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sexta-feira, 11 de março de 2011

"Minha cabana está penhorada?", parte três

As terras da Colina do Sol tem situações divergentes: penhorados, somente de posse, ou, na hipótese mais extrema, corretamente matriculada no Registro de Terras - como a propriedade de outro.

No 30/06/10 e 01/07/10, nós respondemos à pergunta "Minha cabana está penhorada?" para donos de casas em umas da áreas da Colina. Talvez erramos sobre cabanas localizadas perto das divisas das glebas, pois seria precisa visitar a área com um topógrafo e com um dos velhos de Morro da Pedra que conhece os antigos marcadores, ou pelo menos com um GPS. E a corja tinha pavor da verdade.

Como já falamos, a Colina do Sol cobre mais área em Morro da Pedra, do que em papel no Registro de Imóveis ou na Tabelião de Taquara. Comparamos os mapas publicados antigamente da revista Naturis do sr. Celso Rossi, e comparamos com os folhetos atuais, e mostramos que a Colina cresceu sem que mais terra fosse comprada. Que quer dizer, invadiu os vizinhos.

Comparando os mapas que sr. Celso usou para vender suas "concessões", e para a usucapião do terreno ao norte da Colina, localizamos a invasão: nas terras da família Fleck, na região da "vila", exatamente onde há mais casas construídas.

Parece que umas 33 das cabanas da Colina do Sol - um terço do total - estão construídas nas terras de sr. Luis Antônio Stumpf Fleck. E pela comparação dos mapas, é claro que sr. Celso Rossi sabia perfeitamente que ele estava vendendo o que não era dele.

O bom é que a terra nunca foi de Celso Rossi

Um dos perigos que a Colina do Sol enfrenta é que a Justiça já enxergou o concilium fraudis na "doação" das terras para CNCS. Como vimos ontem, outra credora de Celso/Naturis já conseguiu, anexando a sentença, que os bens do Celso respondiam para a dívida.

Poderia ter pedido os bens do CNCS, e creio que o resultado teria sido o mesmo.

Não se sabe o número de credores que Celso Rossi tem, nem quanto estão lhe devido. Será que não importa quantas penhoras sejam levantadas pelo CNCS, o próximo credor na fila poderia pedir o penhor de novo?

Porém, as terras do Fleck nada tem a ver com o senhor Rossi, a não ser que ele as cobiçava, e planejava um dia as levar sem pagar num usucapião. Podem ser comprados - não pelo CNCS, mas por alguma entidade sem ligação - e os donos das cabanas podem fazer um condomínio rural, e eles serão livres tanto das pendências do Celso Rossi quando dos confiscos do CNCS.

A lista pode conter erros, como notado acima. Mas é feito em boa fé.

Hoje, vamos ver quais casas são estas, que estão na terras dos Fleck.

Aqui é o mapa correto, até onde consigo verificar, sem acesso ao terreno com testemunhas. Notam a área entre a borda laranja e os quadros coloridos: esta terra é dos Fleck, invadido.


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Recebi uma "Listagem 0ficial dos Concessionários Residenciais do CNCS.Posição em 13/09/2008". Esta listagem tem falhas, como listar o sr. Fábio com somente três concessões, quando ele comprou cinco com a casa do americano Doug, e estava desatualizado já em 2008. Vou listar as casas que aparentemente estão nas terras dos Fleck, com endereço e também os donos cujos nomes são públicas fora da Colina, como por exemplo membros do Conselho, autores das falsas acusações no caso Colina do Sol, ou que aparecerem na imprensa como residentes da comunidade naturista.

Adriane V. F.Rua do Abraço nº 240
Claudete Zagonel Rua da Amizade nº 12
Claudio Antônio E.Rua do Abraço nº 265
Claudio Antônio R. E.Rua da Alegria nº 207
Claudio Antônio R. E.Rua da Alegria nº 209
Claudio Antônio R. E.Rua da Alegria nº 210
Colin Peter Collins Rua do Abraço nº 260
Elizon de A. C.Rua da Paz nº 100
Flavio C. C.Rua da Amizade nº 45
Gerson da Silva Bernardo Rua do Abraço nº 285
Gisela F.Rua da Paz nº 70
Janete Maria Frare e Paulo Cesar NiemxeskiRua da Alegria nº 225
João Romero de O. G.Rua da Amizade nº 10
Karen S. Q.Rua da Paz nº 50
Luciano Pinheiro Fedrigo Rua da Amizade nº 32
Luis Fernando F. D.Rua da Paz nº 40
Luís Inácio Germany GaigerRua do Abraço nº 230
Luis Ramos Pellicer Rua da Amizade nº 15
Luiz Alberto Rossi Rua da Amizade nº 20
Marcelito da Silva LimaRua da Alegria nº 215
Maria Cândida S. F.Rua da Paz nº 10
Maria Cristina B.Rua da Alegria nº 230
Mauricio Octavio Feitosa Rua do Abraço nº 280
Miriam Germany Gaiger Rua do Abraço nº 250
Névio José R.Rua da Amizade nº 25
Ozana Veronica R.Rua da Amizade nº 22
Pedro R. G.Rua da Amizade nº 30
Priscila Z. M.Rua do Abraço nº 220
Priscila Z. M.Rua do Abraço nº 270
Ricardo A. H.Rua do Abraço nº 275
Roberto E. D.Rua da Paz nº 60
Roberto N. de M. K.Rua da Paz nº 30
Rogério G. A.Rua da Alegria nº 60
Ronaldo T. de O.Rua da Amizade nº 35
Priscila Z. M.Rua da Paz nº 20
Valdir José S. N.Rua do Abraço nº 290
Vanderlei Castresano Rua do Abraço nº 295

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vejam os mapas você tambem!

Comentei ontem, e já hoje, os dois mapas da Colina do Sol: aquele que Celso Rossi usava para vender, e o que ele usuava para mostrar o que ele tinha comprado - o segundo mostrando muito menos terreno que o primeiro.

Ao lado, temos o "mapa de vender", mostrando o canto sudeste da Colina, quer dizer, da "vila" para a limite do morro.

Chama sua atenção especialmente para o predio da administração, e a trilha que é uma lina preta, no diagonal, e a casa de Celso. Estas marcas podem ser identificadas na outra mapa, ainda que nele, a trilha é uma rua como as outras.


Agora, vemos a mapa do que Celso comprou: as terras cuja propriedade estava comprovada pelas papeis no Tabelionato, ou no Registro de Imóveis.

Mas nem tanto. Celso disse em várias papeis que tinha comprado 6,5 hectrares do finado sr. Theobaldo Fleck, mas eu nunca vi papeis comprovando isso, e ele nunca mostrou qualquer papel. A matrícula no Registro de Imóveis, atualizado por seu filho Luis Antônio, em 31/10/2010, atesta que o proprietário é sr. Luis Antônio mesmo. E não Celso Rossi.

Esta mapa me parece está incluindo várias hectares das terras dos Fleck. Notamos que pelo mapa, o prédio de administração fica no terreno comprado do sr. Evaldo Antônio da Silva. Mas seu Evaldo me falou, que o terreno dele era, entrando pelo portáo atual da Colina, passando a faixa estreita de Zeca, no lado do sul da rua, enconstando no posse de Olívio, "seu Lili". E não lá na Administração.


Agora, a mapa do que foi comprado em amarelo, superposta no que Celso disse que tinha para vender. Até supondo que Celso tinha comprado algo dos Fleck, podemos ver na mapa, que ofereceu para venda terrenos que ficavam nas terras que até ele sabia ainda eram dos Fleck.

Este mapa, de 2001, somente mostra uma casa construida nas terras do Fleck, mas há outras que não aparecem, como as de Marcelito e de Roni.

A realidade aqui, pelo que consigo verficar (e lembrem, que a corja vetou minha entrada na Colina, e até agora eu não poderia verificar isso com as testemunhas que lembram das terras, e um GPS) tudo que se vê nesta mapa, de uma linha no nivel do prêdio da Administração para cima, pertence à familia Fleck. As terras, e a 33 cabanas nelas construidas.

A mapa de verdade

Só para lembrar, aqui é a mapa de verdade, dentro do que eu consegui levantar. Poderia haver pequenos erros, mas já expliquei as limitações com que trabalho: minha inspeção do terreno é ilegamente barrada pela corja da Colina.

Nesta mapa, o canto da "vila", o canto sudeste, está na esquerda inferior. A divisa em amarelo, é a do mapa de vender. Em laranja, a mapa do que comprou. E os quadros coloridos, os terrenos com matrícula ou contrato de tranferência; clicando em cada um dá detalhes dos documentos.

Notam a área entre a borda laranja e os quadros coloridos: esta terra é dos Fleck, invadido.


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E assinou embaixo

E assinou embaixo

O bloco de assinatura da mapa leva, como já informamos, a assinatura de Celso Rossi. Depois de tantos anos de experiência em se esconder atrás dos outros, ele se esqueceu, e assinou este mapa, que comprove fraude.

Com a palavra, sr. Celso Rossi

Os dois mapas, um para vender, o outro para comprovar o que comprou, deixam realmente nenhuma dúvida sobre a natureza da negociata das terras da Colina do Sol, e a hostilidade contra quem ousava questionar. Fritz Louderback queria regularizar, Dr. André Herdy leu as Atas da FBrN e disse que queria averiguar, e estes foram alvos de denuncias que partiram da corja e que nada apoia em mais de 5.500 páginas do processo mais caro de Rio Grande do Sul.

E Dana Wayne Harbour acumulou evidência de que ele foi defraudado, e talvez destes outros fraudes, mas estes provas sumiram depois que ele morreu na sua cabana dentro da Colina.

Mas chegamos a hora para o "outro lado". Vamos ouvir a versão do capitão da Colina do Sol e da sua corja, nas suas próprias palavras:

 

Faço isso para que não restem dúvidas quanto ao modo como foram adquiridas as terras da Colina do Sol e de que esta ação foi intentada com o único objetivo de dar ares de verdade às calúnias das quais tenho sido vítima, nos últimos anos, promovidas de modo covarde e criminoso, via internet. O objetivo dessas calúnias é dar suporte à tese de defesa dos quatro acusados de pedofilia, de que os mesmos teriam sido denunciados à polícia de modo injusto, para que se afastassem de supostas "investigações" que estariam promovendo sobre as "fraudes" que eu teria cometido para a compra das terras da Colina do Sol.

Aos amigos que nunca se deixaram influenciar por essas pessoas de má-fé e manifestaram, desde o primeiro momento, sua solidariedade, minha gratidão.

Àqueles que, sem me conhecer e sem buscar a verdade dos fatos, se uniram em fileiras aos caluniadores profisssionais, meu perdão.

 
Celso conta sua versão

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A mapa falsa da Colina do Sol

Papeis falsos são coisa pesada no Brasil. Celso Rossi geralmente toma cuidado com isso, assegurando que quem assina em baixo, é outro. Pensamos já no avaliação do Ocara em R$714.828,46, assinado somente pelo contador com o espaço para a assinatura de Celso em branco, ou a descrição fantasioso da Colina com a avaliação de mais de R$5 milhões, assinado somente pela Dra. Alice de Alice Imóveis.

Até os peritos deslizam

Eu pedi o desarquivamento do processo de usucapião das terras cujo posse Celso Luis Rossi e Paula Fernanda Andreazza compraram dos herdeiros de Idalino Correa. Eu esperei que por deslize Celso teria colocado uma mapa mostrando a situação verdadeira das terras, que mostraria que ele sabia muito bem que deu um terreno sem valor em garantia do empréstimo do BRDE.

Mas ele deu uma mapa falsa. E, além da assinatura do topógrafo, há a assinatura de Celso Rossi. E, depois de assinar o documento "frio", ele o deu para a Justiça. Um deslize. Não fatal, mas criminal, sem dúvida nenhuma.

Mapa grande

A mapa é um daqueles tamanho de uma mesa, e escanear-la é difícil, viajando. Mas umas das mentiras dá para apontar, já. A mapa mostra terreno 23.723 como incluindo o prédio da administração, também chamado do antigo restaurante, e parte da "vila".

Mas como já falamos aqui, o terreno do registro 23.723 pertencia a Evaldo Antônio da Silva. Que é uma pessoa verdadeira, e vivo - vi ele e a esposa ontem em frente ao supermercado Rissul na rua principal de Taquara - e me informou na última viagem, claramente, que seu terreno ficava na entrada, depois do terreno 46.485 de Zeca, no lado sul da estrada.

O terreno 2025 - aquele fraudulentamente ofericido em garantia do empréstimo de BRDE, é colocado onde está o hotel. Mas a fantasia dos terrenos em volta, parece um pouco diferente do que na mapa oferecido ao BRDE.

O terreno 2025 pertenceu ao Antônio da Silva, antes que ele vendeu para o finado Olívio. Mas Antônio está vivo, foi chamado para depor neste mesmo processo de usucapião, e eu falei com ele, também. O terreno dele ficava no lado de norte da rua, e o registro de Zeca, e o Registro de Imóveis, afirmam que 2025 era vizinho de Zeca.

O desprezo de Celso Rossi e a Colina do Sol para seus vizinhos de Morro da Pedra os pegou aqui. Este bobagem é facilmente desmentido, simplesmente ouvindo as pessoas cujos nomes constam nos papeis. Que existem, e são honestas.

Crime e prova de crime

As mentiras da mapa não acarretam grande diferença para o processo de usucapião. Não vejo porque deve ser revertido, até porque é um bem que pode ressarcir uma vítima ou outro do casal Celso e Paula.

Mas no Brasil, fazer uso oficial de um papel falso - até um papel falso que afirma um fato verdadeiro! - é crime. Ter dado este documento falso para a Justiça é crime, já em si. Celso e o engenheiro Gerson Lamberto assinaram a mapa falsa em março de 2004, mas Paula Fernanda Andreazza também é parte do processo. Não sei se ela responde também - é uma pergunta para a promotoria e a Justiça.

Quando os capitães falham ...
A mapa difere, e muito, da mapa "oficial" que enfeita o site da Colina do Sol, e que está na parede da recepção. Esta mapa já invade as terras da familia Fleck, mas não tanto quanto a outra. Várias casas - o do Marcelito, que ele acabou de vender para "um japones" conforme Douglas, e para um "Chinese" conforme Fritz, é claramente nas terras dos Fleck. A cabana de Roni, também, está nas terras que Celso sabia muito bem que nunca comprou.

Talvez isso explica a hostilidade da corja da Colina para com Roni e Marcelito. Vários deles sabem da situação verdadeira das terras, tanto que levaram um susto quando eu e Fritz Louderback almoçamos com Sr. Luis Antônio Stumpf Fleck, na casa do Marino. Sabem que um terço das casas da Colina do Sol, 33 casas, realmente estão nas terras devidamente registrado ao sr. Fleck.

Muitas das "concessões residenciais" vendidos para Silvio Levy, também se encontram situadas em terras que nunca pertencerem ao Celso nem ao CNCS. A mapa "oficial" da Colina engole muito que pertence aos outros. E que, como a mapa de 2004 submetido com o usucapião mostra, em terras que Celso Rossi muito bem sabia que pertenciam aos outros.

Que, ao ver dele, não foi impedimento para que ele as vendiam para Silvio e para outros vitimas da Colina do Sol.

sábado, 12 de setembro de 2009

Morte de Wayne: Marcelito fala

Muitos amigos me cobram por que nunca fui a público falar tudo que sei sobre Wayne. Sempre respondi que não era o momento, mas hoje vejo que é o momento certo.
- Marcelito Lima

Dana Wayne Harbour, assasinado na Colina do Sol, 28/11;2007

Sempre tivemos uma afinidade com o Wayne. Inúmeras vezes pratiquei esporte com Wayne em sua cabana e depois tomávamos café. Em festas na Colina tinha uma musica "Frank Sinatra" predileta de Wayne, na qual Iara e Wayne sempre dançavam juntos. Fizemos muitas festas em sua cabana, saíamos para almoçar no centro, tínhamos uma viajem marcada para Miami-EUA em Novembro, tínhamos agilizado os nossos passaportes, viagem na qual Wayne nos obrigou que fossemos juntos.

Compaixão, amor e amizade

Sua ex-enfermeira e ex-companheira Bonny havia-o abandonado há quase dois anos, voltou para os EUA. Foi então que nos aproximamos mais. Bonny, como Wayne falava, morria de inveja de Iara. Era dolorido ver Wayne da maneira que estava, solitário e sem ânimo de vida. Alegava que nós éramos diferentes -- não o víamos como um velho de 79 anos, trazíamos a sua juventude novamente quando aparecíamos. Dizia que as pessoas procuravam somente para conseguir dinheiro e não por amizade, nós éramos os únicos que o viam como amigo e não falávamos em dinheiro.

Wayne sempre fazia questão de me dizer que apesar de amar muito Iara (motivo na qual Bonny não agüentou e foi embora, ela não tinha o amor de Wayne, só compaixão) ele nunca tentaria a conquistar, pois era feliz em saber que Iara era casada comigo, seu melhor amigo. Isto fazia crescer um laço muito grande de amizade. Sempre confiei em Wayne, sempre avisei Iara que se um dia eu morresse somente ficaria feliz se ela ficasse com Wayne.

Invasão da casa interditada

No dia posterior à morte de Wayne, um amigo sócio cabaneiro da Colina do Sol, Fernando Mauad, avisou a Cleci para entrar em contato comigo sobre uma possível invasão na casa do Wayne após ter sido interditada pela polícia. Ao caminhar pela manhã, aproximadamente 7:00 hs, observou o senhor Collins invadindo a residência de Wayne que estava lacrada pela polícia, carregando consigo inúmeras caixas de dentro da cabana de Wayne para dentro de seu veículo (mini-van).

Ora como alguém poderia invadir um local que estava interditado, lacrado para preservar pista do crime e dos criminosos, sem qualquer autorização da polícia???

Lembro que ao chegar de Porto Alegre na Colina, falei com Eta, Cleci e André que quando a polícia perguntou sobre um responsável por Wayne, Eta sugeriu que me ligassem, só que de uma maneira explosiva o senhor Collins disse, "para que me avisar?'' Eta disse novamente, "eles são os melhores amigos de Wayne", Collins com uma revolta estranha responde a Eta "só de fim de semana."

Faixinha geral

Chegando em frente da casa de Wayne, Barbara, esposa de Fritz, chorava muito e com ato de condolência pediu-me -"Marcelito, pode entrar, essa casa e tudo que está dentro é seu, entra." - como observei os lacres da polícia, evitei de entrar para preservar pistas para que a polícia descobrisse os criminosos, que era o principal no momento. Mas Collins entrou na cabana e quando entrou, além de prejudicar uma nova perícia, carregou para sua própria cabana documentos que não lhe pertenciam. Pelo que sempre soube do próprio Wayne, Collins e sua esposa prestavam serviços a ele, faxina e tradução de textos, não lhe dando direito de tal interferência. Eu e minha família sim, teríamos tal direito.

No mesmo momento que fui avisado por Cleci da invasão de Collins à cabana, entrei em contato com o secretário do clube, Adalberto, para Collins devolver tudo que havia pego sem autorização, pois tais autorizações que Wayne deixou para Collins, só lhe davam direito de agilizar o enterro de Wayne, na qual Wayne pagou para Collins, caso viesse a falecer. Comuniquei à Colina que seria o responsável, e nada foi feito. Wayne guardava documentos em sua cabana que transferiam tudo para mim, Iara e nosso filho Yago, e esses documentos sumiram.

Wayne, em uma noite quis nos dar os documentos e por ironia do destino, neguei-me a pegar, alegando que sua amizade era mais importante, que viveria até os cem anos, seria amigo de meus netos e que ele próprio o guardasse. Nunca imaginei que tudo isso iria acontecer.

Direção do Clube nada fez

Quando notei que a direção da Colina não tomaria providência sobre a invasão, fui até a delegacia de Taquara, junto com o meu amigo e advogado Gilberto Moraes, pedir ajuda ao inspetor de investigação Kendi e o delegado Luis Carlos, para tomarem alguma providência, pois eles acharam estranho a invasão e tudo. Disseram que chamariam novamente para outro interrogatório. Também pedi para ver quais os documentos tinham sido retirados pela polícia. O inspetor Kendi de imediato prontificou-se mostrando, passaporte e outros documentos de uso de Wayne. Não havia testamento, herança ou qualquer contrato; tinha que estar na cabana de Wayne. O inspetor também me comunicou que alguém opinou contra me chamar como melhor amigo de Wayne, e que uma senhora berrava alegando que a morte era porque alguns tinha ganho dinheiro do SBT, sendo que o assalto nada tinha a ver, pois todos que ganharam não mais moravam na Colina.

Aniversário surpresa

Em um aniversário surpresa que Wayne fez para mim, exclamou perante umas 30 pessoas moradoras da Colina, "Marcelito is my best friend, the best I ever had in the world." Não entendi sua exclamação e Inácio Conselheiro da Colina traduziu para mim- ele disse que você é o melhor amigo que ele teve no mundo. Essas palavras nunca mais em toda minha vida vão ser esquecidas.

Dente de tubarão

No mesmo dia Wayne me presenteou com uma linda gargantilha de 88 gramas de ouro 24 quilates com um dente de tubarão branco que ele próprio havia pescado na década de 60. Foi sua jóia preferida durante a sua juventude, época em que praticava halterofilismo. Chorei, chorei muito por aquele presente.

Nunca entendi, e todos que estavam lá em meu aniversário surpresa também, por que naquele dia em que Wayne havia programado tal surpresa, na organização de Collins e Marlene eu e minha família não fomos convidados, tá certo que era surpresa, mas em algum momento o senhor Collins teria que me avisar, sendo que naquela manhã inúmeras vezes cruzamos caminho com o ele, pois era meu vizinho de cabana, e em momento algum nos deu alguma espécie de aviso.

Cabana e anel

Por achar que não havíamos sido convidados, que para nós se tratava de um churrasco, saímos da Colina as 13:30 hs para almoçar no centro de Taquara, e só ficamos sabendo às 16:00 hs da minha própria festa... é muito chato... Reclamei para Wayne que não confiava em Collins. Wayne havia deixado bem claro para muitas pessoas na Colina que havia feito um testamento para eu e minha família, deixando sua cabana.

Wayne nos avisou que Collins tinha feito a tradução do documento do inglês para português, rejeitando o tradutor Paulo do Fritz. Seria feita a transferência da cabana na forma de compra e venda, num valor simbólico de 10 reais, para evitar a taxa de transferência da Colina que Wayne achava muito alta e não concordava; a Kombi que Wayne tinha prazer e queria que eu fizesse o mesmo; levar Iara para a Cafeteria predileta de Wayne (a qual freqüentávamos regularmente com ele); um anel de diamante no valor de 40 mil reais com que Wayne presenteou Iara, mas que ficou maior que seu dedo, Wayne prontificou-se em ajustá-lo no tamanho de seu dedo e devolvê-lo no seu aniversario, dia 12/12, mas a morte sobreveio pouco antes...


Iara, Marcelito, e Bool

Bool

Iara, pessoa que todos sabiam que foi o motivo que levou Wayne a ir morar na Colina, que ele amava e idolatrava (ver anexo de e-mail enviados por Wayne a Iara), outros pertences e Bool a única herança que realmente recebemos do Wayne, pois o Bool tinha documento de que nós éramos herdeiros. Bool é um cachorrinho da raça shitzu, trazido pelo Wayne do Texas. O Bool ninguém tinha interesse a não ser nós. Do Bool havia um documento bem claro...que é curioso... ou Bool ficava conosco ou era para sacrificá-lo, Wayne não confiava em mais ninguém para cuidar de seu cachorrinho, é claro que Barbara e Fritz eram de sua confiança, mas eles tinham gatos e Bool odeia gatos. Por anos Bool foi seu companheiro. Este sim, o senhor Collins avisou por meio da secretária da Colina que eu fosse buscá-lo ou seria sacrificado...é estranho alguém confiar em outras pessoas só para cuidar de seu cachorro e nada mais. Na noite do assassinato de Wayne estava com um grupo de amigos, a diretora de um colégio em porto Alegre, o filho de um coronel e outros amigos, jogando e bebendo até as 2:00 da manhã. Todos se prontificaram em me ajudar.

Boatos e supeitos

É triste que só fui ter amizade verdadeira fora da Colina, exceto uma minoria que preservo amizade até hoje. Como era de esperar, conhecendo a Colina como conheço, houve boatos espalhados por um casal que eu poderia ser um dos assaltantes, e o mesmo casal, que sofreu um outro roubo anteriormente em sua residência, ridiculamente foi comunicar à pessoa que era de fato suspeita, dizendo que eu, Eta e a policia o tínhamos como suspeito. É claro que tal casal gosta de ver o circo pegar fogo, mesmo que seja em inocentes, mas eu os aviso, calúnia é crime ... são RIDÍCULOS.

Eu teria tudo que quisesse do Wayne se eu pedisse, tudo mesmo, mas não precisava... Eu e minha esposa Iara tínhamos 5 meses antes do crime de Wayne ganhado de um famoso processo contra a SBT (programa "Ratinho") uma indenização por danos morais. Tínhamos 850 mil reais na conta bancária. Isto causou muita inveja a ponto de termos que retirar meu sogro e minha sogra da Colina.

Venda apressada

O que sempre me corroeu foi saber que Collins estava vendendo a cabana de Wayne sem ser desenrolado o processo de herança, inventário ou possível aparecimento das transferências e também circulava com a Kombi de Wayne que em vida nunca vi Collins usar.

Brinco com todos, a melhor herança que Wayne nos deixou foi o Bool...o resto...sumiu tudo. Maldita hora que não entrei na casa de Wayne quando Barbara implorou... Onde foram parar os documentos?? EU SEI... só que não importa, daria a herança e mais tudo que tenho para ter de volta este grande amigo, daria um grande abraço, bem forte.

Provas de amor e amizade

Enfim, abaixo são uns de muitos e-mails que Wayne enviou para nós. Se alguém quiser posso enviar os originais. Tenho outros e-mails que guardo como prova ... leiam, observe o amor que Wayne tinha por nós, e a quem nos sacaneou...que se engasgue com o dinheiro sujo que obteve, acredito na lei do retorno... sei que o espírito de Wayne observa tudo neste momento. Quem me roubou também vai perder tudo, são os meus votos.



Colina anaversario‏ De: Wayne Harbour Enviada: segunda-feira, 13 de agosto de 2007 16:41:14 Para: Meu Amigo E Amiga, Querer voce viagem para Colina proxima sabado? Eu querer esperanca. Wayne
none‏ De: Wayne Harbour Enviada: quinta-feira, 6 de setembro de 2007 17:05:19 Para: Iara Steffens () Iara, meu amor, Eu tenho nao ouvir de voce em dois semanas. Meu coracao pessoa. Por favor, trazer volta meu sol luz. Wayne
RE: e-mails‏ De: Wayne Harbour Enviada: quinta-feira, 2 de agosto de 2007 11:55:53 Para: Iara Steffens Iara, meu amor, Eu em casa tudo dia quarta feira E quinta feira. Por favor, diga meu eu perceber voce sabado noite. Amor E beijos, Wayne Iara Steffens wrote: Querido Wayne, hoje estar na colina e eu aparecer em sua cabana para uma visita rápida e matar a saudade de você. Mil beijos Iara Steffens. >From: Wayne Harbour >To: Iara Steffens >Subject: e-mails >Date: Tue, 31 Jul 2007 14:05:00 -0700 (PDT) > >Meu querida Iara. > Eu recebo um e-mail quinta-feira, nao tres. >Perceber voce sabado. Lembrar o fotos. > Amor e beijo's, > Wayne > >
e-mails‏ De: Wayne Harbour Enviada: terça-feira, 31 de julho de 2007 18:05:12 Para: Iara Steffens () Meu querida Iara. Eu recebo um e-mail quinta-feira, nao tres. Perceber voce sabado. Lembrar o fotos. Amor e beijo's, Wayne
e-mails‏ De: Wayne Harbour Enviada: terça-feira, 31 de julho de 2007 18:05:12 Para: Iara Steffens Meu querida Iara. Eu recebo um e-mail quinta-feira, nao tres. Perceber voce sabado. Lembrar o fotos e documentos cpf .. Amor e beijo's, Wayne
miss you‏ De: Wayne Harbour Enviada: quinta-feira, 26 de julho de 2007 12:23:36 Para: Iara Steffens Iara, meu querida, eu am pertubado por o fato isso eu tenho receber nao e-mail de voce. Voce e Marcelito licenca meu casa sabado noite e Eu tenho nau ouvar de voce para dois semanas. Se Eu tenho acabado algo para ofender voce, por favor diga meu. Voce amizade e o mais importante coisa para meu vida. Eu posso viver sem voce amor mas porem nao sem voce amizade. Responder, por favor Meu coracao e voce's Wayne
Re: Próxima semana irei para a Colina!‏ De: Wayne Harbour Enviada: terça-feira, 10 de julho de 2007 15:47:56 Para: Iara Steffens () Iara, meu amor, desculpe para o e-mail em english. Eu nao louco at voce. Meu coracao pessoa quando voce nao aqui . Amor e liquido osculo. Wayne
Iara Steffens wrote: Olá Wayne! It must have sensible our lack in the weekend, therefore we feel its lack. I not for the colina because the time was not good, much rain. Cleci gave the message for you? Wayne, please answers Meu e-mail, already he is 3° e-mail that you do not answer. Está brave with me? In day 13 of July we go for the Colina. Kisses!