quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

... execução contra seus bens particulares.

Celso BicadoFoto rara de outro fazendo mordida em
Celso Rossi
O velho Celso Rossi conduziu muitos atividades sob o nome "Naturis", e ainda mais sob seu CNPJ - este abrangia até a FBrN. Verônica trabalhou na revista Naturis, e foi a Justiça conseguir seus diretos, que atualizados até 18/10/2010 davam R$8.314,16.

Como já contamos aqui, CNCS comprou Naturis, sem que a diretoria do CNCS soubesse do fato (parece que confiando em Celso, assinavam o que ele colocava na frente deles).

As dívidas de Celso são o motivo da penhora das terras do CNCS no caso da Sucessão de Gilberto, onde tanto o juiz de trabalho, quanto o juíz da primeira vara civil, reconhecerem a venda como concilium fraudis para evitar o pagamento das dívidas trabalhistas. Reverterem a transferência dos bens, e a falência de Naturis.

O julgamento no caso de Verônica está chegando à fase de execução: a Justiça vai pegar bens dos credores para pagar Verônica. A Justiça notificou Celso Rossi para nomear bens de Naturis que podem servir. Conforme o juíz:

Dado o silêncio do sócio notificado fls 468, identificado a fls 52 [Celso Rossi], determino a redirecionamento da execução contra seus bens particulares.

Celso reclama contra isso, dizendo que ele "cedeu suas quotas de capital social em 16/06/2000", e que Veronica começou trabalhar para Naturis, somente depois, e que Celso não se beneficiou do trabalho de Veronica. É claro que a outra empresa para qual "cedeu", era CNCS em que no ato ficou com 50% dos votos, além do que tinha antes.

Mas o juíz achou este transação um concilium fraudis, um faz-de-conta. A tática de Celso, presuma-se, é que o juiz da 3ª Vara não vai saber que o juiz da 1ª já determinou esta mundança sem valor; as duas empresas e seus controladores sendo as mesmas.

Celso também acha que a advogada de Veronica, dra. Juçara, não vai saber do outro caso e verificar.

O que eu acho? Eu acho que tenho o email de Dra. Juçara.

O terreno ao lado.

falamos aqui do outro terreno de Celso e Paula, que fica ao lado da Colina, no outro lado da cerca no quintal de Fritz Louderback.

Celso fez um processo de usucapião neste terreno de três hectares, comprando o posse por R$12.000.

Por uma dívida de R$8 mil, um terreno de R$12 mil é um valor bem adequada - não é pouco, mas não é demais.

Mas Celso colcou o terreno à venda, apesar da dívida de R$8 mil com Verônica, e apesar dos mais de R$300 mil devido pelo Ocara Hoteis S/A, do qual ele e Paula Andreazza são fiadores.

Será que ele esta querendo vender rápido por dinheiro vivo, para alguém que depois vai se arrepender?

Não, pois o preço que ele colcou, conforme Alice Imóveis, é de R$80 mil!, que ele diz que não reduze, mas pode parcelar em até 40 vezes!

O aumento de valor sugere o golpe contra Wayne.

O que custam outras propriedades na área? No outro lado da Colina do Sol, sr. Luiz Antônio Stumpf Fleck tem um terreno com uma casa nova, que custou $60 mil, e mais 30 hectares, inclusive com uns 33 cabanas que vem juntas. Ele quer um pouco mais de $200 mil, se eu me lembro. Os Schirmer, pelo cujo sítio passa o Beco de Araújo antes que é a estrada pública é interrompida pelo cancela erguido em cima dela, queriam para seus 5 hectares somente o valor da casarão recem-erguido pelo finado Dr. Décio.

O preço de Celso, então, não é um preço real. Ninguém vai colocar seu próprio dinheiro para pagar um preço tão disproposital, ainda sabendo que o bem pode ser pego de volta a qualquer hora pela Justiça para pagar as dívidas anteriores de Celso Rossi.

Há duas opções: Ou Celso está colcando um preço irreal para evita o penhor para pagar Verônica, ou ele tem planos para que o CNCS pega o dinheiro dos sócios, e dar para ele.

Já revi muitas transações da Colina do Sol, e sempre foi assim: pagar é o papel dos outros, receber é o privilêgio de Celso Rossi.

Prefeitura anuncia melhora na Estrada da Grota

A página da prefeitura de Taquara anunica hoje que a Estrada da Grota, que ficou íngreme e às vezes impossível até para onibus passar, depois que o traçado foi mudado de um lado para outro de uma pedreira, está sendo reformado.

Antigamente, a estada passava por cima da pedreira - ao lado há um visão do fundo da pedreira. Para poder retirar a pedra debaixo do leito da estrada, foi alterado para passar da esquerda do foto para vencer a subida mais ou menos no meio da foto. Fica mais îngreme.

Levantei o assunto com o secretário de planejamento de Taquara hoje, e ele explicou que somente com a doação do terreno para a Prefeitura que foi possível fazer manutenção tão dispendoso.

 

Rebaixamento da Estrada da Grota melhorará o acesso dos moradores

Obra trará melhor segurança à comunidade local.
Magda Rabie

Um mutirão está sendo realizado, durante toda a semana, no Distrito de Pega Fogo, na localidade de Morro da Pedra, interior do Município, para efetivar a abertura da Estrada da Grota. O prefeito Délcio Hugentobler esteve na terça-feira, dia 25, vistoriando a obra. “O serviço compreende cerca de 500 metros em que está sendo feito o rebaixamento da estrada, com a canalização e colocação de saibro, para que o acesso dos moradores possa ser feito com total segurança, já que a estrada passa por uma ribanceira de uma pedreira, representando perigo, principalmente aos estudantes que precisam utilizar a passagem com o micro-ônibus”, ressalta o prefeito, observando que a estrada também é um dos acessos à Colina do Sol, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Ao todo, trabalham no mutirão dez funcionários da Secretaria de Obras que utilizam para o serviço um trator esteira, cinco caminhões, uma escavadeira hidráulica, uma retroescavadeira e uma patrola, comandados em regime de mutirão pelo diretor de Obras, Lauri Fernando Martins e pelos secretários distritais Solandir José da Silva (Entrepelado), Ariane Fischborn Pohren (Fazenda Fialho), Larri Lutero Fernandes da Silva (Rio da Ilha), Nadir Luiz Zwetzch (Padilha), Arnildo Albano Rodrigues das Neves (Pega Fogo) e Ricardo Rogério Dias (Santa Cruz da Concórdia).

 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A história de repete, a luta continua

A prisão de Nelci-Rones de Souza, diretor e ex-presidente de Sonata que faz uns anos gere a praia de Tambaba, é uma re-encenação do caso Colina do Sol, com a polícia, MP, imprensa, naturistas, e FBrN reprisando seus papeis.

A foto ao lado de Rones e sua familia - é Anne, Júnior, Rones, sua esposa e filha menor - sintetiza bem a qualidade das acusações. Uma foto absolutamente normal de uma família naturista, recebe tarjas pretas - menos onde se imaginaria mais necessário, nas "vergonhas" da menina menor e nos seios que ela não tem. O rosto de Rones é deixado sem tarjas: quem o reconhece, já sabe quem são os outros. As tarjas não são para "proteger os menores", são para insinuar que a foto seja pornográfica. No caso Colina do Sol, as "evidências" incluíram fotos de familia de Bárbara, em umas das quais não dava para saber se tratava de neto ou neta, e outras tiradas no Mirante do Paraíso.

Ouvi do norte que a polícia implicou com revistas Playboy e Brasil Naturista que Rones tinha em casa, e nas "evidências" que a polícia mostrou no caso Colina, destacou-se entre os bichos de pelúcia e os adhesivos Hogwarts, um exemplar da mesma revista.

Enquanto fiquei um mês sem postar aqui, tenho acompanhado o caso de Rones no blog Peladistas Unidos. O caso difere do caso Colina do Sol, em que é tudo mais direto. A acusação falso contra um inocente foi seguido logo com conseqüências para naturismo: dentro de dias, a proibição pelo Ministério Publico de que menores freqüentassem a praia de Tambaba. E ontem, a noticia na véspera da 20º aniversário da praia naturista de Tambaba, de que a cidade de Conde pretende fechar fechar-la:

 

O prefeito do Conde Aluisio Régio (PSDB) planeja encaminhar, nos próximos dias, para a Câmara Municipal, o pedido de revogação do Decreto Municipal nº 276/91 (de 25 de janeiro de 1991) que transformou a praia de Tambaba, naquele município e a 50 quilômetros da capital João Pessoa, em área exclusiva para a prática de Naturismo.

Aluisio tem sido muito pressionado por vereadores e associações comunitárias para proibir a prática do nudismo em Tambaba, depois dos incidentes recentes que culminaram com a prisão preventiva do ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba (Sonata), Nelci Rones Pereira de Sousa.

 

As 30 moedas de prata

Mais direto, também, é a motivação financeira. O decreto municipal designou como naturista não somente a praia de meia-lua abaixo das falesias, mas toda a extensão até a foz do rio. Um empreendimento "faraônica" é proposta para aquela praia, e não se encontra 2000 famílias com dinheiro e disposição para comprar numa praia naturista.

 
O outro chama-se Reserva Garaú: prevê a edificação, no litoral sul, de complexo de três condomínios de 1007 lotes e quatro resorts com 1.892 apartamentos, 42 bangalôs, 40 lojas, heliporto, piscina com 5.000 m² de lâmina d´água e campo de golfe em área de 40 hectares. - Revista Edificar
 

A prisão do Nelci-Rones tira da parada um defensor ferrenho da praia, e enfraquece naturismo em Tambaba - e em todo o Brasil. Tambaba trouxe fama e crescimento para Conde, e no quinta-feira passada o caderno de economia do jornal O Norte citou que "Tambaba, por ser um ponto de prática naturista, atrai muita curiosidade e é apontada como o destino mais procurado, segundo profissionais do ramo."

Mas isso é dinheiro lento e contínua, enquanto o empreendimento é dinheiro grosso, e já.

Chegou aqui boato de que a denúncia contra Nelci-Rones partiu de outra naturista. É boato. Mas no caso Colina do Sol, é estabelecido que as acusações de abuso sexual partiram não das supostas vitimas, que negaram abuso dentro do Fórum e até em manifestação ao frente dele, mas da corja da Colina do Sol. Vamos lembrar de quem partiram, e porque. De Etacir Manske, atual presidente da Colina do Sol, que devia e deve dinheiro para Fritz Louderback, que parou de pagar na mesma semana que suas falsas denúncias colocaram seu credor na cadeia; de Bete e Raul - Arcelino Raul de Oliveira e Elisabethe Borges de Oliveira - igualmente devedores, e que igualmente aplicaram o calote; de João Ubiratan dos Santos, vulgo "Tuca", já condenado por sequestro, cujos ameaças motivaram Dr. André a se mudar da Colina; e de Zumbi Steffans, que fez suas acusações três dias depois de que Douglas, filho de Fritz, fugiu para Praia do Pinho com a esposa de Zumbi. E de João Olavo Paz Rosés que, com a ausência de Fritz, "tomou conta" da Colina do Sol.

A corja da Colina, em guerra contra os sócios, conseguiu reduzir os residentes de 60 em 2007, para menos de 10, números confirmados por fontes dentro e fora da Colina. A idéia, parece, é de tomar o dinheiro de SBT, e dividir entre poucos.

E a FBrN nisso?

Enquanto mais um naturista é preso, e a mais famosa praia de naturismo do país enfrenta fechamento, a FBrN emitiu uma nota dando motivos burocráticos para não defender Rones - Sonata tinha se desafiliada da FBrN - e agora emite uma chamada para Congrenat, que tem como assunto de maior relevância, o cartão INF.

A FBrN não represente ou defende o naturismo ou o naturista, mas o empreendimento. Como a Colina do Sol, é uma criação de Celso Rossi, é olhe o naturismo não pela ótico de "como defendo e promovo isso?" mas "como posso tirar dinheiro disso?"

Entre os que gastam dinheiro para praticar naturismo, e os que ganham dinheiro deles, a FBrN represente o segundo categoria, que nem a Colina do Sol, em que a prioridade de sustentar e agora de enriquecer um punhado de comerciantes (e o próprio Celso) levou a Colina ao ponto em que denuncia falsa e bomba incendiária na chaminé de velhinha são considerados opções válidas.

Limites

Existe, em tudo, limites. Discordo frontalmente com a posição de Nelci Rones sobre solteiros desacompanhados na praia, e da idéia de que a praia é de Sonata e que deve ser administrado para seus sócios, e não do município, devendo ser gerido como encargo público.

Minha posição reflete o senso geral de "Peladistas Unidos". Mas é um movimento pluralista, que confia na razão. Nelci-Rones tinha umas palavras pouco carinhosas claramente endereçadas nestes direção, ano passado. Nossa resposta na época foi de colocar a posição de Nelci no blog, para facilitar o debate.

A resposta à prisão do Rones, foi não de conferir nossos diferenças, ou medir o grão de amizade - acho que nunca encontrei Rones - mas vendo o absurdo óbvio da acusação, partir para a defesa.

Entre o caso Colina do Sol e o caso Tambaba

No Rio Grande do Sul, o papel do Ministério Pública poderia ser desculpado como uma aberração da dra. Natália Cagliari, penúltima em senioridade dos promotores de todo o Estado, enquanto em Paraíba, o MP participou do planejamento da "operação" e da coletiva de imprensa no dia seguinte. Em vez de papel de enganado, participou da trama desde o início.

Enquanto no caso Colina do Sol, o dono da revista Brasil Naturista e "conselheiro de ética" da FBrN, Marcelo Pacheco, deu uma declaração cheio de "ouvi dizer" que a juíza utilizou para manter os acusados mais quatro meses presos, até agora ele não agiu diretamente para prejudicar Rones. Igualmente, enquanto a FBrN agiu para prejudicar Dr. André Herdy na dia da sua prisão, e posteriormente no caso das terras da Colina do Sol, e acolheu e festejou seus acusadores, no caso Tambaba, a Federação somente fugiu de caso, sem dar chutes em Nelci Rones.

O naturismo organizado, que desempenhou (e desempenha) o papel de vilã no caso Colina, no caso Tambaba, está contente em ser figurante (se for possível figurante sem figurino). Uma benção para Nelci Rones.

A luta continua

Aqui, continuamos a luta. Noto que a tarefa de defender alguém acusado de um crime destes já é difícil - você imagina que acusado de outro crime, sem evidências e com as "vitimas" negado, um processo continuaria?

No caso Colina do Sol, há a ação constante da corja da Colina do Sol, visando sempre dificultar a vida dos acusados, procurando criar problemas além daqueles que suas mentiras já criaram. Contaram mentiras contra Silvio Levy, contra Cristiano Fedrigo, contra mim, contra os jovens do Morro da Pedra, contra o chefe de gabinete do Ouvidor de Segurança Publica, contra qualquer um que defendesse a direto de ser presumido inocente até provado culpado. Reclamaram que Barbara Anner incomodava em receber seus amigos e seus advogados em sua casa, e assim conseguiram que uma senhora de 73 anos foi levado de volta a cadeia.

Nelci Rones pode estar estranhando que ele não recebe ajuda do seus amigos da Sonata, daqueles com quem ele compartilhou tantas horas de sol na praia, e que é aqueles que discordam dele e para quem ele já mostrou pouco caso, que colocam as caras à tapa na sua defesa.

Mas pelo menos, ao que ouvimos daqui, os "naturistas" de Sonata não estão se esforçando para dificultar sua situação ainda mais, ou infernizar a vida da sua família; a FBrN não está vendo o que pode fazer a favor dos seus acusadores, os "Conselheiros de Ética" não estão se acotovelando para dar beijo de língua em Judas.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Quebrando o ciclo?

Três anos depois da eclosão do caso Colina do Sol, na Praia de Tambaba, o mais famoso recinto naturista do nordeste do Brasil, um naturista foi preso sob acusações idênticas - abuso de menores, produção e distribuição internacional de fotos, etc.

As acusaçoes contra Nelci-Rones Pereira de Souza parecem tão frágeis quando os contra Dr. André Herdy, Fritz Louderback, Cleci Iegli da Silva e Barbara Anner. As fotos são todos de máquina de filme - que quer dizer, precisavam ser reveladas, e o processador não viu nada demais - e o que foi mostrada pela polícia, está longe de cruzar os limites da lei. As jovens ouvidas até agora, negam abuso.

Comentamos o caso no blog Peladistas Unidos, assim que ouvimos, onde também veiculamos uma carta aberta do filho de Rones; e onde examinamos a proibição de crianças na praia de Tambaba.

Eu escrevi para uma jornalista da região e conversei com ela. César Fleury localizou os filhos de Nelci (para quem demos umas dicas) e falou com o prefeito de Conde e outras autoridades. De Rio de Janeiro, Pedro Ribeiro - editor de Jornal Olho Nu, fundador e Marquês de Abricó - deu entrevista questionando a proibição de menores em praias naturistas.

Adiantou alguma coisa?

Ontem a noite, um radialista e advogado de Paraíba, Gutemberg Cardoso, olhou o caso. Seguindo o twitter dele, ele leu primeiro o blog Peladistas, achou que o caso poderia ser uma injustiça, e conversou com um dos promotores, e "ele diz que é preciso prudência neste caso".

Vindo de promotor, um aviso de que prudência é preciso - depois de tanta precipitação - é coisa muito forte.

Espero que na conversa entre o jornalista-advogado e o promotor, os fatos e as considerações levantados pelo blog foram ventiladas, e contribuiriam para a prudência súbita.

Desviando atenção

A acusação contra Nelci-Rones Pereira de Souza vem poucas semanas depois do que a prefeitura de Conde revogou a concessão da praia, em 22/11. Durante uns seis anos Tambaba foi gerenciado pela Sonata, ONG do qual Nelci-Rones era diretor e ex-presidente.

Uma coisa tem algo a ver com a outra? Bem, no caso Colina do Sol às acusações no começo de dezembro de 2007, serviram para desviar atenção das irregularidades das terras e de dinheiro, em que a direção da Colina do Sol estava fortemente envolvida, e do assassinato do americano Wayne no final do novembro de 2007. Wayne estava investigando as irregularidades do Hotel Ocara, erguido com mais de R$500 mil de dinheiro de investidores estrangeiros e de empréstimo de dinheiro publico, e em que Celso Rossi colocou um terreno para qual tinha pago R$5 mil - e nem era o terreno onde ficava o hotel.

No caso Colina do Sol, é sabido de onde partiram as denúncias infundadas, primeiro contra Fritz e André e suas mulheres, depois contra quem os apoiava, inclusive Cristiano Fedrigo, Silvio Levy, e eu. Partiram da corja da Colina, os devedores e desafetos.

Sr. Nelci-Rones é, pelo que li, é um "cabeça-dura", o tipo de pessoa que age conforme princípios ainda que contra conveniência. Dependendo do que motivou o rompimento do convênio, afastar Nelci-Rones e abalar sua reputação poderia parecer não somente conveniente, mas essencial.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SENTENÇA ABSOLUTÓRIA MANTIDA

EJC

Nº 71002827236

2010/Crime

APELAÇÃO CRIME. IMPEDIR A AÇÃO DO CONSELHEIRO TUTELAR. ARTIGO 236 DA LEI 8.069/90. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA MANTIDA.

O requisito para a ocorrência do delito é a obstrução ou o embaraço concreto da autoridade pública. A obstrução deve ser evidente e objetiva e ainda se faz necessário dolo específico, isto é, a vontade livre e consciente da busca do resultado, e não apenas manifestação de descontentamento, falta de educação ou postura hostil.

Falta de prova de ter o réu impedido a ação do Conselheiro Tutelar.

APELAÇÃO IMPROVIDA.


Recurso Crime

Turma Recursal Criminal

Nº 71002827236

Comarca de Taquara

RICHARD HARROD PEDICINI

RECORRIDO

MINISTERIO PUBLICO

RECORRENTE

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os autos.

Acordam os Juízes de Direito integrantes da Turma Recursal Criminal dos Juizados Especiais Criminais do Estado do Rio Grande do Sul, à unanimidade, negaram provimento à apelação.

Participaram do julgamento, além do signatário, os eminentes Senhores Dr.ª Cristina Pereira Gonzales (Presidente) e Dr. Luiz Antônio Alves Capra.

Porto Alegre, 22 de novembro de 2010.



DR. EDSON JORGE CECHET,

Relator.


RELATÓRIO

O Ministério Público interpõe apelação (fls. 92/96) contra sentença (fls. 83/91) que absolveu o réu Richard harrod Pedicini do delito previsto no artigo 236 da Lei 8.069/90, com fundamento no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Sustenta o Órgão Ministerial ser latente o cometimento do crime por parte do denunciado, pois evidenciado o dolo de obstaculização/embaraço da atuação do Conselho Tutelar.

O recurso foi contra-arrazoado pela defesa (fls. 101/106).

Nesta instância recursal, o Ministério Público manifestou-se pelo conhecimento do recurso e por seu desprovimento.



VOTOS

Dr. Edson Jorge Cechet (RELATOR)

Conheço do recurso por estarem presentes seus requisitos de admissibilidade.

O requisitório oficial imputa ao réu a prática do delito tipificado no artigo 236 da Lei 8.069/90, que teria ocorrido no dia 14 de abril de 2008, por volta das 15h, quando embaraçou a ação do conselheiro tutelar José Antônio Rodrigues da Silveira, no exercício de sua função, ao tentar impedir a abordagem em manifestação que ocorria defronte ao Fórum da Comarca de Taquara, contando com a participação de crianças e adolescentes. O acusado, durante a manifestação, passou a embaraçar a atuação do Conselheiro, ofendendo-o, chamando-o de ladrão e tentando agredi-lo, ocasião em que foi detido pelas autoridades.

A imputação feita pela denúncia enquadra o réu como incurso nas sanções penais do artigo 236 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assim dispõe:

Art. 236. Impedir ou embaraçar a ação de autoridade judiciária, membro do Conselho Tutelar ou representante do Ministério Público no exercício de função prevista nesta Lei:

Pena - detenção de seis meses a dois anos.



Todavia, a prova produzida não autoriza a condenação. Com efeito, partindo-se do elemento informativo da vítima, tem-se composto apenas que “ao tentar realizar o trabalho, o réu lhe dirigiu a palavra de maneira ríspida”. As declarações do ofendido, nesse sentido, são corroboradas pela palavra das testemunhas Amir Carlos Kretschemer (fl. 56) e Luciano Pinheiro Fedrigo (fl. 59), que tem, na mesma linha, a confirmação do testemunho de Hélio Teodoro Ferreira Dias (fl. 57), ao relatar que: : “quando o conselheiro José Antônio pretendeu identificar as crianças e adolescentes desacompanhados, o réu tentou impedi-lo, através de discussão”. Enquanto isso, a testemunha Laura Fagundes Prestes (fl. 58) afirmou não ter sofrido qualquer obstrução na identificação das crianças e adolescentes.

Os depoimentos examinados não indicam a tentativa ou o impedimento de atuação do Conselheiro Tutelar, por ação do réu, quando o requisito para a ocorrência do delito consiste na obstrução ou no embaraço concreto da autoridade pública. Essa obstrução deve ser evidente e objetiva, sem a inquestionável dispensa de dolo específico, representado pelo elemento subjetivo da vontade livre e consciente de pretender, com a conduta, impedir ou embaraçar a ação da autoridade e não apenas manifestar descontentamento, falta de educação ou portar-se de maneira hostil.

A prova, portanto, indica que a postura adotada pelo réu foi atípica, impondo-se seja mantida a sentença que o absolveu com fundamento no art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal. É o voto.




Dr. Luiz Antônio Alves Capra (REVISOR) - De acordo com o(a) Relator(a).

Dr.ª Cristina Pereira Gonzales (PRESIDENTE) - De acordo com o(a) Relator(a).



DR.ª CRISTINA PEREIRA GONZALES - Presidente - Recurso Crime nº 71002827236, Comarca de Taquara: "À UNANIMIDADE, NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO MINISTERIAL."



Juízo de Origem: 3. VARA TAQUARA - Comarca de Taquara

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Luz del Fuego e os serpentes

Fotos de Luz del Fuego, com seus serpentes, foram recentemente colocadas no Web pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, que está digitilizando os arquivos do extinto jornal Última Hora.

Felizmente para este blog (que evita nudez, que Blogger classifica como "adulto") as fotos incluem roupa mínima - bem minima, pela época - além dos serpentes, permitindo que postamos a Luz.

Outras fotos inéditas da fundadora de naturismo brasileiro, podem ser encontrados com esta pequisa.

Para entender a influência de Luz, uma pequena busca encontra uma matéria do sul do equador, mas bem longe daqui, no jornal The Argus de Melbourne, Austrália, em 28/11/1949, anunciando a fundação do Partido Naturista Brasileira pelo "Mr." Luz del Fuego:

 
The Argus (Melbourne, Vic. : 1848-1954)
Monday 28 November 1949

NUDISTS have formed their own political party in Brazil. Its leader, Mr Luz del Fuego, said that the party would campaign against "false puritanism, conventionalism, dogma, anti-scientific morality, and against the wearing of clothes." - Special Service.
 

Notamos quanto que o naturismo brasileiro mudou em 60 anos. As áreas naturistas disfarçam seu conventionalismo usando "homem solteiro não pode" para banir homossexuais; brandam um "código de ética" que tem nada de ética mas muito de dogma; proclamam o "ambiente familiar" enquanto acobertam o "swing"; acusam inocentes baseado em o que cada um "ouviu dizer" de outro, mas que ninguém diz que viu; e definam quem traja "kanga" com "nua".

Mas uma coisa não mudou de Luz del Fuego para cá. Ainda há serpentes no naturismo brasileiro.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Contratempo

O tempo está encurtando para a corja da Colina e seu capitão. A cobrança está cada vez mais perto, e a renda, cada vez mais ilusória. A população da Colina do Sol está agora reduzida a sete almas (aceitando que as pessoas de corja tenham mesmo almas), dos quais estão querendo expulsar três: Fritz, Barbara, e Douglas.

No lado particular, há uma baixa importante entre a corja. No lado jurídico, há uma definição de valores no processo da Sucessão de Gilberto, e uma data marcada para o julgamento do TJ-RS no processo contra o SBT. Do lado de cobrança, realidade dura, no lado de recebimento, esperanças esplêndidas prestes a derreter.

O Grande Prêmio do SBT

Uma indenização gorda é a saída em que a corja apostou tudo. Falamos em agosto da audiência no TJ-RS, onde dois desembargadores se mostraram dispostos a reduzir o milhão da juíza de Taquara, para R$200 mil. E o terceiro, que pediu vistos (tempo para olhar o processo), se mostrou disposto a dar menos ainda.

Outros casos ouvidos aquele dia, eram para ser julgados em outubro, e até agora os autos repousaram no gabinete do terceiro desembargador.

Houve quatro críticos duros da quantia da primeira instância:

  • que estes casos são "uma loteria";
  • que a justificativa dada pela indenização pesada era o mesmo que nos processos individuais, "SBT tem muita grana";
  • dado o escândalo de pedofilia (que não sabem que é falso), a reputação da Colina já decaiu muito, "e não se pode manchar uma reputação que já é preto"; e
  • quando convidaram um equipe de um rede que incluiu programas como a do Ratinho, estavam se arriscando.

Vimos no site do tribunal, um petição entregue dia 16, e no mesmo dia, o julgamento marcado para dia 25, quinta-feira, as 14:00. Que petição seria está? Talvez alguém informou o tribunal de que as testemunhas da Colina do Sol, Tuca e outras da corja, cometeram perjúrio, pois as balanças da Colina desmentem os prejuízos financeiras alegadas.

Pode ser também que a mudança na situação de SBT - R$2,5 bilhões não é café pequeno - pesariam no pensamento dos desembargadores. "SBT tem muito dinheiro", o único argumento para fixar a quantia, não é mais verdade.

Mais significativo para CNCS e a corja - que estão com o lobo na porta - é que com o desfalque no SBT, a possibilidade de um acordo ficou mais remoto. Com a TJ-RS reduzindo a quantia em 80%, um acordo por algum parte disso, vamos dizer R$250 mil, seria uma trocada para SBT encerrar o assunto, e suficiente para quitar a dívida com os herdeiros de Gilberto, e o principal da dívida com BRDE.

(Sim, estas dívidas não são da CNCS mais de Celso Rossi, mas a regra invariável é que renda é para Celso, dívidas são para a coletiva. Sem dúvida há uma maneira já planejado, um contrato de consultoria ou algo assim, para desviar o dinheiro para a bolsa da corja.)

Mas com a necessidade de quitar um empréstimo de R$2,5 bilhões, SBT precisa de caixa. E não há maneira mais barato no Brasil, do que adiar pagamentos. A possibilidade de um acordo rápido agora é remoto. Se o TJ-RS não resolver simplesmente reduzir a indenização a zero.

Chegou a conta dos herdeiros de Gilberto: R$110 mil ainda

A quantia devido à Sucessão de Gilberto era um número que variava muito, dependendo em quem foi ouvido. Numa certa época, eu e Silvio Levy ouvimos quer era mais de meio milhão. As terras da Colina foram penhorados para garantir a dívida. Comprar na Justiça pareceu uma maneira de encerrar o caso, pondo a corja para fora, mas o "due diligence" mostrou que o penhor cobria somente parte das terras, e nem era sabido que parte.

E a valor da Colina do Sol, que eu imaginava seria várias milhões, na luz de cálculos frios, era num avaliação bastante generoso 2,6 milhões - e isso calculando 1,5 milhões para as casas, dos quais descobri mais tarde um terço estão no terreno dos vizinhos, os Fleck.

Pulamos fora, uma decisão bastante acertada.

O valor de uma dívida destes é calculado por um perito, e o que ele calculou é R$ 188.995,87:


O que é mais notável aqui é que, registrando o trabalho de Gilberto em carteira, a pensão vitalícia passou a ser responsabilidade do INSS. Devia ter sido pago uma multa brutal, e seria interessante saber onde Celso encontrou o dinheiro. Deste total está descontado R$10.469,73 já pagou à familia de Gilberto. Do depósito já feito pelo Celso Rossi, de uns R$92 mil, sobraria uns R$80. Há juros e correções, no depósito e na dívida, mas em números redondos, Celso ainda deve uns R$110 mil. Para qual grande parte das terras da Colina do Sol, servem como garantia.

Notamos também que há nesta conta honorário advocatários, para dois embargos de terceiro, na soma de R$23 mil cada. "Embargos de terceiro" é alguém dizendo, "A Justiça não deve penhorar isso, pois eu vou sofrer e nada tenho a ver com a disputa."

Um destes embargos era de CNCS, dizendo que os terrenos era dele, e não poderiam ser penhorados para pagar uma dívida de Naturis. Um absurdo, pois CNCS é dono de 90% de Naturis, e recebeu as terras como "doação" de Naturis, quando a dívida já existia.

O outro embargo era de Fritz Louderback, não reclamando do penhor da totalidade das terras, mas somente da sua própria casa. Foi rejeitado pois ele não comprovou que sua casa ficava naquelas terras penhoradas. Ele só tinha o "mapa de vender" de Celso Rossi, que não mostra as glebas. O "mapa de compra" tem este informação (ainda que Celso mentiu para a Justiça sobre a localização do terreno 2025, hipotecado para BRDE) mas mostra corretamente o terreno de Vendelino, onde fica a casa de Fritz.

Fritz recebeu a justiça gratuita. Perdeu os embargos dele, por não ter as informações guardadas a sete chaves pela corja, guardadas porque comprovaram as fraudes. CNCS perdeu por não ter a razão ao seu lado, mesmo. Os honorários nos dois casos, sobram para o parte vencido, quer dizer Naturis/Celso Rossi/Paula Fernanda Andreazza/CNCS.

Os excluídos x CNCS

Há dois processos para ser julgados, das pessoas excluídos pelo CNCS na sua perseguição de Fritz, Dr. André, Barbara e Cleci. São dos trabalhadores, proibídos de entrar para trabalhar, e de Cristiano, Douglas e Fritz, contra as proibições de ir e vir para a própria casa, inconstitucionais.

O primeiro está para julgar desde junho, com todos os papeis entregues e testemunhas ouvidos. O segundo está "aguardando juntada" desde o dia primeiro de outubro: as vezes demora muito no Fórum de Taquara, a tarefa árdua de fazer dois furos numa folha de papel.

Os trabalhadores, que sofrem prejuízo diário pela proibição de trabalhar, pedirem indenização diário. Parece que a demora do Fórum favorece a corja, mas a conta está aumentando. Um dia terá que ser paga.

Divórcio e dinheiro

Chega aos nossos ouvidos que João Olavo Rosés e Astrid se separaram, João Olavo continuando na Colina do Sol, e Astrid se mudando para lugar incerto e não sabido. Um cuidado sábio. Astrid, casada com João Olavo, sabia da maneira que a corja procedia. Ela sabe demais, como o velho Dana Wayne Harbour sabia demais. E sabemos que fim Wayne levou.

Faz uns meses que os pais de Astrid deixaram a Colina do Sol. Um lugar tão isolado não é ideal para pessoas idosos de saúde que exige cuidados.

Não tenho grande simpatia para a sra. Astrid. Vi ela somente uma vez, na tarde de abril de 2008 em que a corja da Colina fez suas acusações no Fórum de Taquara. Atrid não foi testemunha, ficou na corredor fora do sala do júri, fazendo seu tricot. Pensei em Madame Defarge fazendo tricô no pé da guilhotina.

Porém, pelo boato que ouvimos, sra. Atrid é também uma vítima da corja: supostamente, todo seu dinheiro sumiu no complô que visava tomar conta da Colina do Sol, e de alguma maneira lucrar com isso, talvez dividindo entre as comparsas o prêmio de SBT.

Sabemos de umas das fontes de dinheiro que sustentam a corja até agora, apesar do encolhimento da Colina do Sol. A rouba das árvores trouxe uma boa grana, que nunca entrou para a caixa oficial. Outra notícia que chega por meios não-oficiais, é que a familia de Wayne, apesar de promessa de receber metade do valor da casa dele, e de ter ouvido que o investimento em Ocara vale alguma coisa, não recebeu dinheiro nenhum.

A corja talvez se sustentou com estes três fontes: o dinheiro de Wayne, das árvores, e da Astrid, e ainda mais, da esperança do Grande Prêmio do SBT. Mas as três fontes de dinheiro vivo se esgotaram, as cobranças empurradas com a barriga estão vencendo, e o dinheiro da SBT não vem - e talvez, não vem nunca.