segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Moleque® mente, a assistente social é conivente

A "palavra da vítima", nos casos de abuso sexual de crianças, é sempre filtrado por alguma "especialista". Dorothy Rabinowitz, em "No Crueler Tyranny", conta de psicólogos induzindo crianças pequenas durante 40 minutos até conseguir a "revelação" que queriam ouvir. Na caça de bruxas de Catanduva, o "Paulo, psicólogo do Fórum" conseguiu "revelações" de 61 crianças. Mas os exames médicos mostraram que todas as meninas que contavam de estupro, continuam virgens.

Fato comum nestes casos de "redes de pedofilia" é criança pequena e facilmente induzível, e psicólogo inexperiente. Em Catanduva, enquanto a juíza afirmou que Paulo tinha mestrado e estava fazendo doutorado, seu estudo pós era em educação especial, e não psicologia. A falsa psiquiatra Heloisa Fischer Meyer, além de não ter feito nenhum curso reconhecido de psiquiatria, não tinha terminado um curso que listou entre seus qualificações, e terminou um telecurso sobre abuso sexual um dia antes de diagnosticar abuso em adolescentes que negaram qualquer crime ou contato sexual.

No caso Colina do Sol, erraram em escolher "vítimas" grandes demais para ser enganados (ainda que relatam que a polícia usou tortura para conseguir que assinassem acusações), ou pequenos demais para falar. As únicas exceções são do orfanato Apromim, onde tanto Cisne quanto O Moleque que Mente® tem retardo mental leve, e fizeram acusações inconsistentes entre si.

"Acredite nas crianças"

Nos EUA, onde estes casos geralmente são julgados por júri, uma bordão de promotores no auge da onda de acusações de abuso ritual satânico, era "acredite nas crianças". Pela lógica deles, inocentar os acusados seria chamar as crianças de mentirosas, e fazer pouco caso do seu "coragem em denunciar".

Na realidade, desacreditar as acusações seria chamar de mentirosos os psicólogos que manipularam as crianças. E coragem? Não é precisa coragem para dizer o que querem ouvir. Coragem tinham as crianças de Morro da Pedra e suas famílias, que resistiram as ameaças da polícia e da promotora Dra. Natália Cagliari, que denunciava como "conivente" quem não concordava em dizer que houve abuso.

"Acredite nas crianças" quer dizer, realmente, "acredite em quem colheu as acusações". No caso das crianças do Apromim, quem colheu as acusações foram a assistente social e a psicóloga.

A assistente social de Apromim

No caso Colina do Sol, os depoimentos foram acolhidos pela assistente social de Apromim, Cláudia de Cristo. As denúncias originais da corja da Colina não incluíram as crianças de Apromin, somente os jovens de Morro da Pedra. Ao que parece, Cláudia de Cristo e/ou seus internos assistiram as prisões na televisão, e resolverem embarcar na onda.

Eu desconfio das afirmações da Cláudia, e d'O Moleque que Mente®. E com bons motivos.

Primeiro, porque o Moleque conhece da casa de Fritz somente o que passou na televisão. Afirmou que a cozinha está ao lado da sala, que não é; afirmou que tomou banho na piscina de Fritz, e Fritz não tem piscina.

Visita ao orfanato

Quando cheguei à Taquara, em março de 2008, uma das minhas prioridades era conhecer o lugar. Não teria muito sentido fazer a viagem, sem ver o palco dos acontecimentos. O Barracão do Morro da Pedra foi uma das lugares que resolvi conhecer. Foi lá que o ONG de Fritz deu aulas, e lá eu poderia falar como pessoas de Morro da Pedra, sem a ajuda de Cristiano Fedrigo. Que pelo tudo que vi, era uma pessoa boa, mas a boa prática jornalística exige procurando mais de uma ponta de vista.

Visitei também Apromim. Não para falar com as supostas vítimas, que achei seria uma interferência desnecessária, mas para conhecer a geografia, e um pouco das pessoas.

Eu gostei do orfanato, e gostei da Irmã Natalina, como deve transparecer do relato linkado acima. O que não escrevi, foi que achei que o andar da cima, onde as crianças dormiam, era de matéria inflamável, e faltavam as saídas de emergência necessárias.

Vi as crianças geralmente de uma distância. Fui me mostrado o biblioteca, onde umas crianças estava tendo aula de inglês, com placas tipo "CAT". Falei umas poucas palavras de inglês com eles.

Entrei na berçário, onde Cleci tinha trabalhada como voluntária. Umas das crianças pequenas pediram "colo", e eu as peguei nos braços. Foram me apresentadas pelos nomes, e um era o Noruega. Tinha cabelo preto, que me surpreendeu porque o nome dele é mesmo algo de escandinávia, região que associo com loiros. Também ele precisava seu nariz limpado. Os gêmeos eu poderia ter reconhecido, por serem iguais. Mas eles não estavam.

O Moleque

Mas O Moleque que Mente® disse que me viu, ainda que não vi ele. Ainda, ele disse que tinha me visto antes. Isso, parece, numa conversa com Cláudia de Cristo, que ela transmitiu para a promotora dra. Natalia Cagliari.

Ao que parece. Está tudo sob sigilo. Eventualmente, vai sair do sigilo, e ai vou tomar as medidas adequadas.

Mas, sendo que como jornalista tenho o direto de preservar o sigilo dos meus fontes, vou relatar um pouco do que está no processo de fls 1757 a 1759, o interrogatório d'O Moleque que Mente®:

Foi em outra casa na Colina?
"Tinha outra casa, que era do tio Andre, que um portão assim, que ia assim para cima."
fls 1757 Mas nesta casa morava mais alguém?
fls 1758 Morava... foi um homem lá que era com bigode aqui e tinha umas correntes aqui assim"
"Eu conhecia porque ele ia lá na casa do Tio André conversar com o Tio Andre."
"E ele foi para Promim com quem?"
V: "Com quem? O Tio André levou ele lá pra conhecer. E daí num outro dia ele foi sozinho."
Advogado André foi conversar Irmã Natalina.
"Eu conversei só com aquele homem bigodudo."
fls 1759 "Ele perguntou de onde eu era, se eu fui passear na casa do Tio André, daí eu disse que eu fui. Depois, conversou isso e se foi embora."
"E depois que André foi preso, ele apareceu lá de novo?"
V: "Apareceu."

Há duas referências que precisamos desvender - a casa com o "portão que ia assim para cima", e o homem "bigodudo" "que tinha umas correntes aqui assim".

"O portão que ia assim para cima"

Primeiro, a casa. A casa que Dr. André e Cleci alugaram em Morro da Pedra em outubro de 2007, depois de sair da Colina do Sol, era num alto uns 6 metros acima do nível da rua, onde ficava o portão. Faz uns meses, coloquei um modelo 3d da casa no Google Earth, para a conveniência dos meus leitores. Não inclui o portão, mas a casa pode ser visto aqui:


Navegando um pouco - passe o mouse no lado direto da quadra acima para que os controles aparecem, chegue mais perto, gira o "N" até a posição de quatro horas, elevar sua visão com a flecha em cima do olho - e seria possível ver a casa do nível da rua, como ao lado.

"O homem bigodudo"

Há pouca dúvida de que o "homem bigodudo" sou eu. Meu bigode é de um tamanho fora da moda, e sobre os "correntes", se me lembro, no dia que visitei o Apromim, eu estava usando um colete com relógio de bolso, que fica num corrente, mais ou menos como na imagem de internet ao lado.

As mentiras do Moleque®

Temos então estas afirmações:

  • Eu visitei Dr. André em Morro da Pedra, quando ele já estava instalado na casa fora de Morro da Pedra;
  • Eu visitei Apromim, na companhia de Dr. André, que seria antes de 11/12/2007;
  • Eu conversei com o Moleque® na minha visita a Apromim 12/03/2008, as 15:00.

Mentiras, todas. Mentiras por inteiro e comprováveis. A Cláudia de Cristo poderia ter confirmado que não falei com o Moleque® na minha visita, pois eu estava sempre acompanhado por alguém de Apromim. Ou ela não se deu o trabalho, que seria preguiça ou incompetência, ou fez, verificou que era mentira, e resolveu ainda assim que repassaria, confiando no "sigilo da Justiça" para que ela poderia contar mentiras contra mim, com impunidade.

Das duas uma: Cláudia de Cristo é incompetente, ou desonesta.

E caso Cláudia de Cristo chega a ler este postagem, e se incomodar como o parágrafo anterior, antes de procurar um advogado, sugiro que ela procure "animus defendendi" e "animus retorquendi". Para colocar no vernacular, ela me atacou, e a lei me dá o direito de me defender contra suas mentiras. Ela se escondeu atrás de um menor retardado, mas isso não a isenta de culpa. Somente acrescenta covardia aos seus outros defeitos de caracter.

Não pisei em Rio Grande do Sul faz mas de uma década

A dificuldade que a Claudia encontrou, ao induzir o Moleque® a contar mentiras sobre mim, é que conheço a verdade, que é simples. Eu não tinha pisado em terras gaúchas faz pelo menos uma década. Presumo que passei pelo Taquara na ida e volta para Gramado, em duas ocasiões, um em junho de 1989, para reuniões da ABLE - Associação Brasileira de Loterias Estaduais - na época em que lancei a loteria "raspadinha" no Brasil. Visitei Porto Alegre uma vez, uns anos depois, para conversar sobre um project de Disque-900 para Grêmio, que não prosperou.

Antes de março de 2008, nunca visitei a Colina do Sol, não conheci Dr. André Herdy, Cleci, Fritz Louderback, Barbara Anner, Cristiano Fedrigo, Silvio Levy, ou nenhuma outra das pessoas envolvidas no caso Colina do Sol.

Outubro de 2007

Mas é minha palavra, conta a palavra d'O Moleque que Mente®? É uma escolha entre "Acredite nas crianças?" ou acreditar num "homem bigodudo?"

Nunca fui de pedir para que os meus leitores acreditassem na minha palavra. Forneço documentos, testemunhas, ou outras provas.

Felizmente, não será agora, lidando com um ataque diretamente contra mim, que terá de apelar para "acreditem em mim!".

Nos já mostramos que, conforme as anotações de Dr. André, e os registros da Apromim, houve um total de quatro visitas d'O Moleque que Mente® com Cledi e Dr. André:

  • 10 a 12 ago. (Pizza, Colina, sobrinho, churrasco)
  • 14 a 16 set (Feira calçado NH, celular)
  • 28 a 30 set (André em Paraíba)
  • 26 a 28 out. (Cisne, Noruega e gêmeos)

A afirmação d'O Moleque® é de que ele viu o "homem bigodudo" na casa com "O portão que ia assim para cima". Dr. André e Cleci alugaram esta casa em outubro de 2007, o contrato de locação constando nas fls 3348-3349 do processo. Foi alugada de uma juíza aposentada, quem também teria assinado o contrato de locação.

Vimos que o Moleque visitou André e Cleci somente uma vez depois do que eles se mudaram para a casa em Morro da Pedra. A visita foi na fim de semana de 26 a 28 de outubro de 2007. Se ele me viu na casa de Dr. André, tinha que ser neste final de semana, e nenhum outro.

E onde que eu estava, nesta fim de semana? Eu teria um alibi, uns amigos que poderiam dizer onde eu estava, para comprovar que eu não estava em Morro da Pedra, Taquara?

Fortaleza

Eu estava longe da família e dos amigos, naquele final de semana. Eu estava em Fortaleza, de negócios, e planejava ir para uma praia longe do capital para aproveitar o sol e o mar no fim de semana.

Mas, verificando naquela quinta-feira no site de CENIPA um curso de segurança aérea, cancelei meus planos de ir à praia. Escrevendo sobre acidentes aéreas, sinto que como jornalista que preciso aprender mais sobre o assunto de segurança, sempre que possível. Curioso que fora uns gatos-pingados das revistas especializadas em aviação, sempre sou o único jornalista nestes eventos.

Vejo, então, meu alibi para dias 26 e 27 de outubro de 2007, assinado por um major e por um tenente-coronel da FAB:

Ah, mais dia 28? Será que fui direto do Nordeste para Taquara, como Dr. André voltou de Tambaba, para que pudesse ser visto pelo Moleque que Mente®?

Preciso, de novo, desapontar. Guardei o cartão de embarque da minha volta de Fortaleza para São Paulo, no dia 29/10/2007, conforme cópia autenticada ao lado.

Digo, então: o moleque mente. Quando falou de mim, mentiu, e está comprovado que mentiu. Ele não me viu em Morro da Pedra pois eu estava em Fortaleza. Será que me viu antes, na casa dentro da Colina do Sol onde André e Cleci moraram antes? Bem, não foi isso que ele disse. E nos outros duas finais de semana que ele visitou quando Dr. André estava, também tenho como comprovar o que eu estava fazendo.

Não, o Moleque® mentiu, mesmo. E se mentiu sobre mim, como que podemos acreditar que falou a verdade quando acusou André e Cleci? Especialmente sendo que não foi encontrada prova material nenhuma do que ele alegava, e todos as perícias nas máquinas fotográficas, não encontraram nenhuma foto pornográfica nem vestígio de uma.

Ele mente. A assistente social é conivente.

domingo, 11 de setembro de 2011

"... com a venda dos bens penhorados"

Como já destacamos inúmeras vezes, as terras da Colina do Sol são de posse, de invasão de vizinhos, ou quando há realmente matrícula no Registro de Imóveis a favor no nome de CNCS ou Celso Rossi, os terrenos estão penhoradas para pagar as dívidas de Naturis, empresa cuja "venda" de Celso Rossi e Paula Andreazza para CNCS foi declarada concilium fraudis. Também há a hipoteca a favor do banco BRDE para garantir um empréstimo, de um terreno não sendo este o terreno onde o hotel está construído. É fraude federal, sendo que o banco é público.

A tentativa de Fritz Louderback de regularizar as terras da Colina do Sol foi talvez o estopim para as falsas denúncias de pedofilia feito contra ele pela corja.

Herdeiros de Gilberto

Em 2009, a venda da Colina para satisfazer o débito com a Sucessão de Gilberto, chegou de ser anunciada em jornal. Eu até investiguei, com Silvio Levy, a possibilidade de arrematar a área. Fazendo o due diligence, encontrei as falhas da documentação; as provas de que sr. Rossi sabia perfeitamente que a área que ele comprou era bem menor do que ele afirmava quando vendia "títulos" e "concessões"; o valor do terreno nu sendo uns R$400 mil; o hotel não sendo um empreendimento comercialmente viável.

sr. Rossi, do que ouvi, fez vários propostas indecentes para os herdeiros do finado Gilberto. O primeiro, nos autos do processo, era de R$1.500 e metade de um carreto para compensar a morte de um pai de familia. O mais recente do que ouvi, era de um carro usado para quitar uma dívida beirando R$200 mil.

Caução liberada

Por que alguém aceitaria uma proposta destas?

Sem sugerir coerção, a explicação seria a proposta de "dinheiro agora" em vez de "dinheiro depois". Quem precisa dinheiro para criar os filhos, talvez não quer aguardar dinheiro para criar os netos.

Porém, não dá mais.

Celso já depositou, faz tempo, uns R$92 mil, sobrando pelo último cálculo que fiz, mais R$75 mil.

Faz muito tempo, um parte pequeno deste depósito já foi entregue para a família de Gilberto, e as contribuições para INSS foi regularizadas, sendo que agora a viúva recebe a pensão por morte. Acontece que, faz vinte dias, o juiz liberou o restante deste depósito para a família de Gilberto. Com R$92 mil em mãos e o pagamento mensal do INSS, a família pode aguardar o restante. Não há mais espaço para ofertas vis.

 
17/08/2011 Vara ALVARÁ LIBERADO
Observação: LIBERADOS VALOR REMANESCENTE DEPÓSITO JUDICIAL E DEPÓSITOS RECURSAIS AO RECLAMANTE
 

Pague, ou deixe ir à pregão

No dia primeiro de setembro, o juiz da primeira vara de trabalha de Taquara, avisou que chegou a hora de pagar o julgamento. Ou as terras da Colina - pelo menos aquele parte com registro - vai à leilão:

 
01/09/2011 Vara DECISÃO / DESPACHO
  Despacho: - Notifique-se a executada para efetue o pagamento do débito remanescente, no prazo de 05 dias, sob pena de prosseguimento da execução com a venda dos bens penhorados. Em 01/09/2011. EDUARDO DE CAMARGO Juiz do Trabalho
 

Realmente, está na hora. O caso está correndo mais de uma década.

Os sócios devem fazer vaquinha?

Enquanto a soma de R$75 mil é respeitável, dividido por uns 84 sócios ativos, ou por 100 cabanas, é uma soma que pode ser engolida. De cara, parece que para preservar seu investimento, os sócios devem fazer um simples rateio.

Poderia ser - se for somente isso a pagar. Mas quem garante que é só isso?

A "doação" das terras da Colina de Celso para CNCS já foi declarado concilium fraudis por mais de um juiz, e com isso, as terras da Colina respondem para as dívidas de Celso Rossi, que não são poucas, nem pequenas.

Por exemplo, deve mais de R$300 mil para o banco BRDE, para o empréstimo que serviria para completar a construção do Hotel Ocara. Celso levantou dos investidores, como o finado Dana Wayne Harbour, e do banco, mais do que o dobro do dinheiro necessário para edificar o hotel - que não terminou. E deu em garantia para o BRDE, um terreno que não fica onde ele disse que fica.

Nós já demonstramos aqui, em detalhes e com números e documentos, a natureza do negócio Ocara Hoteis S/A, e os dois mapas submetidos por Celso Rossi à Justiça, um confirmando que muito da terras mostradas como parte da Colina do Sol, não é terra matriculada nem posse por ele comprado, mas simples invasão da coisa alheia. Não há porque presumir que seus outros negócios são diferentes, ou que as dívida dos Herdeiros do Gilberto será última ato dele para qual credores vão penhorar as terras da Colina do Sol.

Rateando o valor da dívida, então, não garantiria aos sócios do CNCS a propriedade das terras. Pagando a dívida não, nem formalmente, "compra" a terra: simplesmente quita uma dívida de Celso Rossi. Efetivamente, compraria-se, tão-somente, um pouco de tempo. Até a próxima cobrança.

domingo, 28 de agosto de 2011

Os registros do orfanato

Há quatro "versões" dos passeios que Dr. André Herdy e sua então mulher Cleci fizerem como parte da programa "Familia Acolhedora" do orfanato Apromin. A versão de André e Cleci; a versão documentada nos registros de Apromim; a versão do Moleque que Mente®; e a versão da jovem Cisne.

Para relembrar, é padrão nestes casos alegar abuso, como uma riqueza de detalhes, e quando o acusado comprove com documentos e testemunhas objetivas de que todos as afirmações que poderiam ser verificadas são falsas, a resposta é, "Bem, deveria ter sido alguma outra data, pois criança não mente sobre abuso." No caso Colina do Sol, foi bastante limitada a convivência de André e Cleci com o uníco acusador, O Moleque que Mente®, que permite comprovar não somente que os detalhes verificáveis são falsos, mas que não houve "outra data" em que poderia ter acontecido. Tudo é mentira, mesmo.

Nos já contamos do primeiro passeio, em , quando O Moleque que Mente® foi levado para o Pizza Palace em Sapiranga para celebrar seu aniversário, visito a Colina do Sol pela primeira e única vez, e foi para o churrasco de Dia dos Pais na casa dos pais de Cleci; o segundo passeio em que visitou Novo Hamburgo, experimentou a peruca roxa, e conheceu ; e o relato de Cleci do terceiro passeio. O que André e Cleci falam é apoiado com o que está nos documentos de Apromin. As versões das supostas vítimas são inconsistentes uma com outra, e inconsistentes com os documentos.

O orfanato fazia um "Termo de Responsabilidade" quando uma criança foi retirada do orfanato. Há no processo para as crianças e datas seguintes:

  • O Moleque que Mente® em 10/08/07 (primeira visita);
  • Noruéga em 24/08/07;
  • Os gêmeos em 31/08/07;
  • O Moleque que Mente® em 14/09/07 (segunda visita);
  • O Moleque que Mente® e [seu irmão] em 28/09/07 (terceira visita);
  • O Moleque que Mente®, Noruega e Cisne em 26/10/07, e a anotação à mão: "[Os gêmeos] foram no domingo 28/10/07 c/Cleci". (quarta visita);
  • Os gêmeos em 11/10/07 e 09/11/07.

A anotação sobre a quarta visita

Chama atenção a anotação sobre a quarta visita: de que Cleci retirou os gêmeos no domingo 28/07.

Conforme o memorando que André fez na cadeia:

Noruega voltou para a Apromin no domingo às 8:00 da manhã pois havia estado muito chorão o sábado todo e os gêmeos só vieram neste mesmo horário portanto não houve ocasião onde os gêmeos e o Noruega estivessem juntos na minha casa. (fls. 28)

O registro do orfanato, porém, não nota o horário. Também, não há anotação da devolução de Noruega, ou pelo menos, não que eu vi. Mas a distância de Morro da Pedra para Taquara é grande, e a estrada é ruim. Leva meia hora. Não é uma viagem que se faria várias vezes num dia, se for possível evitar.

O reunião sobre naturismo

Houve, também, uma reunião entre as assistentes sociais do orfanato, e Dr. André e Cleci, sobre o assunto de naturismo. Dr. André, como presidente da Federação Brasileira de Naturismo, poderia ter se sentido com a obrigação de defender o naturismo contra qualquer coisa que percebia como um afronto a validade desta "filosofia". Com certeza, já entrou em atrito com a corja da Colina do Sol, e com os abundantes praticantes do swing (é inglês para "adultério habitual" ou "troca de casais") que se utilizam do naturismo como camuflagem.

No outro lado, os bons burocratas sempre se resguardam com memorandos "CYA" (de novo inglês, para "cobrir sua bunda", quer dizer, ter uma defesa contra problemas futuras. Ainda, muito gente entre no ramo de trabalhar com crianças porque são mandonas, e gostam de lidar com pessoas pequenas que precisam seguir ordens. De novo há um termo no inglês, "tin god".

Dr. André conta do conteúdo da reunião:

 
5 setembro 2007

Constata exatamente a conversa realizada e o acordo que foi cumprido de que não levaríamos mais crianças para a Colina do Sol. Mas poderíamos continuar levando para os finais de semana em NH. (fls. 3)

Vale ressaltar que a primeira vez que eu (André) conversei com a Cláudia e Adriano foi após receber a carta sobre a reunião do dia 15/08/07... (fls. 7). Está clara a data da conversa entre eu e a assistente social. Nem foi dia 22 ou dia 29 e sim dia 05/09!!! (fls. 18) Cumprindo o que combinamos neste dia (05/09) nunca mais levamos crianças da Apromin para a Colina do Sol. (fls. 37)

A própria Cláudia [de Cristo], o psicólogo Adriano, a irmã Natalina e outros da Apromin nos alertaram neste dia 05/09 que a maioria absoluta das crianças ali abrigadas eram frutos de abuso sexual. Destacaram que o próprio Moleque® e seus 5 irmãos e irmãs sofreram abuso por parte de parentes próximos. O Moleque® já havia contado que os irmãos dele sofriam abuso (ele usou as palavras “faziam coisas feias com eles) portanto ele sabe o que é ser abusado sexualmente.

Neste documento a Cláudia acaba por afirmar que as visitas poderiam continuar pois ela entendia que eram saudáveis. (fls. 38)

 

Apromim também tem sua versão, recontada num memorando de uma reunião interna do dia 8 de agosto; outra reunião, esta vez com André e Cleci, em 5 de setembro; e uma carta desta data para a juíza da 2ª Vara, Dra. Ângela Martini. Estas não estão entre os documentos públicos, mas tenho anotações feitas quando tive aceso aos documentos (como jornalista, posso preservar meus fontes), e reproduzo aqui minhas anotações, com o cuidado de sempre de mudar os nomes dos menores:

Há nas fls 329, anotações "Reunião Rede 15.08.07", do qual somente parte tem a ver com André e Cleci:

"Reunião da Equipe Técnica da APROMIN"

item 5 de 6: "Define se fica suspensa as visitas de Crianças ao casal Cleci e André em virtude de que as mesmas possuem vivência que inferência não ser saudável o contato com a realidade Naturista."

Depois, há o memorando da reunião de dia 05 de setembro, nas fls. 330:

 
No parte de tarde em atendimento com André, familia acolhedora, fica definido que esta irá pegar sempre que for passar finais de semana em Novo Hamburgo. Coloque-se que o Sr. André e/ou Cleci faria contato prévio. Fica esclarecida que o concluído na reunião da Equipe Técnica e que consta no encaminhamento entregue ao Sr. André está voltando a "preocupação da Equipe no que tange ao choque cultural que pode vir a causar às crianças devido a peculiaridade das situações já vivenciadas por estas (pelas mesmas/crianças). Acerta-se que André irá informar o equipe que irá pegar crianças em finais de semanas em que estivessem em Novo Hamburgo. O conteúdo desta reunião irá ser repassada a Equipe Técnica já que anteriormente o combinado foi que as visitas seriam cessadas."
 

fls 310-311, ofício 279/07, 05/09/2007, Cláudia de Cristo para Dra. Angela Martini:

Que André e Cleci os procurou no 8 de agosto; que orientou para não expor crianças a naturismo que pode ser "um choque cultural bastante significativa". Depois levaram o Moleque® [10 à 12 agosto], no final de semana seguinte Noruega, e na última, os gêmeos.
"Não houve nenhuma comentário do Moleque® no sentido de ter convivido naquele fim de semana com pessoas praticando naturismo junto dele."

Para esta última afirmação, vamos voltar no futuro.

Verificação?

As prisões aconteceram em 14/12/2007, uns seis semanas depois desta visita de 28/10. Seis semanas não é demais para pessoas lembrarem de acontecimentos; de registros de companhia telefônicas guardarem onde estavam os aparelhos; de pessoas vistos casualmente no percurso, lembrarem da ocasião.

Mas Dr. André e Cleci estavam presos por 13 meses, depois do qual tudo isso não foi mais possível.

A polícia, sim, poderia ter tentado verificar os fatos, mas já na dia das prisões, examinaram os computadores, e constaram de que não tinha pornografia nenhuma.

Sabiam, então, que não haveria fatos de verificar. Uma levantamento dos fatos, desmentiria a versão d'O Moleque que Mente®. Evitava-se, então, qualquer apuração.

Ainda, há fotos no micro e talvez na máquina fotográfica de Dr. André que documentaria tudo que ele falou dos passeios com O Moleque que Mente®. Mas somente a polícia tinha acesso a estes fotos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Feira de jatinhos

Semana retrasada aconteceu a LABACE - Latin American Business Aviation Conference & Exhibition - ou, se prefere, o show de jatinhos no Congonhas.

Há grandes diferenças entre cobrir uma exibição tipo LABACE, e a reportagem que faço em casos com o caso Colina do Sol. Vou começar pelo superficial: escrever sobre jatinhos é gostoso. Quarta-feira andei de jatinho ACJ 318 de Airbus, para Rio de Janeiro e de volta, sem parar. O 318 é 2,4 metros mais curto que o "Aerolula", que é um 319.

Quinta feira foi café de manhã (realmente, ao quase meio-dia) antes da abertura formal. E durante três dias me alimentei a base de champanha e canapés.

Que seria muita boa, se não for 12 horas por dia de feira. Desisti da champanha depois do primeiro dia, e forrei a barriga com um prato de aveia nas outras manhas.

Foto: www.asasmetalicas.com.br

Mas isso é o superficial. As diferenças de substância ajudam entender porque a cobertura de casos como da Colina do Sol é tão ruim.

O entrevistado preparado

Na LABACE, falei com uma dúzia ou mais de pessoas por dia. Não somente os vendedores, mas até os pilotos, eram pessoas escolhidas para ser bons comunicadores. Estavam falando de assuntos com que lidavam todos os dias, sobre pautas que tinham falados em muitas outras feiras. Qualquer crítica possível ("Jatinho é para rico passear com a família, e o poodle") já encontraram antes, e já treinaram respostas. Estão no seu pavilhão, com seus produtos, seus colegas, seu assessor de imprensa, "endomingados", sabendo o tipo de pergunta que teria que responder, e pronto para responder.

Mas num caso policial, veja o contraste com o "acusado". Ele obviamente não teve tempo para se preparar para a "coletiva"; muitos vezes nem sabe do que está sendo acusado - a polícia conta isso antes para a imprensa. É geralmente uma pessoa desacostumada a lidar com a imprensa, ou se for acostumada, não desta maneira. Quem lembra do Maluf preso, pode contrastar com o Maluf deputado. Imagine, quem não tem anos de experiência com a imprensa, que está sendo pela primeira vez entrevistado - e acusado.

E a "matéria de divulgação"? As "provas" estão tudas nas mão da polícia, que apresenta o que quiser, na maneira que prefere, como. No caso Tambaba, a fotos de família do naturista Nelci Rones foram apresentadas à imprensa com tarjas pretas, com Rones longe para que não poderia contestar as alegações da polícia e da promotoria. E já destacamos a tralha apresentada como prova no caso Colina do Sol.

Quando comparamos, é óbvio que a situação do entrevistado é bastante diferente. A imprensa encara isso - não comparando. Finge que as situações são iguais.

Para o repórter também é diferente

Algo que ficou claro para mim, nesta feira de aviões, é quanto a entrevista é diferente também para o entrevistador. É cômodo ouvir as pessoas vendendo seu peixe. É fácil receber os releases, remexer as frases um pouco e mandar para o editor.

É um trabalho muito mais gostoso. Estas pessoas já entendem o jogo. Querem cobertura da revista, estão dispostas a colaborar, já colaboraram com outros. Não é como falar com pessoas que já foram queimadas pela imprensa, que não entendem as funções e limitações da mídia. Para quem não quer se esforçar, o trabalho pode ficar nas viagens de jatinho, os canapés, as histórias que querem contar.

Interesses comuns

E a indústria é pequena. As pessoas com quem falei este ano, já encontrei antes, em outras feiras, outras coletivas, outros lançamentos de aviões. Muitos me conhecem; numa das minhas primeiras feiras fiquei assustado quando uma assessor de imprensa de quem nunca ouvi falar, sabia muito bem do meu trabalho com Joe Sharkey, no caso de Gol 1907.

Mas, nesta indústria pequena, a revista para qual escrevo é grande. Recebo na LABACE o tratamento de "gente importante" com que muito jovem sonha ao escolher a carreira de jornalista.

Além do mais, as empresas que estão na feira como assuntos de reportagem, são as empresas que compram as propagandas que sustentam a revista. Ainda assim, meu editor, que estava na LABACE, me contou de casos concretos: a notícia vem primeiro, até quando é contra o interesse dos anunciantes. Mas estes casos são raros, e todos sabem disso. É uma grande família.

Há uma preocupação, escrevendo, para evitar fatos ou assuntos que poderiam incomodar o foco do reportagem. Aviões a hélice não são tão rápidos quanto jatos; jatos não conseguem pousam em tantas pistas quanto os de hélice. Mas escrevendo de aviões a hélice fala-se das lugares que alcance, e dos jatos, da distância e velocidade.

Ainda, as linhas entre os "lados" são pouco distintas, e podem mudar. Quem é repórter nesta feira, ano que vem pode ser relações-públicas, e vice-versa. Outro exemplo é a lema da feira, "Where business aviation lands, the economy takes off!" Fui eu quem bolei para ABAG, que organiza a feira. (E não somente a "versão", a português é minha, também.) Para todos, a ganha-pão é aviação executiva, e todos torçem para seu crescimento, as divergências entrando somente porque cada um quer que sua fatia cresce mais.

E isso com o caso Colina do Sol?

Na LABACE, passei pela mesma convivência com os fontes que é o quotidiano dos repórteres policiais. A editora policial é por uns repórteres experientes, a carreira escolhida, em que encontram dia depois dia os mesmos fontes - e raramente os mesmos acusados. A boa-vontade da polícia é essencial para sua carreira.

Há, também, os repórteres no início da carreira, que querem passar logo por isso, para chegar no "jornalismo de verdade". Acusar pequenas picaretas é o preço que se pagar, para chegar ao ponto em que pode acusar grandes picaretas. Pouco querem incomodar a polícia, que é truculento, e costuma andar armada. E nem tem a experiência que permitiria perceberem quando estão sendo tapeados.

Mas há uma diferença enorme entre a cobertura de um setor industrial, e cobrir a notícia policial. Os vendedores na LABACE brilhavam no esplendor refletido dos seus aeronaves, ou dos seus produtos, sejas ligas metálicas especiais ou refeições para quem voar acima da primeira classe.

Os "heróis" do jornalismo policial brilham no luz dos acusados. Para ser herói, é preciso ter vilão. Na falta de um culpado de verdade, serve qualquer um, como no caso do Bar Bodega. Na falta de um crime de repercussão, pode-se fabricar um sob encomenda, como no caso Colina do Sol ou o caso Tambaba, ou na caça às bruxas de Catanduva. Ou tantos outros casos.

Somente desperta a "ética" dos jornalistas, quando o acusado é alguma pessoa "grande", do Ministério de Turismo ou algo assim. Ai, sim, se questiona a veiculação de fotos de "pessoas com a presunção de inocência". Estas, sim, merecem um jornalismo que voa acima da primeira classe, quando os acusados "comuns" podem receber a cobertura pau-de-arara.

A feira LABACE foi uma boa pausa. Me deu um pouco de luxo, um pouco de dinheiro, um pouco de ser bem-vindo e paparicado, tudo que o trabalho no caso Colina do Sol não dá. Deu também uma perspectiva nos colegas que acomodam ao lado da Autoridade, que aceitam a versão oficial como até melhor que a verdade.

Mas o trabalho aqui é mais importante, e estamos a volta no batente.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cleci fala do terceiro passeio do Moleque®

[Nota: quando postei este texto, referi ao "segundo passeio". De fato, tratamos do terceiro passeio, e o texto foi corrigido para refletir isso.]

Enquanto todos os menores de Morro da Pedra negaram qualquer abuso, apareceu um menor do orfanato Apromin em Taquara, onde Dr. André Herdy trabalhou como voluntário na clínica odontológico, e sua então esposa Cleci fazia o mesmo no berçário. Registrados na programa Família Acolhedora do orfanato, levaram várias crianças para fins de semana "em familia".

Pelos relatos dos passeios, "família" para Cleci é "familia estendida". No primeiro passeio visitaram um sobrinho na sexta, uma irmã no sábado, e churrasco na casa do pai no domingo.

No segundo passeio, foram para Novo Hamburgo, onde visitaram a feira de calçadas e sua parque de diversões, registrado em fotos - às quais a defesa não tem aceso.

Dr. André informou que no terceiro passeio d'O Moleque que Mente®, ele estava em Paraíba, recebendo uma comitiva de INF nas preparativas para o congresso em Tambaba. Conversei pelo chat com Cleci, então, e ela me contou o que passou naquela fim de semana. Para facilitar a leitura, tiro as perguntas e transformo o chat numa narrativa mais tradicional. Esta visita, para lembrar, foi de 28/09/07 a 30/09/07:

O terceiro passeio

 

Quem buscou ele foi eu e minha irmã, com meu sobrinho pequeno.

O irmão dele chorou, muito, e também levei. Foi a Irmã Natalina que deixou.

Fomos para a casa da minha irmã, e a noite para Novo Hamburgo.

Sábado de manha ficaram no meu apartamento, e meio dia almoçamos fora.

A tarde fomos a Sapiranga e eles ficaram com a minha sobrinha-neta na casa da minha irmã. A noite fomos para NH e jantaram em casa.

O irmão dele estava junto o tempo todo.

Domingo de manha, ficaram comigo, almoçaram e a tarde buscamos o André no aeroporto.

Ficaram deslumbrados com o aeroporto.

De lá, fomos direto para o Apromim.

 

Fontes confiáveis me informam que nas fls 325 há termos para a retirada do orfanato de O Moleque que Mente® e [seu irmão] em 28/09/07, para ser levados para um endereço em Novo Hamburgo, que concorda com as afirmações de Cleci.

Cleci me disse que não tiraram nenhuma fotografia dos passeios este fim de semana, e presumo que a máquina fotográfica estava em Tambaba com André.

O que não foi dito

Logo vamos examinar todas as declarações d'O Moleque que Mente®. O que se destaque é as coisas que foram ditos que são simplesmente falsos. Disse que nadou na piscina de Fritz, e Fritz não tem piscina. Mas é importante também o que ele não disse. Não aparecem nos relatos de abuso qualquer menção das irmãs, sobrinhos e sobrinhas de Cleci, e não aparece menção do irmão dele. Fica claro então, que o que ele contou, não poderia ter acontecido neste final de semana.

Humanidade essencial

Uma outra coisa que passou no chat, que não é diretamente relacionado com os fatos do caso, mas creio que tem peso avaliando as pessoas neste caso.

Enquanto Barbara ficou em prisão domiciliar, e Fritz e André em cela especial, os treze meses que Cleci passou presa, eram em cela comum. Conheço cela comum brasileiro, e dizem que os presídios de Rio Grande do Sul são entre os piores do país. O apartamento de Novo Hamburgo mencionado aqui, foi vendido para pagar as despesas do caso. Ser processado não é barato. Ela comeu o pão que o diabo amassou, em grande parte devida as acusações d'O Moleque que Mente®.

Eu conversei com Irmã Natalina em março deste ano, em Canoas. Durante a conversa, ela me informou que O Moleque® tinha sido adotado. Contei isso para Cleci.

A resposta dela foi, "Que bom." Ela tinha escrito pouco antes, "o meu sobrinho pergunta pelo [Moleque®] e [os gêmeos].

Apesar de todos os problemas que as mentiras do Moleque® lhe causou, sua reação imediata, ao saber que o menino tinha encontrado uma família, era "que bom." Apesar dos transtornos que toda sua família passou, ninguém acho necessário falar mal do Moleque® para o sobrinho pequeno de Cleci.

O contraste com o atitude da corja da Colina, que não parava de inventar acusações contra quem eles já tinham feito acusação falsa, e criar dificuldades para quem já enfrentava dificuldades por eles causadas, é nítida. Esclarece quem são as pessoas boas nesta história, e quem são as pessoas ruins.

Marionete

O atitude de Cleci não é de todo aquele bem cristão de "virar o outro face". É que ela sabe que o Moleque® não é o responsável para as acusações que fez. A ilustração de hoje explica melhor. Detalhes, no futuro próximo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Foto como prova a favor

As câmaras de vídeo cada vez mais espalhadas em lojas e até nas ruas, servem com freqüência como prova em crimes. Mostram quem assaltou, quem estava no volante, quem passou correndo na hora H.

Mas servem também para mostra que o acusado estava em outro lugar, ou que não parece em nada com a imagem capturado pelas câmeras.

Fotos pornôs alegadas, não existem

No caso Colina do Sol, as acusações, e as pericias, focam em fotos pornográficos. A polícia alegou que foram produzidos, os peritos os procuraram - e não acharam. De pornografia, o que há são os CDs que o inspetor Sylvio Edmundo e sua esposa a também inspetora Rosie "certificaram" que foram encontrado na casa de Dr. André. Porém, a aritmética comprova que foram entregues à Justiça 24 CDs a mais do que os 43 que foram apreendidos, uma diferença de mais de 50%.

Até se os CDs fossem mesmos dos acusados, possuir pornografia não era crime na época. Para comprovar as acusações que o delegado Juliano Brasil Ferreira fez para a mídia nacional, seria preciso encontrar fotos pornôs com as supostas vítimas. Ou nos computadores, CDs, ou máquinas fotográficos, ou até no Internet, sendo que na "rede de pedofilia" apresentada pelo delegado, ponto essencial era a distribuição de pornografia pelo Internet. Tudo foi examinado, e nada encontrado. Porque as fotografias não existem, e as acusações são falsas.

Fotos tem outras utilidades

Encarando fotos que poderiam estar nos computadores, máquinas fotográficas, ou CDs somente como pornografia potencial, ignora todas as outras maneiras em que fotografias podem servir de provas na Justiça.

"Valem mil palavras"

Uma fotografia pode ser um documento, uma prova dos fatos. Já disponibilizei um CD de fotos que Nedy me deu, que mostram a natureza das "festas com crianças": por exemplo, um ônibus fretado com crianças e seus pais indo para o Natal Luz em Gramado.

Também, um dos refrões da corja da Colina era de que "eram sempre meninos" os beneficiados pela caridade de Fritz Louderback. Mas fotos tirados e assinados pelo finado tio de Fritz, Barney, mostram que meninas também receberem bicicletas.

Dr. André Herdy fez afirmações sobre as atividades que ele e Cleci desenvolveram com O Moleque que Mente®: jantar de aniversário no Pizza Palace, churrasco no sogro no Dia dos Pais, etc. Afirma, ainda, que as fotos no seu computador comprovam vários destas atividades.

As fotos seriam úteis para comprovar o que ele disse. Pegando a perspectiva da polícia (da qual a perspectiva dos meus colegas e concorrentes jornalistas, é indistinguível) poderiam provar uma contradição.

De qualquer forma, temos versões distintas de eventos, e a câmera gravou uma outra versão, um registro que não poderia ser mudado conforme as necessidades do momento atual.

Não podem ser mudadas, mas podem ser supridas. E até agora, foram: a defesa não conseguiu as ver. Só posso presumir que sustentam a versão dos acusados, e não dos acusadores.

Descrições enganosas

Entre as poucas fotos que realmente pertencem aos réus, que a polícia entregou para a Justiça, há uma sobre qual ">a inspetora Rosie escreveu como sendo, "Saleinte-se que em uma das fotos o menor aparece vestido de mulher com peruca.

"Saliente-se", coisa nenhuma. "Inventa-se". Vendo a foto com os próprios olhos, O Moleque que Mente® aparece com uma peruca lilas, que nem no cor nem no formato das tiras de plástico metalizadas, lembra o cabelo de qualquer ser humano, seja homem ou mulher, e ele é vestido de menino mesmo, não "de mulher". Vendo a foto, sabemos a verdade; com somente a descrição, ficaremos numa mentira. Voltaremos ao assunto desta peruca.

Houve umas fotografias no computador de Fritz Louderback. Um agente do FBI americano as descreveu como:

"Quatro das imagens alocadas suspeitas retratam um adolescente latino masculino em várias poses, em duas dos quais o jovem estava posando nu e posando de calção com uma adulta nua."

O laudo preliminar 27276/2007 do IGP/IC disse das mesmas fotos:

"Foram encontradas fotografias de um casal e de dois meninos. Em algumas fotos algum(ns) deles aparece(m) nu(s) e em algumas fotografias os meninos, aparentemente menores de idade aparecem com latas de cerveja."

Depois, os peritos dizem que estas imagens foram "consideradas úteis para a investigação." Mas um laudo posterior do mesmo IGP/IC, falando de novo das mesmas fotos, que são:

Foram encontrados imagens de pessoas nuas, porém contextualizadas ao "nudismo/naturismo" e sem a presença de pornografia (práticas sexuais, cenas obscenas, etc.)

As imagens encontradas não diferem das já apresentadas nos Laudos de números 27276/2007 [fls 658-672] e 1965/2008 [fls 3840-3859] enviados anteriormente.

As imagens são "suspeitas", "úteis para a investigação", ou "nudismo/naturismo"?

Foto "suspeita", "útil para a investigação", ou "nudismo/naturismo"?

Das descrições, não saberemos. Mas encontrei umas das imagens no Orkut de Roberto Fedrigo, irmão do Cristiano, e postei para que os leitores podem examinar. Os "meninos" ou "jovens latinos" são Roberto e Douglas, filho de Fritz e Barbara; o casal é Dr. André Herdy e Cleci; e o local é o resort naturista Mirante do Paraíso em São Paulo.

Nada disso saberemos das descrições da polícia. Quem conhece naturismo, não encontra nada fora de normal nas fotos, e quem conhece de vista as pessoas de Morro da Pedra, ou locais naturistas, tira bem mais informações das fotos, do que das descrições da polícia.

Os dados EXIF

Nos já falamos, com uns detalhes técnicas, das muitas informações que os dados EXIF contém sobre cada foto.

A polícia, com as máquinas nas mãos, e com os CDs que "fazem parte integral dos laudos" do IGP/IC, tiverem acesso aos fotos digitais, e os dados EXIF neles contidos.

A defesa tinha acesso à umas poucas fotos pinceladas pela polícia, impresso em papel, e do papel não é possível ler os dados EXIF. Enquanto a juíza explicitamente deu permissão para a defesa dos acusados examinar estas fotos, o advogado foi barrado, numa maneira que vou descrever num outro postagem.

As fotos em contexto

Domingo passado, "Macarrão", amigo do goleiro Bruno, aparece no Fantástico e seu advogado reclamou depois que seus declarações foram tirados do contexto, alterando seu sentido. Num caso recente, um canal de televisão americano num reportagem sobre violência urbana, colocou um menino negro pre-escolar declarando que quando ele cresce, ele teria sim armas, e a TV cortou a frase seguinte, "pois eu vou ser policial!"

Uma frase, ou uma foto, fora do contexto, pode transmitir um recado inteiramente diferente do que a mesma foto no seu contexto. Que Douglas e seu amigo Roberto estavam pelados num área naturista não é de estranhar; realmente que num área naturista alguém os aguardou colocar o calção para fotografar-los, sugere que estas fotos são "lembranças da viagem" e não pornografia. Teria sido mais fácil clicar-los nús. Há umas fotos nús no Mirante sim, mas sempre "discretas" quando se trata dos menores.

Há duas fotos verdadeiras da máquina de Dr. André no processo. Retratam O Moleque que Mente®. Uma é aquela dele com a peruca lilás; no outro ele está de olhos fechados, e parece meio tonto.

Existem mais fotos com a peruca lilás: de André, de Cleci, e da irmã da Cleci, todas tiradas na mesma ocasião. A foto de olhos fechados é um auto-retrato; O Moleque® deitou na sofa, apertou a botão, e piscou os olhos no momento do flash.

Vendo as outras fotos (que somente a polícia viu, a defesa não sendo permitido) poderíamos confiram a presença da irmã da Cleci, alguém que não consta em nenhuma das fantasias d'O Moleque®. Poderíamos verificar que todos experimentaram a peruca.,Coisa tipo Carnaval.

O IGP/IC informa que a data interna da câmera não estava correta. Ainda não sendo possível ter certeza das datas das fotos, daria para ver o intervalo entre uma e outra. Se há várias fotos d'O Moleque® que pelas datas EXIF e pelo ambiente, roupa, nomes automáticos e datas dos arquivos, etc, são claramente em seqüência, nos poderíamos saber que ele estava sim normal, e aquela foto de olhos fechados - escolhido à dedo pela polícia - era mesmo uma pisca. E sua escolha, uma tentativa de enganar a Justiça.

Falei de dois casos recentes, em que a edição de entrevistas mudou o sentido. Houve um famoso incidente em que a assessoria do notório Senador Joe McCarthy editou uma foto para remover uma pessoa, deixando outros duas aparecerem "juntas".

Senador McCarthy tirou uma pessoa para mudar o sentido real; inspetora Rosie pincelou duas fotos de todas que Dr. André tinha, para cria um sentido que não bate com a descrição dos eventos que os acusados deram. As épocas são diferentes, mas as técnicas iguais: McCarthy torceu a verdade para incriminar "comunista", que todos nós sabemos, come criancinha. Inspetora Rosie e seu marido inspetor Sylvio Edmundo torcerem para incriminar "pedófilo".

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Apromin: O segundo passeio

Além das supostas vítimas de Morro da Pedra, dois internos do orfanato Apromin, O Moleque que Mente® e a maior de idade cronológica mas não de idade mental, Cisne, contaram histórias inconsistentes entre se, e com as evidências, de abuso e de fotografias, quando foram hospedados por Dr. André Herdy e sua então esposa Cleci, na programa "Família Acolhedora".

Mas o orfanato registra quando uma criança sai e quando, que permite que os acusados comprovam que as fantasias do inquérito são mesmo fantasias. Somente em quatro ocasiões O Moleque que Mente® saiu do orfanato com Dr. André e Cleci, e num deste, Dr. André não estava presente.

Já vimos a primeira visita, em agosto. Vimos agora as duas visitas em setembro. Aqui é o relato que Dr. André escreveu nas primeiras semanas na cadeia:

 

14 a 16 Set No mesmo final de semana de 14/09 ele ganhou um tênis quando fomos na feira do calçado em Novo Hamburgo, inclusive tem a inscrição dele num sorteio feito pela escola de informática Olimpo, bem como as fotos no parque de diversão desta feira que está em meu computador. (fls. 41)

Domingo 16 Set O celular velho da Cleci foi dado a ele em N.H. no dia 16/09 isto pode ser comprovado pela ativação do chip já que o chip era novo e nunca havia sido usado. Verificação clara com a TIM.

Nós entregamos o celular sem nenhum número gravado. Gravamos para ele o número da Apromin, os nossos e falamos como ele gravaria mais números, coisa que ele não conseguiu aprender. (fls. 40)

28 set. a 30 set. Visita para N.H. (fls. 8) – eu estava na Paraíba (pode ser comprovado por tíquetes aéreos e por reportagens em TV e jornais da região) A Cleci recebeu sozinha portanto avalie esta visita com ela. (fls. 8)

 

Procurardo provas de que Dr. André estava em Paraíba de 28 a 30 de setembro de 2007, encontro com facilidade de estava alí naquele semana, recebendo uma comitiva de INF em preparação para o Congresso INF.

  • Google encontra uma matéria que não está mais no ar:
    Hélia Botelho - Governo do Estado da Paraíba - A União www.auniao.pb.gov.br/v2/index.php?option=com_content&task... 25 set. 2007 – A Prefeitura do Conde lança hoje, no Hotel Tambaú, o 31° Congresso Internacional de Naturismo, que será realizado em Tambaba, de 9 a 12 de setembro de 2008. ... André Herdy e a secretária da Federação Internacional, ...

  • Outro blog de Paraíba, afirma o lançamento do Congresso INF com a presença de Dr. André em 25/09/07.
  • O Jornal Olho Nu traz um relato da visita da delegação de INF, escrito em 30/09 à quatro mãos por Dr. André e Paulo Campos, de SONATA.

Esta última matéria informa que os europeus deixaram Paraíba dia 28, mas a partida de uma comitiva de inspeção destes, sempre deixa muitas tarefas e decisões para os anfitriões. Seria estranho se Dr. André não for prolongar sua estadia pelo final de semana, para fazer com SONATA uma balança da visita, e fazer qualquer alterações exigidas nos planos.

Passagens de avião, fichas de sorteio?

Dr. André lista uma serie de provas possíveis: passagens de avião, registros do TIM, e, da visita ao feira de sapato, o canhoto de um sorteio, e fotografias.

Acontece que a casa de André foi assaltado vários vezes quando ele estava na cadeia, por pessoas procurando papeis, que até mataram o cachorro dele. Ele achava que o alvo principal era o Livro de Atas do FBrN, com seus registros sobre as terras da Colina do Sol, mas poderia ter sido outros papeis, também.

Não sei se ele recuperou os papeis, ou se sumiram. Ou pode ter que a polícia os pegou, e estão no Fórum, onde deveriam estar disponíveis para a defesa.

Mas tanto as evidências, quanto os laudos da IGP/IC, não são acessíveis à defesa de Fritz Louderback, e presumo que a defesa de André Herdy, encontraria as mesmas dificuldades, que contaremos em breve aqui.

Para ficar no "ele disse, ela disse"

Como já explicamos esta semana, os "defensores de crianças" construíram uma ideologia que, quando o caso é reduzido à palavra da "vítima" e do acusado, não existe defesa.

A saída é buscar evidências externas, que podem comprovar não somente que a criança mente, mas que a situação que ele descreve, seria impossível.

Mas por isso, é preciso aceso às evidências.

É um segredo aberto de que o caso Colina do Sol é uma farsa. A passeata dos jovens de Morro da Pedra em frente ao Fórum, os laudos unânimes do IGP/IC, até minha presença freqüente em Taquara e as postagens aqui, sempre fundamentados, não deixam nenhuma dúvida na cabeça de qualquer pessoa racional.

Mas há os ideólogos, que não largam uma acusação de abuso sexual.

Até eles sabem que as evidências comprovariam a verdade, e a verdade está com a defesa.

A saída, então, é tentar esconder as evidências.

Mais sobre isso, e o valor de fotos como prova de inocência, na próxima.