

Fritz também me disse, que um grupo de colineiros - incluindo elementos da corja - bateu na sua porta na manha depois da morte de Wayne, a pareciam surpresos em encontrar-lo vivo.

Uma terceira teoria ainda era de que o "assalto" era para dar um susto em Wayne, e que sua morte não fazia parte do plano.

Teorias de conspiração

Desconfio, em via de regras, de teorias de conspiração. Quem enxerga conspirações em todo lugar tende a ser louco ou promotor de GAECO.

Porém, no presente caso, não há como contestar a existência de uma conspiração criminal organizada. Vejamos:

  • O Hotel Ocara, bolado não para receber hóspedes, mas para burlar investidores;
  • As muitas histórias, de muitos anos, dos abusos do "conselho de disciplina" para confiscar os diretos de quem colocou dinheiro na Colina (não coloquei neste blog nem todas as histórias que estão em documentos públicos);
  • A reunião, presidido pelo sr. João Olavo Roses, em que foi distribuído o telefone do disque-denúncia, poucas meses antes da prisão dos quatro da Colina;
  • As denuncias sem fundamento contra Silvio Levy, feitas de maneira coordenada pela corja;
  • A bomba incendiário plantada dentro co chaminé da casa de Barbara Anner, dentro das portões e muros da Colina do Sol, enquanto ela estava ausente numa audiência no Fórum;
  • O abuso do "processo disciplinar" da Colina contra qualquer um que apoiasse Fritz Louderback;
  • A reclamação de que a presença dos seus advogados na casa de Barbara Anner, a 300 metros da casa mais próxima, causava tanto "incomodo" que esta senhora, então com 75 anos, fosse mandada de volta para um presídio brasileiro.
  • e não de menos, as próprias denúncias falsas de pedofilia no caso Colina do Sol.

Uma conspiração criminal existe dentro da Colina do Sol, e se utilize da sua estrutura de "clube", e da alegação de que naturismo precisa de "regras especias", para de uma maneira sistemática praticar estelionato. Isso é um fato mais que comprovado.

Eu li vários das cartas com decisões do CNCS. Eu li, na caça as bruxas da Catanduva, as conversas do membros do "Tribunal" do PCC. E não vejo grande diferença entre uma coisa e outra.

A agressão contra Fritz Louderback e qualquer familiar ou amigo seu, dentro da estrutura do "clube", esbarrou numa única limite, da imaginação da corja em inventar novas maneiras de dificultar sua vida. A bomba incendiária foi fruto do mesmo grupo? O "assalto" em que Wayne foi morto, e o sortudo João Olavo Roses não foi amarrado pois acabou a fita, e tinha seu carro recuperado no dia seguinte sem um arranhão, teve seu autor intelectual dentro da Colina do Sol?

A questão não é se houvesse e ou se haja conspiração criminal. Tinha, e tem. A questão é se o morte de um idoso de 79 anos estava além do que este grupo faria. Ora, mandando Bárbara de volta ao presídio, eles sabiam perfeitamente que ela corria o risco de morte. Foi feito com dolo, com malícia calculada, com planejamento, feito em conjunto.

Eles comprovaram que não conhecem limites.

O estado de direito

O fim do caso Colina do Sol, e a inocentação dos acusados, está para acontecer em poucos meses. A corja já está de prevenindo: várias cabanas foram vendidas em semanas recentes, comprados por pessoas que vão descobrir que jogaram seu dinheiro pela janela. Problema deles, pois a realidade foi amplamente divulgado e documentado aqui.

Mas a corja ainda tem o que perder. E se não conhecerem limites antes, o que eles vão fazer quando não há mais como atrasar? Quando a lei vem para cobrar as consequências dos seus atos, não somente na esfera civil, mas também no criminal? Quando a imprensa vem saber que história foi esta que engoliu e regurgitou? Quando a polícia procura um bode expiatório para seus crimes?

O que eles vão fazer?

E o que será feito com eles?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O crime da cafeteria Taquara

A filha do dono da Cafeteria Taquara, a poucos passos da prefeitura, foi encontrada degolada dentro do estabelecimento sexta-feira dia 4 de novembro as 8:30 de manha. O crime lembrou como a cidade é pequena.

Lidiana Correa, de 23 anos, era prima da dona do hotel, e o Barracão do Morro da Pedra estava sendo preparado para a festa de 15 anos de uma prima sua. A festa, com até a comida já pronta e paga, foi em frente sábado a noite, depois do enterro da Lidiana as 11:00 de manhã.

Domingo a noite, encontrei Sirineu em frente da Cafeteria - ou para dizer melhor, ele me encontrou - e segunda à tarde no mesmo lugar encontrei Luiz, o gerente do Banco do Brasil, que agora é sindicalista.

A investigação está nas mãos do delegado de Taquara, Luiz Carlos Aguiar. A polícia civil gaúcha conta com uma delegacia especializada em homicídios, mas não foi acionado neste caso, que nem no assassinato de Wayne. Tem mais o que fazer, parece.

Fica a confirmação de como a cidade é pequeno, de como as pessoas são relacionados, de como o crime e a violência estão pertos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Resumo da Ópera

Até para os leitores fieis, há tantos detalhes no caso Colina do Sol, que é bom de vez em quando, resumir o caso.

No 11 de dezembro de 2007, quatro naturistas foram presos dentro e perto da comunidade naturista Colina do Sol, pelo equipe do delegado Juliano Brasil Ferreira, sob acusações de pedofilia.

Era aparente, desde o começou, que as acusações eram falsas. O caso tinha três polos: os acusados, que negaram o crime; as "vitimas", que negaram o crime; e os acusadores, de dentro da Colina do Sol, devedores e desafetos dos acusados.

Certidões falsas, exames sonegados

Houve crime? Sim, por parte dos policiais do Departamento de Homicídios que agiram no caso. Fizeram "certidões" de que encontraram pornografia infantil; os laudos do Instituto Geral de Perícias/Instituto Criminalista cabalmente desmentiram as "certidões". Sem rodeadas, os policiais mentiram. As mentiras nas "certidões" foram divulgadas imediatamente para as câmeras de televisão; os laudos que revelaram a inocência dos acusados, e comprovaram os crimes dos policias, aguardaram prontos durante meses até que finalmente o Departamento de Homicídios os entregaram à Justiça. Exames de corpo de delito foram feitos em menores, na semana das prisões. Um, positivo (negado na hora pelo examinado, e posteriormente por médico especialista) chegou no inquérito no mesmo dia; seis laudos negativos, demoraram oito meses para chegar no processo.

A falsa psiquiatra

Os menores apontados como "vitimas" negaram que houve qualquer crime. Delegado Juliano deu um jeito, chamando uma falsa psiquiatra, Dra. Heloisa Fischer Meyer, que não tem especialização em psiquiatra no CREMERS nem curso credenciado, para retorcer as palavras dos jovens e afirmar que foram abusados, sim. Delegado Juliano também chamou psiquiatros verdadeiros - mas lhes deu informações falsos, para induzir-los ao erro.

O abuso de psiquiatra funciona em pessoas de qualquer idade somente em países stalinistas, mas aqui somente com criança pequena: e no caso Colina o menor das "vitimas" faltava duas semanas para fazer 13 anos. Negaram abuso dentro do Fórum em juizo, vigorosamente. Também negaram numa manifestação pública em frente do Fórum de Taquara, em abril de 2008, para furam o "sigilo de Justiça" quer permite que a policia espalha mentiras, mas nega à defesa as armas que precisa, as provas, para comunicar a verdade.

Promotora entusiasmada com abuso sexual, abusa do conceito de que "a palavra da vítima" é irrefutável nestes casos. Não é. Mas neste caso, a palavra da vitima, é "não". Não houve abuso, não houve crime. Então, a promotora busca desvalorizar a palavra da vítima. Querem não de que a palavra da vítima não admite dúvida, mas de que esta acusação não admite defesa.

Tortura na delegacia não interessou a promotora

Um dos jovens alegou abuso, sim - depois uma interrogação de sete horas pelo equipe de delegado Juliano, com direto a tapa na cabeça, chute na perna, arma na mesa, e ameaças de que seria mandando para Febem se não acusasse o gringo. Foi com seu pai e irmãos que passaram pelo mesmo interrogatório ao Fórum e ao Promotoria no dia seguinte, denunciar a coação - ou talvez tortura é a palavra mais certo - a promotora Dra. Natalia Cagliari se negou a receber-los, mandando os três procurar a corregedoria em Porto Alegre, uma viagem que consumiria pelo menos metade de um dia, e metade a renda mensal da familia. Mandou, então, às favas.

Perseguição aos defensores

Um dos pontos mais assustadores no caso é o ataque ferrenho ao defensores conduzido pela promotora Dra. Natalia Cagliari. As crianças negaram qualquer abuso, e seus pais, conseqüentemente, se recusaram de representar para que inocentes sejam processados por um crime que não aconteceu. Um mãe, analfabeta confessada, assinou um papel que foi lhe oferecida pelo equipe do delegado Juliano, que dizerem quer era preciso para que ela representasse seus filhos perante a juíza. O marido dela não foi denunciado. Três pais que se recusaram a representar, foram denunciados com coniventes - nenhuma mãe foi denunciada, e a diferença entre as familias em que os pais foram denunciados e a família em que não foi, foi que não assinaram o que a promotora queria. Outra familia escapou pois as filhas falaram que conheciam os acusados, e falaram bem deles: e Juliano queria pintar os acusados de homossexuais, e menina no processo interferia.

Denuncia é para averiguar crime perante a Justiça. Não é uma ameaça para coagir pessoas à fazer acusações que elas sabem são falsos.

Além dos três pais denunciados, dr. Silvio Levy, o maior investidor na Colina do Sol, escreveu na imprensa publica textos pácificas defendendo a inocência dos acusados. A corja da Colina do Sol procurou Dra. Natalia, que os recebeu da mesma maneira de que se recusou a receber as crianças vítimas de tortura; os orientou para fazer registro na Polícia, e prontamente fez uma denúncia.

O presente autor não organizou a manifestação em frente do Fórum de Taquara, mas foi encarregado de chamar a imprensa: manifestação público é para ser visto. Que ele fez, de celular em mão, em frente do Fórum, no olhar de todos. Quando a manifestação foi reprimido pelo Conselho Tutelar, um dos conselheiros me deu uma cotovelada no peito - que foi filmado e foi ao ar, e até parou no site do Ministério Público! - e quem foi denunciado pelo Ministério Publico de Taquara, fui eu.

Três pais, Silvio Levy, e eu - cinco pessoas denunciados por ter dito que os acusados são inocentes. Cristiano Fedrigo, jovem que defendeu os acusados desde o começo, foi informado no Palácio da Polícia de que era "o oitava acusado", e Dra. Natalia pediu que seu celular fosse grampeado, que a juíza da causa deferiu - durante inacreditáveis e inconstitutionais dez meses!

O presente autor, no seu primeiro visita a Taquara, deixou seu cartão no Ministerio Público, pedido uma entrevista jornalistica com a promotora. Dra Natalia, na mesmo tarde, pediu um grampo! A juiza negou, mas ouvi (está sob sigilo e não tenho acesso) que dias depois, foi deferido, sendo fornecido o informação que eu fui "envolvido num caso semelhantes antes" - o notório Caso da Escola Base, referência no Brasil para estes crimes conjuntos da polícia e da imprensa.

Sem vítimas nem provas

O processo já consumiu mais de três anos, mais de cinco mil páginas, e ouviu mais de 70 testemunhas. Não há provas contra os acusados, nem indícios com consistência mínima. A promotora conseguiu um adolescente deficiente mental para contar uns mentiras contra os acusados (ele falou que tinha me visto em Taquara antes das prisões, quando eu não tinha pisado em Rio Grande do Sol em mais de 15 anos, então sei que mente). Mas fora disso, nada há.

Várious dos menores já chegaram aos 18 anos, e com a maioridade o Estado não tem mais como usar uma falsa psiquiatra para retorcer suas palavras. Falam por se mesmo, e falaram em alto e bom tom, no Tabelionato, de que nunca foram abusados.

O rôl das evidências

O Jornal NH pediu acesso aos autos do caso, apesar do "sigilo de Justiça", para se defender, promentendo somente usar na causa. O advogado que acusou NH para seu comportamento no caso (e é interessante notar que desde que viu que poderia doer na bolsa do jornal, Jornal NH não mais identifica os acusados de crimes sexuais ...) pediu o mesmo direto - e colocou os laudos que comprovam o inocência dos acusados neste outro processo, fora da mordaça do "sigilo de Justiça".

Assim poderiamos listar exaustivamente todas as "evidências" apreendidos pela polícia, junto com os laudos correspondentes. E fizemos isso.

Colocamos no blog todos os laudos de informática, vídeos, etc: nenhuma aponta evidência de pornografia ou abuso de crianças. Típico é o laudo sobre fitas de vídeo, onde colocamos o foto do site de Secretaria de Segurança Pública com a fitas tal como foram apresentado a imprensa, e como aparecem no laudo:

 
Q1: "Qual o conteúdo?"

Resposta: Trata-se de gravações contendo cenas cotidianas, algumas em situações corriqueiras de área de nudismo, sem qualquer conotação sexual, pornográfica ou similar, tampouco situações que infiram pedofilia.

 

O sigilo de injustiça

A acusação mentirosa, em todas as redes de televisão do País; a verdade, sob "sigilo de Justiça". Eu precisei redactar talvez uma dúzia de ocorrências de nomes - nomes que o site do TJ-RS coloca por extenso - para poder publicar os documentos, sem causar mais danos aos menores.

A primeira artimanha do Delegado Juliano era, depois que afirmar que os computadores estavam cheios de pornografia, afirmar que não poderiam ser acessados por ser criptografados - afirmações contraditórios, mas uma explicação para a imprensa, de porque ele não tinha as provas cabais prometidos. Na realidade, os relatórios do IC/IGP mostram que enquanto a apreensão aconteceu as 07:00 de manha, os computadores foram desligados na tarde daquele dia, que quer dizer foram ligados e examinados no Palácio da Policia - e a policia sabia que não tinha pornografia nem criptografia.

Um documento sem assinatura - e sem pé nem cabeça - que o delegado Juliano alardeou como um "relatório do FBI", saiu no Zero Hora com os números do Fórum na página, comprovando que já estava sob sigilo. O sigilo, pelo jeito, não amarra a polícia, e geralmente vem só depois do que eles já espalharam suas mentiras. E também, a policia é um "fonte oficial" atrás do qual a imprensa pode se esconder; a defesa para comprovar o que fala, precisa o poder de mostrar os documentos. A aplicação do "sigilo" na prática é desigual; até se fosse aplicado da forma equilibrada, a defesa estaria em desvantagem.

A acusação de abuso sexual de menores é uma predileta da polícia porque garante cobertura farta da imprensa, e porque sabem que vem o sigilo, que amordaça somente a defesa. Num crime verdadeiro, como o da Bar Bodega, há o perigo que evidências reais vão apontar os criminosos reais. Num crime inventado, nem este perigo a polícia corre! E podem agendar o crime para a hora que a carreira está precisando de uma ajudinha.

Mal debaixo do sol: estelionato entre os nudistas

Muito deste blog é dedicado à temas que podem parecer estranhos ao assunto principal: as terras e os estelionatos da Colina do Sol.

Mas quem diz que as acusações são falsas, ouve imediatamente, "Então porque foram feitos?"

O resposta melhor que ouvi disso veio da finada Nedy da Fátima Pinheiro Fedrigo, que descreveu os acusadores como "uma corja indo atrás de um corno". O primeiro acusador, Zumbi Steffans, estava sofrendo de dor de cabeça, pois sua esposa tinha fugida para a Praia do Pinho com o filho de apenas quinze anos do americano - não adianta acusar menor, então acusou o americano.

Nedy continuo, "Eles acham que porque moram dentro da Colina do Sol, que é uma empresa de marca, que já alcançam uma certa grandeza. Mas vão sobreviver do ar, do lago? Eles também tem que trabalhar."

Nisso Nedy estava errado. Porque trabalhar, quando podem sobreviver do estelionato? De vender o que não é deles, de vender o que já venderam, de receber de braços abertos pessoas que acreditaram na sua boa fé, extrair o dinheiro deles, e depois expulsar-los por voto, com o confisco total ou parcial dos seus bens.

Determinar os donos das terras exigiu um trabalho extenso e detalhado, entre repartições públicos e entrevistas com os vizinhos e os antigos donos das terras da Colina do Sol. Trinta e três das casas, estão nas terras invadidas dos vizinhos. E pelo mapa que submeteu na Justiça num outra causa, o fundador e eterno capitão da Colina, Celso Rossi, sabia perfeitamente disso. E o Hotel Ocara com qual ele extraiu dinheiro de estrangeiros e da Orçamento da União via BRDE, estava construído em terra de posse, e a matrícula que Celso ofereceu como investimento e garantia, era de outro terreno - um fraude federal.

Sr. Fritz Louderback, um dos acusados, chamou advogados para regularizar as terras: foram expulsos da Colina do Sol aos gritos, por aqueles que sabiam que qualquer investigação fatalmente descobriria a invasão e o fraude. Outro acusado, Dr. André Herdy, então presidente da Federação Brasileira de Naturismo, viu a confusão entre a Federação e a Colina do Sol - que compartilharam o mesmo CNPJ - e os negócios de Celso Rossi, sempre em beneficio deste último. Falou que ia averiguar - e foi preso. Ainda assim levou melhor sorte do que o americano de 79 anos Sr. Dana Wayne Harbour, maior investidor no Hotel Ocara, que acumulou caixas de documentos sobre o fraude do qual foi vítima - e que foi sufocado na sua cabana na Colina do Sol, seus documentos sendo surrupiados apesar da fita policial isolando a cabana, já na manha seguinte a sua morte.

E como está?

O caso anda parado. Falta um laudo, da máquina fotográfica do sr. Fritz Louderback, que nestes três anos e mais, apesar de ter sido determinada múltiplas vezes pela juíza, ainda não foi confeccionado - ou, pelo menos, não foi enviado da Polícia para o Fórum. Há ainda duas testemunhas, dispensáveis.

Um pouco de boa vontade, e o caso está pronto para ser julgado. E não há nada nas mais de 5000 páginas, que sustenta uma condenação de qualquer dos acusados.

Porém, há provas irrefutáveis de crimes cometidos pelo delegado Juliano Brasil Ferreira e seu equipe, e pela Dra. Natalia Cagliari, que usou e abusou dos poderes da sua carga neste caso, fazendo de tudo, menos de promover Justiça.

Houve nestes três anos inúmeros ações impenetradas na Justiça de Taquara pelo sr. Fritz Louderback, conta a perseguição incessante dos seus vizinhos e acusadores, a corja da Colina do Sol. Sempre, o Fórum de Taquara - depois de meses de artifícios como deixar o processo "aguardando juntada", resolve que o Clube Naturista Colina do Sol "tem um estatuto", e que este estatuto está acima da Constituição.

Houve, igualmente, queixa-crimes entregues na Promotoria e na Policia Civil de Taquara, comprovando uns dos múltiplos crimes da corja da Colina do Sol. O estelionato de Celso Rossi; o perjúrio de de João Ubiratan dos Santos, vulgo "Tuca", já condenado por seqüestro e "diretor de disciplina" da Colina do Sol, sem que nenhuma providência é tomada. A investigação do morte de Wayne, ainda não chegou a Justiça. Presuma-se que a Promotoria de Justiça é tão ocupado com crimes falsos, que não tem tempo para o crime verdadeiro e comprovado.

O alternativo seria que está comprometido em dar cobertura pelos crimes da corja da Colina do Sol.

Há outros crimes a ser relatadas, e umas de competência federal, fora do redomo hermético da Comarca de Taquara, onde somente os inocentes devem temer a Justiça.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O cânhamo

Celso Rossi
O enforcamento de Capitão Kidd

Nós já falamos da transferência de 35.000m² das terras centrais da Colina do Sol, a área incluindo o lago, o restaurante, e o hotel, de Celso Rossi e Paula Andreazza para Ocara Hoteis e Restaurantes S/A. A pergunta que fizemos foi, "será que foi engano?" O terreno certo, bem descrito, foi transferido para Ocara. Mas o que está hipotecado para garantir o empréstimo de dinheiro oriundo do orçamento federal, é outro. Onde não há benfeitoria nenhuma.

Dar o terreno certo não é crime, ou pelo menos não seria, se Celso e Paula não tivessem vendido "Títulos Patrimoniais", que alegavam dar para seus compradores um interesse fracional em todo o patrimônio da Colina do Sol, inclusive aquele terreno onde fica o hotel e o restaurante.

A arma fulminante

Mas como foi que outro terreno acabou como patrimônio de Ocara, e hipotecado ao banco? A resposta está na Ata de Ocara de 30 de agosto de 2001, que o leitor pode conferir abaixo. Cito o texto-chave - a arma fulminante do crime:

 
"Ocorre que somenta agora foi identificada a MATRÍCULA do imóvel, por aquele ato incorporado, devido ao fato que fazia parte de um todo maior e sobre o qual os acionistas subsritories detinha a plena propriedade e posse. Referido bem possui o nº de MATRICULA 2.025, perante o Ofício do Registo de Imóveis da Comarca de Taquara (RS), livro nº 02, do Registro Geral e possui a seguinte descrição: "UM TERRENO RURAL DE CULTURA, com a área de 33.818 m2., sem benfeitorias, situado em Morro da Pedra, neste município, confrontando-se: ao sul, com terras de Constantino Antônio da Silva; ao leste, cp, (sic) ditas de Alfredo Antônio da Silva; ao norte e oeste, com terras de Generoso Antônio de Souza. INCRA 852 120 034 (sic). A caracterização fica, por conseguinte, RETIFICADA ao bem imóvel e o valor fica RATIFICADO, tudo de acordo com a Alteração Contratual, antes mencionada.
 

O que aconteceu aqui é mais ou menos óbvio. Celso já estava de olho no dinheiro do BRDE - o empréstimo saiu em 2002 - e descobriu que um terreno sem matrícula não serveria para hipotecar. Resolveram dizer que o terreno onde ficava o hotel, "era outro", de tamanho mais ou menos correto, só que com matricula.

O Registro de Imóveis

O Registro de Imóveis é um cartório supervisionado pela Justiça. Tem a tarefa de manter um registro público de imóveis. Tem a fé publica. O registro é aberto ao todos, que podem assim conferir quem é o proprietário de cada imóvel. Para evitar fraudes.

Para evitar, por exemplo, o tipo de manobra feito pela Ata de Ocara S/A de 30 de agosto de 2001.

Encerramento

A Ata termina:

 
IV - ENCERRAMENTO - Nada mais havendo a tratar foi lavrada esta ata, que vai assinada por todos os presentes, a saber: Luiz Alberto Rossi e sua mulher Liselotte Arnt Rossi - em outorga uxório -, Paula Fernanda Andreazza, Celso Luís Rossi e Dana Wayne Harbour. O presente exemplar é cópia fiel do transcrito no livro próprio.
 

Está, realmente, completo e encerrado. A substituição dos terrenos não foi engano, não. Foi por ato consciente, formal, e assinado embaixo por Celso Luís Rossi, Paula Fernanda Andreazza, Luiz Alberto Rossi, e Liselotte Arnt Rossi.

Liselotte Arnt Rossi
Até sua mãe participava

Já explicamos, vendo o nome do blog, que calunia é acusar alguém falsamente de um crime. Na lei brasileira, existe a exceção de verdade - você tem o direto de provar o que disse. Eu digo, e assino embaixo, e comprovo: Paula Fernanda Andrazza, Celso Rossi e o pai de Celso, e até sua mãe, participaram do fraude pelo qual o terreno onde o Hotel Ocara já estava sendo erguido com o dinheiro de Dana Wayne Harbour, foi trocado por outro terreno, este sem benfeitorias e quase sem valor.

O finado Dana Wayne Harbour

Dana Wayne Harbour, antes da sua morte violenta, estava juntando as provas de que ele foi vítima de fraude no negócio da Hotel Ocara. Ouvi que ele juntou caixas de evidências, em grande parte cheques do Banco do Brasil, presumo que da sua conta e da conta da Ocara S/A. Há quem acredita que estas papeis, aqui publicadas, foram outras das provas que ele juntou.

A morte violenta de Wayne foi conveniente para certas pessoas, e para desvender um assassinato, a regra é seguir o dinheiro, e ver quem se beneficia. Não posso comprovar quem matou Wayne, então não faço acusações.

Negócio em familia

Chamo atenção aos leitores, de não somente Celso assinou a Ata que formalizou o fraude, mas também seus pais. É de larga conhecimento que Celso - para usar uma expressão americano - não tem nem um pinico para fazer xixi, nem uma janela de qual pode o jogar.

Mais seus pais participaram, e os bens da família podem compensar as vítimas.

O cânhamo

Ouvi muito, este tempo, de Celso Rossi. Que "Ele não dá ponto sem nó", de que "Ele é sabonete, sempre escapa."

Deixo os leitores hoje, com um pouco de poesia, de Steven Vincent Benet, chamado The Hemp (O cânhamo). A poema conta do Capitão Hawk, terror dos mares, com uma frase só para todos que pilhava: "O cânhamo que me enforcaria ainda não cresceu!"

O cânhamo que enforcaria Celso Rossi já cresceu. Os sementes ele plantou com as próprias palavras, na terra que ele achava estéril, nos papeis dos cartórios, da Junta, das folhas de processos no Fórum.

O cânhamo foi plantado, cresceu, e foi colhido, e a corda está se tecendo.


"And the days pass, and the weeks pass,
And the sands roll from the hour-glass.

"But down by the marsh in the blazing sun
The hemp is smoothed and twisted and spun,
The rope made, and the work done."


sábado, 24 de julho de 2010

Será que foi engano?

nganar para tirar dinheiro do outro, é crime. Quando o "outro" é banco federal, é crime federal. E quando o dinheiro é oriundo do orçamento da União - como por exemplo da linha turismo da BRDES, administrado pelo BRDE - é encrenca federal.

É o caso do empréstimo de R$177.119,00 - que com juros e correção já ultrapassa R$300 mil - que Ocara Hoteis e Restaurantes S/A recebeu do Banco BRDE para completar a construção do hotel na Colina do Sol.

A garantia oferecido para o banco foi um terreno, supostamente aquele onde o prédio já estava parcialmente erguido, e a garantia pessoal de Celso Rossi e Paula Fernanda Andreazza, como fiadores.

Já mostramos que o terreno onde fica o Hotel Ocara, não é aquele que foi dado em garantia.

A pergunta ao que não respondemos ainda, é: foi crime, ou engano? Celso e Paula sabiam que hipotecaram um terreno de valor vil - ou não?

As alterações contratuais de Ocara S/A

O calcanhar de Aquiles de Celso Rossi é documentos públicos, onde ele precisa seguir as mesmas regras de tudo mundo, onde seus negócios tem que se enquadrar nos moldes estabelecidos pela lei.

Um imóvel foi incorporado ao patrimônio de de Ocara S/A pela alteração contratual de 16/10/2000. Era de "35.000 m² de um total maior de 128.793m³". Este descreve corretamente o terreno onde fica o hotel. Porém este "total maior" é de simples posse ("o posse de Olívio"), sem matrícula no Registro de Imóveis, e num outro alteração de 30/08/2001, trocaram este terreno para um sem benfeitoria nenhuma, mas com matrícula ("Matricula 2025").

Deram o correto, e trocaram para o errado. Mas não poderia ter sido um engano?

Ao norte, Idalino Correa

Celso Rossi e sua família compraram as várias glebas em 1995. Celso e Paula Fernanda Andreazza compraram dos herdeiros de Idalino Correa (Tabelionato de Taquara, Livro de Contratos Nº 57, Contrato 11.991, fls. 138-140, no 9 de dezembro de 2003) o direto de posse deste do terreno que ficava ao norte do posse de Olívio - ao norte do terreno onde está realmente situado o Hotel Ocara, entrando em seguida com processo de usucapião. Conforme a descrição na Alteração Contratual de 16/10/2000 do terreno correto:

UM IMÓVEL RURAL com 35.000m² que faz parte de um total maior com 128.793,00 metros quadrados, situado em Morro da Pedra, neste município, com as seguintes confrontações: ao NORTE com terras de Idalino Correa e Olíverío Farías Nunes; ao SUL com terras de Bertholdo Gross; a LESTE com terras de Constantino Antonio da Silva Filho e a OESTE com terras de João Jacques e Darci Farías,
Registro de Imóveis do Município de Taquara (RS)

Valor..................................R$ 3.856,74

A testemunha Antônio da Silva

Celso e Paula ganharam o processo de usucapião. Na sentença do juiz, este fala do "testemunha Antônio da Silva (fl. 97)". Eu falei com Antônio da Silva, que confirmou ter sido chamado pelo Celso e Paula neste processo. Ele já foi dono do lote da Matrícula 2025. Celso e Paulo poderiam ter o consultado sobre a localização das terras, se tivessem qualquer dúvida - se sentissem a possibilidade de algum engano.

O croquis

Celso Rossi
Ele sabia onde ficava
Nos já notamos que o croquis dada para o banco BRDE, que o avaliador do banco incluiu no seu relatório, mostra dois dos menores lotes que compõem a Colina do Sol, nos seus devidos lugares. Será que esta mapa que Celso Rossi tinha nas mãos, errava ao localizar as glebas maiores?

Os dois terrenos maiores são o posse de Olívio de 12,7 ha., e os 14 ha. do terreno de matrícula 9854, que era de Vendelino. No mesmo processo de usucapião que falamos acima, o juiz notou que "a representante ministerial promoveu pela juntada de certidão atualizada da matrícula n. 9.854 e pela retificação do memorial descritivo". Quando era de interesse deles, Celso e Paula sabiam onde que ficava 9.854, o dedo que aponta para o norte da Colina, e consequentemente, o vizinho ao oeste do posse de Idalino.

Realmente, não sobraria outro lugar para encaixar o posse de Olívio, a não ser onde ele fica mesmo, incluindo o lago, os campos de esporte, a restaurante ... e o Hotel Ocara.

Vimos hoje, abaixo, a incorporação do terreno correto. Isso, claramente, não é crime. No próximo, vamos ver a troca do terreno onde estava sendo erguido o hotel, para um terreno quase sem valor.

sábado, 6 de março de 2010

Não "invista" na Colina do Sol!

Falamos das evidências no processo principal do caso Colina do Sol. Mostramos que não há nada nos laudos apresentados que desabona os acusados, e de que somente um laudo ainda falta.

Precisamos falar ainda das testemunhas, d'O Moleque que Mente® e da noite de terror na delegacia que arrancou "admissões" de uns menores, relatos diferentes do que disserem horas antes, ou no dia seguinte. Creio que o que passou na delegacia é, infelizmente, claro não somente a qualquer brasileiro, mas a qualquer latino-americano.

Mas hoje vamos dar uma pausa, e ver o que está passando na Colina do Sol.

É tudo sobre terras e fraudes

Pois o caso não é sobre pedofilia. É sobre as terras da Colina do Sol, sobre o histórico de fraudes lá cometidos, sobre o morte violento do maior investidor do Hotel Ocara - judicialmente penhorado pelo banco BRDE - Dana Wayne Harbour, e o sumiço das provas que ele juntou, sobre os R$300 mil de dinheiro do contribuinte que sumiu no mesmo hotel.

E também é sobre o milhão de reais - e com juros e correção já são seis milhões - que o Clube Naturista Colina ganhou da SBT. Na primeira instância. Um pássaro voando, então, ou seis milhões de pássaros voando, se prefere. Que já foi apelado.

Etacir Manske deve para Fritz Louderback

As visitas à Colina do Sol deveriam ter ouvido um discurso formal de bem-vindas do sr. Etacir Manske, atual presidente do CNCS - Clube Naturista Colina do Sol, e depois, de uma maneira mais informal, propostas de "investir" na Colina do Sol.

Sejam avisados, hermanos, de que sr. Etacir deve dinheiro para Fritz Louderback. Fez uma denúncia falsa de pedofilia contra Fritz, e a mesma semana que Fritz foi preso, ele parou de pagar a dívida.

Não de deve colocar seu dinheiro na mão deste homem. Realmente, nem se deve apertar a mão dele.

A Sucessão de Gilberto

As visitas ao Colina do Sol devem estar ouvindo de que o julgamento contra Naturis, Clube Naturista Colina do Sol, Celso Rossi, e Paula Andreaza, foi pago pouco antes de 07/12/2009, num quantia no total de uns R$92 mil.

O julgamento em 2005, atualizado, daria uns R$92 mil, sim. Só que pagando isso não quita a dívida: a sentença inclui um pensão vitalício, até 2023.

O juiz determinou, explicitamente, que o penhor persiste até que a divida esteja totalmente quitada:

16/11/2009 Vara DECISÃO / DESPACHO

Despacho: - Mantenho a penhora efetivada nos autos até o pagamento total do débito constituído no processo, ficando a executada ciente da proibição de prática de quaisquer atos atentatórios à dignidade da Justiça, sob pena de imposição de pena pecuniária, sem prejuízo de outras sanções legais. - Ciência à parte contrária dos cálculos das fls. 848-851, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de preclusão. Em 16/11/2009. EDUARDO DE CAMARGO Juiz do Trabalho

Esta penhora persiste.

E não esquecem de que o juíz enxergou fraude na maneira em que a Colina do Sol e Naturis, a empresa anterior de Celso Rossi, se comportaram no caso.

Cálculos disputados e pendentes

Celso Rossi apresentou cálculos dizendo que a dívida é de R$92 mil, Dra. Carmen, da Sucessão de Gilberto, de que beira R$800 mil. Os dois cálculos são furados - do Celso por desconsiderar o pensão, da Dra. Carmen por calcular juros sobre a pensão até 2023 como se estivesse tudo devido já em 2005. O valor correto é algo em torno de R$300 mil.

O decisão mais recente, disponível no link ao lado - que seria publicado no Diário Oficial dia 17 deste mês, chama Celso e Colina para comentar os cálculos da Dra. Carmen:

02/03/2010 Vara DECISÃO / DESPACHO

Despacho: Manifeste-se a ré, em 10 (dez) dias sobre os termos da petição das fls. 698-902 e documentos das fls. 904-931. Após manifestação, voltem conclusos. Em 02/03/2010. EDUARDO DE CAMARGO Juiz do Trabalho

A divida não está quitada. O assunto ainda está na Justiça.

A Justiça pode ser enganada para sempre?

Caso visitas tivessem ouvido outra história - de que a Justiça brasileira não importa, que é tão lerda que isso nunca vai dar em nada, etc., é bom lembrar que há duas perspectivas sobre isso.

Uma é de quem vende, que só precisa que a Justiça demora até que ele recebe e some com o dinheiro.

A outra é de quem presume que está comprando algo que vai lhe pertencer, para quem a Justiça teria que demorar a vida inteira.

A Justiça demora, mas chega. Está na reta final. Desconfiem do papo do vendedor.

As terras voltaram para Celso Rossi?

Antes de Natal eu ouvi um boato, de que na Colina corre que "Celso pagou a dívida e as terras voltaram para as mãos dele."

Se outro tivesse pago a dívida, as terras pertenceria a este outro.

Celso, porém, já vendeu as terras uma vez para Colina, afirmando que não tinha pendência contra elas, em troca de "Títulos Patrimonias" e "Concessões residenciais". E ele vendeu estes papeis para Silvio Levy.

E se as terras tivessem voltados para as mãos dele, responderiam para a dívida de Ocara com BRDES, de uns R$300 mil agora, para qual Celso Rossi e Paula Andreazza são fiadores.

As terras não voltam para Celso porque ele já vendeu sua interesse nelas. Esta dívida é uma obrigação anterior dele mesmo. E ele não pagou a dívida integralmente. E ainda se as terras voltassem para ele, seriam prontamente penhoradas para satisfazer a dívida com o banco BRDES, pois ele é fiador da dívida.

Você quer fazer negócios com este homem?

Nos já seguimos aqui, com documentos e provas, a carreira empresarial do sr. Celso Rossi. Falamos da metodologia geral da Hotel Ocara; mostramos como são duvidosos suas projeções financeiras; mostramos ainda que no negócio do hotel, os outros sócios entraram com o dinheiro, e ele e a esposa somente com um terreno - um terreno que os primeiros colineiros entenderem como parte do patrimônio comum, e que Tuca, gerente do camping, entendeu como sendo dele.

Em troca disso, presumo, Celso prometeu seu trabalho, de que ele e Paula Andrazza iam fazer todos estes sonhos virassem realidade. Mas quando todos os outros já tinham feito seu parte, já tinham colocados R$700 mil, Celso e Paula revelaram "a indisponibilidade de acionistas da empresa virem a comprometer-se com o gerenciamento do hotel"

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Enrolações e leilões

O Conselho Deliberativo do CNCS emitiu o que chama de uma "Nota de Esclarecimento" sobre a venda judicial das terras que pertenciam à Colina do Sol, já notado aqui. Presumo que o Conselho não tenha um dicionário; se tivesse saberia a diferença entre "esclarecimento" e "enrolação".

Pontos principais

A nota pouco esclarece. Vamos esclarecer.

  1. O valor da dívida esta beirando R$500.000,00 (quinhentos mil reais)
  2. Dois juizes, federal e estadual, enxergam concilium fraudis na falência de Naturis
  3. Promotores federais e estaduais estã estudando denúncias.
  4. CNCS é dono de 90% da Naturis. Os problemas da Naturis são os problemas do CNCS.
  5. Um "embargo de terceira" do CNCS foi rejeitado, e outro do Fritz Louderback também.
  6. O "recurso de revista" do CNCS foi rejeitado.
  7. Há, sim, algo aguardando julgamento no TJRS ainda.
  8. Não há nenhum recurso no STJ.
  9. A advogada do Sucessão de Gilberto pediu que as advogadas do CNCS sejam também enquadradas criminalmente, por ter prestados informações contraditórios em processos simultâneos. Não há sinal que juiz ou promotoria acolheram este pedido. Ainda.

Em sumo: o CNCS herdou e empurrou um julgamento, que é agora impagável, chegando às duas vezes sua faturamento anual. Naturis e seu dono, CNCS, foram sistematicamente vencidos em todas as instâncias até agora, tanto na Justiça de Trabalho quanto na Justiça civil.

E dois juízes não somente decidiram contra CNCS, mas estão encaminahdo os processos para a promotoria para ver se cabe denuncia criminal!

Há julgamentos revertidos por instâncias superiores. Mas isso aqui ... não há esperança para CNCS, nem deveria ter.

O concílium explicado pelo juiz

Já destacamos aqui a descrição desta transação - ou encenação feito por Juiz do Trabalho Eduardo de Camargo. Porém, vale rever parte:

A demandada, ora “falida” doou todo o seu patrimônio e também o de seus sócios para o CNCS (Clube Naturista Colina do Sol), durante a instrução do presente feito, mediante um contrato-de-gaveta “oficializado” por escritura pública imediatamente à prolação da sentença condenatória nos presentes autos. A “doação” efetuada pela reclamada não cingiu-se aos imóveis constritos nestes autos, mas, sim, a universalidade de seus bens e dos sócios, que, convenientemente, procederam a doação dos terrenos onde se situa a sua sede, mais 380 unidades residenciais, 40 pontos comerciais, restaurante, hotel e, concomitantemente, os rendimentos oriundos desse patrimônio, enquanto a CNCS foi constituída pelos seus freqüentadores, sendo fácil deduzir que a renda da reclamada origina-se dos beneficiários da doação. Resta óbvia a ocorrência de concilium fraudis perpetrado pela reclamada e CNCS, para garantir a continuidade do clube, se protegendo da execução trabalhista. A própria beneficiária da doação encarregou-se de requerer a falência da reclamada, sem mencionar ao Juízo falimentar, que é detentora dos bens da ora “falida” e ocupa, agora, o cargo de administradora judicial da massa falida.

A venda anticipada

O CNCS questiona a venda anticipada, dizendo que "não vislumbrarmos a possível deterioração dos bens, pois se trata de imóveis".

A Colina do Sol tem um valor com terra nú, e outro valor como resort naturista em funcionamento.

Com terra nua, as 25 hectares penhorados tem um valor de em volta de metade da dívida. Porém, para satisfazer o julgamento a favor da família de Gilberto, cujos filhos crescrem e cuja viúva passou esta década sem oser sustento que era devido à familia do trabalhador - seria preciso preservar a viabilidade do empreendimento.

Este valor está, sim, em deterioração acelerado, com de uma maça sendo comido por bichos. Os bichos neste caso são o Conselho do CNCS, o grupo que fez o número de sócios cair por mais de metade; que fez queixas falsas contra o sócio Fritz Louderback; contra o sócio majoritário Silvio Levy; e contra o próprio presidente da FBrN, Dr. André Herdy.

João Ubiratan dos Santos, vulto 'Tuca'

Realmente - quem quer ir descansar num lugar que tiver um "Diretor de Disciplina", muito menos um condenado por sequestro, alvo de inúmeros boletins de ocorrência para seu comportamento ameaçador, ex-presidiário em cuja casa a polícia encountrou arma sem registro?

Quem quer comprar uma casa, sabendo que a qualquer hora a corja da Colina poder votar que o sócio é expulso, e a casa fica com eles? Quem aguênta um Conselho que não somente vota que os outros sócias que arcam com a eletricidade da corja mas, quando criticada, aumente até as alturas a conta de luz do desafeto?

Para quem esqueceu do incendio que consumiu o Saloon, há a bomba incendiário colocada na casa na Colina da Barbara Anner, em agosto de 2008, quando ela assistiu uma audiência no Fórum. E ninguém esquece a morte de Dana Wayne Harbour, que enfiou o nariz fundo demais no negócio escuso de Ocara, e cujos provas contra Celso Rossi sumiram depois sua morte, com a conivência deste Conselho?

Eu fui à festa de aniversário de Barbara e Marino, a umas centenas de metros da Colina, num sábado de sol. Houve umas 70 pessoas lá, inclusive muitos banidos. Dentro da Colina estou informado que houve seis pessoas, residentes. Duas visitas tinham sido expulsas, sob a alegação paraníco de que foram espionando o lugar para comprar.

Pela evidencia desta carta, este Conselho não consegue esclarecer um processo. Mas que conseguem afundar um negócio, conseguem!

Valores

Para satisfazer o julgamento a favor da Sucessão de Gilberto, é preciso preservar o valor do empreendimento, e para fazer isso é preciso tirar a corja de lá, tão cedo possivel.

Para preservar a reputação e o futuro de naturismo n Brasil, é preciso que esta corja esteja fora antes do que o Caso Colina do Sol seja publicamente esclarecido.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Ref. 460/2009 Taquara, 08 de novembro de 2009.

Prezados Sócios do Clube Naturista Colina do Sol - CNCS

Como já deve ser do conhecimento de Vs. Sas. foi publicado em jornal de Novo Hamburgo “edital” de venda direta dos imóveis pertencentes à Colina do Sol, o que causou preocupação a todos que amam este lugar e que aqui investiram seus recursos financeiros em busca de uma vida junto à natureza.

Assim, vimos pela presente prestar alguns esclarecimentos sobre o ocorrido.

No ano de 1999 foi instaurado Processo Trabalhista de nº 00910.381/99-2, movido por Sucessão de Gilberto Antônio Duarte contra Naturis Empreendimentos Naturistas Ltda. Julgada parcialmente procedente a ação e iniciada a execução de sentença, foi determinada a penhora de bens de propriedade do CNCS.

No presente feito foram penhorados os imóveis matriculas 23.723, 21.172, 9.854, 21.173 que foram doados ao CNCS em 2001. Entendemos ser incorreta a penhora de bens daquele que não é parte no processo e nada deve a Sucessão autora da ação, foram opostos, ainda no ano de 2006 (data da penhora), Embargos de Terceiro, que visam à desconstituição da penhora.

Alegamos, em apertada síntese, a necessária desconstituição da penhora, visto que os bens em litígio foram doados ao CNCS antes da execução da sentença, pelo que entendemos ser legítima a doação recebida, inexistindo fraude à execução.

Contudo, infelizmente o magistrado não entendeu desta forma e negou provimento ao apelo do CNCS, por entender que houve fraude à execução por parte da devedora (Naturis Empreendimentos Naturistas Ltda).

Assim, interpusemos Agravo de Petição para o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, reiterando a tese de inexistência de fraude à execução, demonstrando a boa fé do CNCS na doação recebida.

A decisão do julgador de primeiro grau foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, motivo pelo qual nossa Assessoria Jurídica interpôs Recurso de Revista e ainda Agravo de Instrumento contra a decisão, sendo que ambos os recursos serão encaminhados à Brasília e estão pendentes de julgamento.

Neste ínterim, o julgador de primeiro grau, visando dar continuidade aos atos executórios, deferiu a venda antecipada dos bens penhorados, considerando a longa idade do processo.

Em referência à venda antecipada de bens, esclareceu a nossa Assessoria Jurídica que o artigo 670 do Código de Processo Civil determina:

Art. 670 - O juiz autorizará a alienação antecipada dos bens penhorados quando:
  1. - sujeitos a deterioração ou depreciação;
  2. - houver manifesta vantagem.
Parágrafo único - Quando uma das partes requerer a alienação antecipada dos bens penhorados, o juiz ouvirá sempre a outra antes de decidir.

No caso em tela, além de não vislumbrarmos a possível deterioração dos bens, pois se trata de imóveis, não houve a intimação dos devedores para manifestação sobre a venda antecipada. Ou seja, ao que tudo indica, o juiz deferiu a venda sem ouvir a parte contrária, afrontando assim o parágrafo único do artigo 670 do CPC.

Esta situação ainda não foi analisada pelo nobre julgador.

Assim, feitos estes esclarecimentos, informamos que os Dirigentes do CNCS estão tomando todas as medidas legais cabíveis para a solução da questão. Existem recursos que pendem de julgamento e questões processuais a serem resolvidas, motivo pelo qual confiamos na justiça e continuaremos trabalhando para que a questão seja brevemente resolvida, da melhor forma possível.

Atenciosamente,

Conselho Deliberativo do Clube Naturista Colina do Sol - CNCS

sábado, 12 de setembro de 2009

Morte de Wayne: Marcelito fala

Muitos amigos me cobram por que nunca fui a público falar tudo que sei sobre Wayne. Sempre respondi que não era o momento, mas hoje vejo que é o momento certo.
- Marcelito Lima

Dana Wayne Harbour, assasinado na Colina do Sol, 28/11;2007

Sempre tivemos uma afinidade com o Wayne. Inúmeras vezes pratiquei esporte com Wayne em sua cabana e depois tomávamos café. Em festas na Colina tinha uma musica "Frank Sinatra" predileta de Wayne, na qual Iara e Wayne sempre dançavam juntos. Fizemos muitas festas em sua cabana, saíamos para almoçar no centro, tínhamos uma viajem marcada para Miami-EUA em Novembro, tínhamos agilizado os nossos passaportes, viagem na qual Wayne nos obrigou que fossemos juntos.

Compaixão, amor e amizade

Sua ex-enfermeira e ex-companheira Bonny havia-o abandonado há quase dois anos, voltou para os EUA. Foi então que nos aproximamos mais. Bonny, como Wayne falava, morria de inveja de Iara. Era dolorido ver Wayne da maneira que estava, solitário e sem ânimo de vida. Alegava que nós éramos diferentes -- não o víamos como um velho de 79 anos, trazíamos a sua juventude novamente quando aparecíamos. Dizia que as pessoas procuravam somente para conseguir dinheiro e não por amizade, nós éramos os únicos que o viam como amigo e não falávamos em dinheiro.

Wayne sempre fazia questão de me dizer que apesar de amar muito Iara (motivo na qual Bonny não agüentou e foi embora, ela não tinha o amor de Wayne, só compaixão) ele nunca tentaria a conquistar, pois era feliz em saber que Iara era casada comigo, seu melhor amigo. Isto fazia crescer um laço muito grande de amizade. Sempre confiei em Wayne, sempre avisei Iara que se um dia eu morresse somente ficaria feliz se ela ficasse com Wayne.

Invasão da casa interditada

No dia posterior à morte de Wayne, um amigo sócio cabaneiro da Colina do Sol, Fernando Mauad, avisou a Cleci para entrar em contato comigo sobre uma possível invasão na casa do Wayne após ter sido interditada pela polícia. Ao caminhar pela manhã, aproximadamente 7:00 hs, observou o senhor Collins invadindo a residência de Wayne que estava lacrada pela polícia, carregando consigo inúmeras caixas de dentro da cabana de Wayne para dentro de seu veículo (mini-van).

Ora como alguém poderia invadir um local que estava interditado, lacrado para preservar pista do crime e dos criminosos, sem qualquer autorização da polícia???

Lembro que ao chegar de Porto Alegre na Colina, falei com Eta, Cleci e André que quando a polícia perguntou sobre um responsável por Wayne, Eta sugeriu que me ligassem, só que de uma maneira explosiva o senhor Collins disse, "para que me avisar?'' Eta disse novamente, "eles são os melhores amigos de Wayne", Collins com uma revolta estranha responde a Eta "só de fim de semana."

Faixinha geral

Chegando em frente da casa de Wayne, Barbara, esposa de Fritz, chorava muito e com ato de condolência pediu-me -"Marcelito, pode entrar, essa casa e tudo que está dentro é seu, entra." - como observei os lacres da polícia, evitei de entrar para preservar pistas para que a polícia descobrisse os criminosos, que era o principal no momento. Mas Collins entrou na cabana e quando entrou, além de prejudicar uma nova perícia, carregou para sua própria cabana documentos que não lhe pertenciam. Pelo que sempre soube do próprio Wayne, Collins e sua esposa prestavam serviços a ele, faxina e tradução de textos, não lhe dando direito de tal interferência. Eu e minha família sim, teríamos tal direito.

No mesmo momento que fui avisado por Cleci da invasão de Collins à cabana, entrei em contato com o secretário do clube, Adalberto, para Collins devolver tudo que havia pego sem autorização, pois tais autorizações que Wayne deixou para Collins, só lhe davam direito de agilizar o enterro de Wayne, na qual Wayne pagou para Collins, caso viesse a falecer. Comuniquei à Colina que seria o responsável, e nada foi feito. Wayne guardava documentos em sua cabana que transferiam tudo para mim, Iara e nosso filho Yago, e esses documentos sumiram.

Wayne, em uma noite quis nos dar os documentos e por ironia do destino, neguei-me a pegar, alegando que sua amizade era mais importante, que viveria até os cem anos, seria amigo de meus netos e que ele próprio o guardasse. Nunca imaginei que tudo isso iria acontecer.

Direção do Clube nada fez

Quando notei que a direção da Colina não tomaria providência sobre a invasão, fui até a delegacia de Taquara, junto com o meu amigo e advogado Gilberto Moraes, pedir ajuda ao inspetor de investigação Kendi e o delegado Luis Carlos, para tomarem alguma providência, pois eles acharam estranho a invasão e tudo. Disseram que chamariam novamente para outro interrogatório. Também pedi para ver quais os documentos tinham sido retirados pela polícia. O inspetor Kendi de imediato prontificou-se mostrando, passaporte e outros documentos de uso de Wayne. Não havia testamento, herança ou qualquer contrato; tinha que estar na cabana de Wayne. O inspetor também me comunicou que alguém opinou contra me chamar como melhor amigo de Wayne, e que uma senhora berrava alegando que a morte era porque alguns tinha ganho dinheiro do SBT, sendo que o assalto nada tinha a ver, pois todos que ganharam não mais moravam na Colina.

Aniversário surpresa

Em um aniversário surpresa que Wayne fez para mim, exclamou perante umas 30 pessoas moradoras da Colina, "Marcelito is my best friend, the best I ever had in the world." Não entendi sua exclamação e Inácio Conselheiro da Colina traduziu para mim- ele disse que você é o melhor amigo que ele teve no mundo. Essas palavras nunca mais em toda minha vida vão ser esquecidas.

Dente de tubarão

No mesmo dia Wayne me presenteou com uma linda gargantilha de 88 gramas de ouro 24 quilates com um dente de tubarão branco que ele próprio havia pescado na década de 60. Foi sua jóia preferida durante a sua juventude, época em que praticava halterofilismo. Chorei, chorei muito por aquele presente.

Nunca entendi, e todos que estavam lá em meu aniversário surpresa também, por que naquele dia em que Wayne havia programado tal surpresa, na organização de Collins e Marlene eu e minha família não fomos convidados, tá certo que era surpresa, mas em algum momento o senhor Collins teria que me avisar, sendo que naquela manhã inúmeras vezes cruzamos caminho com o ele, pois era meu vizinho de cabana, e em momento algum nos deu alguma espécie de aviso.

Cabana e anel

Por achar que não havíamos sido convidados, que para nós se tratava de um churrasco, saímos da Colina as 13:30 hs para almoçar no centro de Taquara, e só ficamos sabendo às 16:00 hs da minha própria festa... é muito chato... Reclamei para Wayne que não confiava em Collins. Wayne havia deixado bem claro para muitas pessoas na Colina que havia feito um testamento para eu e minha família, deixando sua cabana.

Wayne nos avisou que Collins tinha feito a tradução do documento do inglês para português, rejeitando o tradutor Paulo do Fritz. Seria feita a transferência da cabana na forma de compra e venda, num valor simbólico de 10 reais, para evitar a taxa de transferência da Colina que Wayne achava muito alta e não concordava; a Kombi que Wayne tinha prazer e queria que eu fizesse o mesmo; levar Iara para a Cafeteria predileta de Wayne (a qual freqüentávamos regularmente com ele); um anel de diamante no valor de 40 mil reais com que Wayne presenteou Iara, mas que ficou maior que seu dedo, Wayne prontificou-se em ajustá-lo no tamanho de seu dedo e devolvê-lo no seu aniversario, dia 12/12, mas a morte sobreveio pouco antes...


Iara, Marcelito, e Bool

Bool

Iara, pessoa que todos sabiam que foi o motivo que levou Wayne a ir morar na Colina, que ele amava e idolatrava (ver anexo de e-mail enviados por Wayne a Iara), outros pertences e Bool a única herança que realmente recebemos do Wayne, pois o Bool tinha documento de que nós éramos herdeiros. Bool é um cachorrinho da raça shitzu, trazido pelo Wayne do Texas. O Bool ninguém tinha interesse a não ser nós. Do Bool havia um documento bem claro...que é curioso... ou Bool ficava conosco ou era para sacrificá-lo, Wayne não confiava em mais ninguém para cuidar de seu cachorrinho, é claro que Barbara e Fritz eram de sua confiança, mas eles tinham gatos e Bool odeia gatos. Por anos Bool foi seu companheiro. Este sim, o senhor Collins avisou por meio da secretária da Colina que eu fosse buscá-lo ou seria sacrificado...é estranho alguém confiar em outras pessoas só para cuidar de seu cachorro e nada mais. Na noite do assassinato de Wayne estava com um grupo de amigos, a diretora de um colégio em porto Alegre, o filho de um coronel e outros amigos, jogando e bebendo até as 2:00 da manhã. Todos se prontificaram em me ajudar.

Boatos e supeitos

É triste que só fui ter amizade verdadeira fora da Colina, exceto uma minoria que preservo amizade até hoje. Como era de esperar, conhecendo a Colina como conheço, houve boatos espalhados por um casal que eu poderia ser um dos assaltantes, e o mesmo casal, que sofreu um outro roubo anteriormente em sua residência, ridiculamente foi comunicar à pessoa que era de fato suspeita, dizendo que eu, Eta e a policia o tínhamos como suspeito. É claro que tal casal gosta de ver o circo pegar fogo, mesmo que seja em inocentes, mas eu os aviso, calúnia é crime ... são RIDÍCULOS.

Eu teria tudo que quisesse do Wayne se eu pedisse, tudo mesmo, mas não precisava... Eu e minha esposa Iara tínhamos 5 meses antes do crime de Wayne ganhado de um famoso processo contra a SBT (programa "Ratinho") uma indenização por danos morais. Tínhamos 850 mil reais na conta bancária. Isto causou muita inveja a ponto de termos que retirar meu sogro e minha sogra da Colina.

Venda apressada

O que sempre me corroeu foi saber que Collins estava vendendo a cabana de Wayne sem ser desenrolado o processo de herança, inventário ou possível aparecimento das transferências e também circulava com a Kombi de Wayne que em vida nunca vi Collins usar.

Brinco com todos, a melhor herança que Wayne nos deixou foi o Bool...o resto...sumiu tudo. Maldita hora que não entrei na casa de Wayne quando Barbara implorou... Onde foram parar os documentos?? EU SEI... só que não importa, daria a herança e mais tudo que tenho para ter de volta este grande amigo, daria um grande abraço, bem forte.

Provas de amor e amizade

Enfim, abaixo são uns de muitos e-mails que Wayne enviou para nós. Se alguém quiser posso enviar os originais. Tenho outros e-mails que guardo como prova ... leiam, observe o amor que Wayne tinha por nós, e a quem nos sacaneou...que se engasgue com o dinheiro sujo que obteve, acredito na lei do retorno... sei que o espírito de Wayne observa tudo neste momento. Quem me roubou também vai perder tudo, são os meus votos.



Colina anaversario‏ De: Wayne Harbour Enviada: segunda-feira, 13 de agosto de 2007 16:41:14 Para: Meu Amigo E Amiga, Querer voce viagem para Colina proxima sabado? Eu querer esperanca. Wayne
none‏ De: Wayne Harbour Enviada: quinta-feira, 6 de setembro de 2007 17:05:19 Para: Iara Steffens () Iara, meu amor, Eu tenho nao ouvir de voce em dois semanas. Meu coracao pessoa. Por favor, trazer volta meu sol luz. Wayne
RE: e-mails‏ De: Wayne Harbour Enviada: quinta-feira, 2 de agosto de 2007 11:55:53 Para: Iara Steffens Iara, meu amor, Eu em casa tudo dia quarta feira E quinta feira. Por favor, diga meu eu perceber voce sabado noite. Amor E beijos, Wayne Iara Steffens wrote: Querido Wayne, hoje estar na colina e eu aparecer em sua cabana para uma visita rápida e matar a saudade de você. Mil beijos Iara Steffens. >From: Wayne Harbour >To: Iara Steffens >Subject: e-mails >Date: Tue, 31 Jul 2007 14:05:00 -0700 (PDT) > >Meu querida Iara. > Eu recebo um e-mail quinta-feira, nao tres. >Perceber voce sabado. Lembrar o fotos. > Amor e beijo's, > Wayne > >
e-mails‏ De: Wayne Harbour Enviada: terça-feira, 31 de julho de 2007 18:05:12 Para: Iara Steffens () Meu querida Iara. Eu recebo um e-mail quinta-feira, nao tres. Perceber voce sabado. Lembrar o fotos. Amor e beijo's, Wayne
e-mails‏ De: Wayne Harbour Enviada: terça-feira, 31 de julho de 2007 18:05:12 Para: Iara Steffens Meu querida Iara. Eu recebo um e-mail quinta-feira, nao tres. Perceber voce sabado. Lembrar o fotos e documentos cpf .. Amor e beijo's, Wayne
miss you‏ De: Wayne Harbour Enviada: quinta-feira, 26 de julho de 2007 12:23:36 Para: Iara Steffens Iara, meu querida, eu am pertubado por o fato isso eu tenho receber nao e-mail de voce. Voce e Marcelito licenca meu casa sabado noite e Eu tenho nau ouvar de voce para dois semanas. Se Eu tenho acabado algo para ofender voce, por favor diga meu. Voce amizade e o mais importante coisa para meu vida. Eu posso viver sem voce amor mas porem nao sem voce amizade. Responder, por favor Meu coracao e voce's Wayne
Re: Próxima semana irei para a Colina!‏ De: Wayne Harbour Enviada: terça-feira, 10 de julho de 2007 15:47:56 Para: Iara Steffens () Iara, meu amor, desculpe para o e-mail em english. Eu nao louco at voce. Meu coracao pessoa quando voce nao aqui . Amor e liquido osculo. Wayne
Iara Steffens wrote: Olá Wayne! It must have sensible our lack in the weekend, therefore we feel its lack. I not for the colina because the time was not good, much rain. Cleci gave the message for you? Wayne, please answers Meu e-mail, already he is 3° e-mail that you do not answer. Está brave with me? In day 13 of July we go for the Colina. Kisses!