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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Apromin: O segundo passeio

Além das supostas vítimas de Morro da Pedra, dois internos do orfanato Apromin, O Moleque que Mente® e a maior de idade cronológica mas não de idade mental, Cisne, contaram histórias inconsistentes entre se, e com as evidências, de abuso e de fotografias, quando foram hospedados por Dr. André Herdy e sua então esposa Cleci, na programa "Família Acolhedora".

Mas o orfanato registra quando uma criança sai e quando, que permite que os acusados comprovam que as fantasias do inquérito são mesmo fantasias. Somente em quatro ocasiões O Moleque que Mente® saiu do orfanato com Dr. André e Cleci, e num deste, Dr. André não estava presente.

Já vimos a primeira visita, em agosto. Vimos agora as duas visitas em setembro. Aqui é o relato que Dr. André escreveu nas primeiras semanas na cadeia:

 

14 a 16 Set No mesmo final de semana de 14/09 ele ganhou um tênis quando fomos na feira do calçado em Novo Hamburgo, inclusive tem a inscrição dele num sorteio feito pela escola de informática Olimpo, bem como as fotos no parque de diversão desta feira que está em meu computador. (fls. 41)

Domingo 16 Set O celular velho da Cleci foi dado a ele em N.H. no dia 16/09 isto pode ser comprovado pela ativação do chip já que o chip era novo e nunca havia sido usado. Verificação clara com a TIM.

Nós entregamos o celular sem nenhum número gravado. Gravamos para ele o número da Apromin, os nossos e falamos como ele gravaria mais números, coisa que ele não conseguiu aprender. (fls. 40)

28 set. a 30 set. Visita para N.H. (fls. 8) – eu estava na Paraíba (pode ser comprovado por tíquetes aéreos e por reportagens em TV e jornais da região) A Cleci recebeu sozinha portanto avalie esta visita com ela. (fls. 8)

 

Procurardo provas de que Dr. André estava em Paraíba de 28 a 30 de setembro de 2007, encontro com facilidade de estava alí naquele semana, recebendo uma comitiva de INF em preparação para o Congresso INF.

  • Google encontra uma matéria que não está mais no ar:
    Hélia Botelho - Governo do Estado da Paraíba - A União www.auniao.pb.gov.br/v2/index.php?option=com_content&task... 25 set. 2007 – A Prefeitura do Conde lança hoje, no Hotel Tambaú, o 31° Congresso Internacional de Naturismo, que será realizado em Tambaba, de 9 a 12 de setembro de 2008. ... André Herdy e a secretária da Federação Internacional, ...

  • Outro blog de Paraíba, afirma o lançamento do Congresso INF com a presença de Dr. André em 25/09/07.
  • O Jornal Olho Nu traz um relato da visita da delegação de INF, escrito em 30/09 à quatro mãos por Dr. André e Paulo Campos, de SONATA.

Esta última matéria informa que os europeus deixaram Paraíba dia 28, mas a partida de uma comitiva de inspeção destes, sempre deixa muitas tarefas e decisões para os anfitriões. Seria estranho se Dr. André não for prolongar sua estadia pelo final de semana, para fazer com SONATA uma balança da visita, e fazer qualquer alterações exigidas nos planos.

Passagens de avião, fichas de sorteio?

Dr. André lista uma serie de provas possíveis: passagens de avião, registros do TIM, e, da visita ao feira de sapato, o canhoto de um sorteio, e fotografias.

Acontece que a casa de André foi assaltado vários vezes quando ele estava na cadeia, por pessoas procurando papeis, que até mataram o cachorro dele. Ele achava que o alvo principal era o Livro de Atas do FBrN, com seus registros sobre as terras da Colina do Sol, mas poderia ter sido outros papeis, também.

Não sei se ele recuperou os papeis, ou se sumiram. Ou pode ter que a polícia os pegou, e estão no Fórum, onde deveriam estar disponíveis para a defesa.

Mas tanto as evidências, quanto os laudos da IGP/IC, não são acessíveis à defesa de Fritz Louderback, e presumo que a defesa de André Herdy, encontraria as mesmas dificuldades, que contaremos em breve aqui.

Para ficar no "ele disse, ela disse"

Como já explicamos esta semana, os "defensores de crianças" construíram uma ideologia que, quando o caso é reduzido à palavra da "vítima" e do acusado, não existe defesa.

A saída é buscar evidências externas, que podem comprovar não somente que a criança mente, mas que a situação que ele descreve, seria impossível.

Mas por isso, é preciso aceso às evidências.

É um segredo aberto de que o caso Colina do Sol é uma farsa. A passeata dos jovens de Morro da Pedra em frente ao Fórum, os laudos unânimes do IGP/IC, até minha presença freqüente em Taquara e as postagens aqui, sempre fundamentados, não deixam nenhuma dúvida na cabeça de qualquer pessoa racional.

Mas há os ideólogos, que não largam uma acusação de abuso sexual.

Até eles sabem que as evidências comprovariam a verdade, e a verdade está com a defesa.

A saída, então, é tentar esconder as evidências.

Mais sobre isso, e o valor de fotos como prova de inocência, na próxima.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A história de repete, a luta continua

A prisão de Nelci-Rones de Souza, diretor e ex-presidente de Sonata que faz uns anos gere a praia de Tambaba, é uma re-encenação do caso Colina do Sol, com a polícia, MP, imprensa, naturistas, e FBrN reprisando seus papeis.

A foto ao lado de Rones e sua familia - é Anne, Júnior, Rones, sua esposa e filha menor - sintetiza bem a qualidade das acusações. Uma foto absolutamente normal de uma família naturista, recebe tarjas pretas - menos onde se imaginaria mais necessário, nas "vergonhas" da menina menor e nos seios que ela não tem. O rosto de Rones é deixado sem tarjas: quem o reconhece, já sabe quem são os outros. As tarjas não são para "proteger os menores", são para insinuar que a foto seja pornográfica. No caso Colina do Sol, as "evidências" incluíram fotos de familia de Bárbara, em umas das quais não dava para saber se tratava de neto ou neta, e outras tiradas no Mirante do Paraíso.

Ouvi do norte que a polícia implicou com revistas Playboy e Brasil Naturista que Rones tinha em casa, e nas "evidências" que a polícia mostrou no caso Colina, destacou-se entre os bichos de pelúcia e os adhesivos Hogwarts, um exemplar da mesma revista.

Enquanto fiquei um mês sem postar aqui, tenho acompanhado o caso de Rones no blog Peladistas Unidos. O caso difere do caso Colina do Sol, em que é tudo mais direto. A acusação falso contra um inocente foi seguido logo com conseqüências para naturismo: dentro de dias, a proibição pelo Ministério Publico de que menores freqüentassem a praia de Tambaba. E ontem, a noticia na véspera da 20º aniversário da praia naturista de Tambaba, de que a cidade de Conde pretende fechar fechar-la:

 

O prefeito do Conde Aluisio Régio (PSDB) planeja encaminhar, nos próximos dias, para a Câmara Municipal, o pedido de revogação do Decreto Municipal nº 276/91 (de 25 de janeiro de 1991) que transformou a praia de Tambaba, naquele município e a 50 quilômetros da capital João Pessoa, em área exclusiva para a prática de Naturismo.

Aluisio tem sido muito pressionado por vereadores e associações comunitárias para proibir a prática do nudismo em Tambaba, depois dos incidentes recentes que culminaram com a prisão preventiva do ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba (Sonata), Nelci Rones Pereira de Sousa.

 

As 30 moedas de prata

Mais direto, também, é a motivação financeira. O decreto municipal designou como naturista não somente a praia de meia-lua abaixo das falesias, mas toda a extensão até a foz do rio. Um empreendimento "faraônica" é proposta para aquela praia, e não se encontra 2000 famílias com dinheiro e disposição para comprar numa praia naturista.

 
O outro chama-se Reserva Garaú: prevê a edificação, no litoral sul, de complexo de três condomínios de 1007 lotes e quatro resorts com 1.892 apartamentos, 42 bangalôs, 40 lojas, heliporto, piscina com 5.000 m² de lâmina d´água e campo de golfe em área de 40 hectares. - Revista Edificar
 

A prisão do Nelci-Rones tira da parada um defensor ferrenho da praia, e enfraquece naturismo em Tambaba - e em todo o Brasil. Tambaba trouxe fama e crescimento para Conde, e no quinta-feira passada o caderno de economia do jornal O Norte citou que "Tambaba, por ser um ponto de prática naturista, atrai muita curiosidade e é apontada como o destino mais procurado, segundo profissionais do ramo."

Mas isso é dinheiro lento e contínua, enquanto o empreendimento é dinheiro grosso, e já.

Chegou aqui boato de que a denúncia contra Nelci-Rones partiu de outra naturista. É boato. Mas no caso Colina do Sol, é estabelecido que as acusações de abuso sexual partiram não das supostas vitimas, que negaram abuso dentro do Fórum e até em manifestação ao frente dele, mas da corja da Colina do Sol. Vamos lembrar de quem partiram, e porque. De Etacir Manske, atual presidente da Colina do Sol, que devia e deve dinheiro para Fritz Louderback, que parou de pagar na mesma semana que suas falsas denúncias colocaram seu credor na cadeia; de Bete e Raul - Arcelino Raul de Oliveira e Elisabethe Borges de Oliveira - igualmente devedores, e que igualmente aplicaram o calote; de João Ubiratan dos Santos, vulgo "Tuca", já condenado por sequestro, cujos ameaças motivaram Dr. André a se mudar da Colina; e de Zumbi Steffans, que fez suas acusações três dias depois de que Douglas, filho de Fritz, fugiu para Praia do Pinho com a esposa de Zumbi. E de João Olavo Paz Rosés que, com a ausência de Fritz, "tomou conta" da Colina do Sol.

A corja da Colina, em guerra contra os sócios, conseguiu reduzir os residentes de 60 em 2007, para menos de 10, números confirmados por fontes dentro e fora da Colina. A idéia, parece, é de tomar o dinheiro de SBT, e dividir entre poucos.

E a FBrN nisso?

Enquanto mais um naturista é preso, e a mais famosa praia de naturismo do país enfrenta fechamento, a FBrN emitiu uma nota dando motivos burocráticos para não defender Rones - Sonata tinha se desafiliada da FBrN - e agora emite uma chamada para Congrenat, que tem como assunto de maior relevância, o cartão INF.

A FBrN não represente ou defende o naturismo ou o naturista, mas o empreendimento. Como a Colina do Sol, é uma criação de Celso Rossi, é olhe o naturismo não pela ótico de "como defendo e promovo isso?" mas "como posso tirar dinheiro disso?"

Entre os que gastam dinheiro para praticar naturismo, e os que ganham dinheiro deles, a FBrN represente o segundo categoria, que nem a Colina do Sol, em que a prioridade de sustentar e agora de enriquecer um punhado de comerciantes (e o próprio Celso) levou a Colina ao ponto em que denuncia falsa e bomba incendiária na chaminé de velhinha são considerados opções válidas.

Limites

Existe, em tudo, limites. Discordo frontalmente com a posição de Nelci Rones sobre solteiros desacompanhados na praia, e da idéia de que a praia é de Sonata e que deve ser administrado para seus sócios, e não do município, devendo ser gerido como encargo público.

Minha posição reflete o senso geral de "Peladistas Unidos". Mas é um movimento pluralista, que confia na razão. Nelci-Rones tinha umas palavras pouco carinhosas claramente endereçadas nestes direção, ano passado. Nossa resposta na época foi de colocar a posição de Nelci no blog, para facilitar o debate.

A resposta à prisão do Rones, foi não de conferir nossos diferenças, ou medir o grão de amizade - acho que nunca encontrei Rones - mas vendo o absurdo óbvio da acusação, partir para a defesa.

Entre o caso Colina do Sol e o caso Tambaba

No Rio Grande do Sul, o papel do Ministério Pública poderia ser desculpado como uma aberração da dra. Natália Cagliari, penúltima em senioridade dos promotores de todo o Estado, enquanto em Paraíba, o MP participou do planejamento da "operação" e da coletiva de imprensa no dia seguinte. Em vez de papel de enganado, participou da trama desde o início.

Enquanto no caso Colina do Sol, o dono da revista Brasil Naturista e "conselheiro de ética" da FBrN, Marcelo Pacheco, deu uma declaração cheio de "ouvi dizer" que a juíza utilizou para manter os acusados mais quatro meses presos, até agora ele não agiu diretamente para prejudicar Rones. Igualmente, enquanto a FBrN agiu para prejudicar Dr. André Herdy na dia da sua prisão, e posteriormente no caso das terras da Colina do Sol, e acolheu e festejou seus acusadores, no caso Tambaba, a Federação somente fugiu de caso, sem dar chutes em Nelci Rones.

O naturismo organizado, que desempenhou (e desempenha) o papel de vilã no caso Colina, no caso Tambaba, está contente em ser figurante (se for possível figurante sem figurino). Uma benção para Nelci Rones.

A luta continua

Aqui, continuamos a luta. Noto que a tarefa de defender alguém acusado de um crime destes já é difícil - você imagina que acusado de outro crime, sem evidências e com as "vitimas" negado, um processo continuaria?

No caso Colina do Sol, há a ação constante da corja da Colina do Sol, visando sempre dificultar a vida dos acusados, procurando criar problemas além daqueles que suas mentiras já criaram. Contaram mentiras contra Silvio Levy, contra Cristiano Fedrigo, contra mim, contra os jovens do Morro da Pedra, contra o chefe de gabinete do Ouvidor de Segurança Publica, contra qualquer um que defendesse a direto de ser presumido inocente até provado culpado. Reclamaram que Barbara Anner incomodava em receber seus amigos e seus advogados em sua casa, e assim conseguiram que uma senhora de 73 anos foi levado de volta a cadeia.

Nelci Rones pode estar estranhando que ele não recebe ajuda do seus amigos da Sonata, daqueles com quem ele compartilhou tantas horas de sol na praia, e que é aqueles que discordam dele e para quem ele já mostrou pouco caso, que colocam as caras à tapa na sua defesa.

Mas pelo menos, ao que ouvimos daqui, os "naturistas" de Sonata não estão se esforçando para dificultar sua situação ainda mais, ou infernizar a vida da sua família; a FBrN não está vendo o que pode fazer a favor dos seus acusadores, os "Conselheiros de Ética" não estão se acotovelando para dar beijo de língua em Judas.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Quebrando o ciclo?

Três anos depois da eclosão do caso Colina do Sol, na Praia de Tambaba, o mais famoso recinto naturista do nordeste do Brasil, um naturista foi preso sob acusações idênticas - abuso de menores, produção e distribuição internacional de fotos, etc.

As acusaçoes contra Nelci-Rones Pereira de Souza parecem tão frágeis quando os contra Dr. André Herdy, Fritz Louderback, Cleci Iegli da Silva e Barbara Anner. As fotos são todos de máquina de filme - que quer dizer, precisavam ser reveladas, e o processador não viu nada demais - e o que foi mostrada pela polícia, está longe de cruzar os limites da lei. As jovens ouvidas até agora, negam abuso.

Comentamos o caso no blog Peladistas Unidos, assim que ouvimos, onde também veiculamos uma carta aberta do filho de Rones; e onde examinamos a proibição de crianças na praia de Tambaba.

Eu escrevi para uma jornalista da região e conversei com ela. César Fleury localizou os filhos de Nelci (para quem demos umas dicas) e falou com o prefeito de Conde e outras autoridades. De Rio de Janeiro, Pedro Ribeiro - editor de Jornal Olho Nu, fundador e Marquês de Abricó - deu entrevista questionando a proibição de menores em praias naturistas.

Adiantou alguma coisa?

Ontem a noite, um radialista e advogado de Paraíba, Gutemberg Cardoso, olhou o caso. Seguindo o twitter dele, ele leu primeiro o blog Peladistas, achou que o caso poderia ser uma injustiça, e conversou com um dos promotores, e "ele diz que é preciso prudência neste caso".

Vindo de promotor, um aviso de que prudência é preciso - depois de tanta precipitação - é coisa muito forte.

Espero que na conversa entre o jornalista-advogado e o promotor, os fatos e as considerações levantados pelo blog foram ventiladas, e contribuiriam para a prudência súbita.

Desviando atenção

A acusação contra Nelci-Rones Pereira de Souza vem poucas semanas depois do que a prefeitura de Conde revogou a concessão da praia, em 22/11. Durante uns seis anos Tambaba foi gerenciado pela Sonata, ONG do qual Nelci-Rones era diretor e ex-presidente.

Uma coisa tem algo a ver com a outra? Bem, no caso Colina do Sol às acusações no começo de dezembro de 2007, serviram para desviar atenção das irregularidades das terras e de dinheiro, em que a direção da Colina do Sol estava fortemente envolvida, e do assassinato do americano Wayne no final do novembro de 2007. Wayne estava investigando as irregularidades do Hotel Ocara, erguido com mais de R$500 mil de dinheiro de investidores estrangeiros e de empréstimo de dinheiro publico, e em que Celso Rossi colocou um terreno para qual tinha pago R$5 mil - e nem era o terreno onde ficava o hotel.

No caso Colina do Sol, é sabido de onde partiram as denúncias infundadas, primeiro contra Fritz e André e suas mulheres, depois contra quem os apoiava, inclusive Cristiano Fedrigo, Silvio Levy, e eu. Partiram da corja da Colina, os devedores e desafetos.

Sr. Nelci-Rones é, pelo que li, é um "cabeça-dura", o tipo de pessoa que age conforme princípios ainda que contra conveniência. Dependendo do que motivou o rompimento do convênio, afastar Nelci-Rones e abalar sua reputação poderia parecer não somente conveniente, mas essencial.